Jornal dos Desportos

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Renault anuncia pilotos em Janeiro

08 de Dezembro, 2015

Desde 2010 a montadora francesa produzia motores para outras equipas

Fotografia: AFP

O presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, espera que a montadora seja competitiva em três anos no seu regresso à Fórmula 1 e afirmou que os pilotos que vão conduzir os novos carros da equipa vão  ser anunciados em Janeiro.

Em entrevista publicada na sexta-feira pelo jornal francês "Le Figaro", Ghosn disse que a Renault vai anunciar no início do próximo ano, "a organização, os objectivos, os pilotos e a estratégia" da equipa, que volta a grelha da categoria depois da saída em 2010.

"Acredito que dado o entusiasmo das nossas equipas, em três anos poderemos ser competitivos. Seguiremos desenvolvendo nossa actividade em motores, mas em interesse da nossa equipa. Negociamos em particular com a Red Bull", afirmou.

Desde 2010, a montadora francesa  limitava-se a produção de motores para outras equipas,  que segundo Ghosn, não permitia que a Renault recuperasse o investimento feito na Fórmula 1. Diante desse problema, a empresa tinha duas opções: sair definitivamente ou voltar a ter uma equipa própria.

O "entusiasmo" que há dentro da Renault pela Fórmula 1 levou o presidente a escolher a segunda opção. "Somos o segundo construtor que mais ganhou corridas e títulos de Fórmula 1, atrás da Ferrari, mas à frente da Mercedes", indicou o executivo brasileiro que dirige a Renault. Para voltar à Fórmula 1, a Renault acertou a compra da equipa da Lotus, que actualmente conta com o piloto francês Romain Grosjean e o venezuelano Pastor Maldonado.

A montadora francesa venceu dois títulos mundiais na sua passagem pela categoria, ambos com o espanhol Fernando Alonso, em 2005 e 2006. Ghosn explicou, que a repartição dos direitos de televisão é mais favorável actualmente, do que quando a Renault decidiu abandonar a grelha e afirmou que a "solidez financeira" da empresa permite passar à nova aventura na Fórmula 1.

Além disso, a Renault espera aproveitar as tecnologias desenvolvidas para os carros de corrida, em modelos "sport" comerciais. O grupo também precisa de  reforçar a sua marca em alguns mercados, de acordo  com o presidente, e "a Fórmula 1 será uma excelente forma de fazer isso".

VETTEL RESPONDE
LEWIS HAMILTON


Lewis Hamilton colocou em xeque o verdadeiro potencial de Sebastian Vettel, por entender que o alemão não teve ao seu lado pilotos verdadeiramente competitivos, citando no seu caso, o fato de ter tido como companheiro de equipa Fernando Alonso, em 2007. Mas o tetracampeão rebateu as declarações do adversário da Mercedes.

Há pouco mais de duas semanas, Lewis Hamilton veio a público para colocar em dúvida o verdadeiro potencial de Sebastian Vettel, o piloto mais laureado em actividade na F1. Campeão mundial nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2013, lidera a chamada “era de ouro” da Red Bull no Mundial, o alemão com 28 anos, assumiu o desafio de substituir Fernando

Alonso na Ferrari neste ano e colocou a equipa de Maranello de volta no caminho das vitórias. Mas Hamilton entende que Seb não teve ao seu lado companheiros de equipa, de nível técnico similar, ao passo que o britânico já contou como parceiros o próprio Alonso em 2007, Jenson Button, entre 2010 e 2012 e Nico Rosberg, desde 2013. Desde a estreia, Vettel teve como parceiros de equipa Nick Heidfeld, Vitantonio Liuzzi, Sébastien Bourdais, Mark Webber, Daniel Ricciardo e Kimi Räikkönen.

Em alguns momentos da parceria com Webber na Red Bull, entre 2009 e 2013, Sebastian chegou a travar alguma rivalidade. Já no ano passado, o alemão foi batido por Daniel Ricciardo e terminou em quinto. Hamilton elevou o respeito em relação ao tetracampeão, mas ao considerar o histórico dos seus companheiros de equipa, acredita que é difícil saber qual é o verdadeiro nível de Vettel.

 “Tenho um grande respeito por ele, mas é difícil avaliar o quanto ele é bom, na verdade. Ele nunca esteve numa equipa com alguém como Fernando Alonso, mas sempre com gente como Mark Webber, que não rendia ao seu nível, ou com Kimi Räikkönen, que já não está no melhor momento da carreira”, declarou Lewis em entrevista à revista alemã ‘Sport Bild’.

Entretanto, Vettel, em entrevista ao site do jornal suíço ‘Blick’, defendeu-se  daquele de quem muito espera que seja seu grande rival em 2016.  “Tenho a certeza de que meus companheiros vão adorar ouvir isso. Acredito que no fim de contas, qualquer comparação entre pilotos é sempre muito difícil de fazer. O que mais importa é que você esteja satisfeito com conquistas a nível pessoal. No geral, eu estou”, declarou.

 Sebastian falou ainda sobre a mudança para a Ferrari, neste ano, depois de ter toda a carreira lapidada na Red Bull. “No ano passado, a Red Bull não esteve tão mal, como muitos a colocaram. Para os críticos, é importante que Vettel tenha mudado de cor e tenha voltado a vencer. Até então, era um salto rumo ao desconhecido, já que a Red Bull era a segunda equipa mais forte. Mas acredito que esse ano não lhes estiveram assim bem, de modo que eu posso ficar feliz com minha decisão.”

 Vettel falou também  de outros assuntos, como Michael Schumacher. Questionado se chegou a visitar o compatriota e maior inspirador na carreira, que se recupera em casa depois do gravíssimo acidente sofrido na estação de esqui de Méribel em França há quase dois anos, o piloto da Ferrari esquivou-se. “Isso é um assunto muito particular e não interessa a ninguém.”

 Por fim, o germânico falou que a discrição sobre a sua vida privada, numa postura oposta ao que adopta Hamilton  não significa arrogância, mas trata-se  do seu estilo de vida, tão somente. “Se você procurar a palavra ‘privado’ no dicionário, ele vai te dar uma definição clara. Claro que posso entender que hoje quase todo o mundo torna sua vida privada pública, mas a minha é minha. Isso não tem nada a ver com arrogância”, concluiu.


PATROCINADOR
Red Bull coloca
fim à parceria


A Infiniti, marca de carros de luxo da Nissan de propriedade da Renault, patrocinou a Red Bull entre os anos de 2011 e 2015, estampou a cor roxa e sua logo marca nos carros taurinos,  várias vezes exposta no topo do pódio. O anúncio vem dias depois de a equipa tetracampeã do mundo anunciar uma parceria com a marca suíça de relógios TAG Heuer, que vai dar  oseu nome aos motores Renault a partir de 2016.

Definitivamente, a Red Bull vai ter uma cara nova em 2016. A equipa tetracampeã do mundo confirmou no domingo que a parceria com a Infiniti, que já data de 2011, vai ser encerrada ao fim deste ano. Desde 2013, a marca de carros de luxo da Nissan, de propriedade da Renault, era estampada nos carros taurinos, várias vezes exposta no topo do pódio da F1.

A partir de 2016, a Red Bull vai ter como uma das suas principais patrocinadoras a marca suíça de relógios TAG Heuer, que deixou a McLaren ao fim desta temporada para unir forças à equipa de Milton Keynes. Uma das primeiras medidas da nova patrocinadora é que deve ser ela quem vai emprestar o seu nome aos motores Renault, devidamente preparados por Mario Illien, o “guru dos motores”, a consolidar uma aliança Red Bull-TAG Heuer.

Desta forma, era lógico que a Infiniti, por toda a sua ligação com o grupo Nissan-Renault, deixasse de estampar a  marca nos carros da Red Bull em 2015. A revista britânica “Autosport” estima que os valores pagos pela Infiniti desde a chegada à equipa taurina, em 2011, rondam os Usd 70 milhões por ano. Christian Horner, chefe de equipa da Red Bull, falou de forma breve sobre o fim da parceria com a Infiniti e destacou a ampla visibilidade da marca, sobretudo no último dos “anos de ouro” da equipa taurina, que ganhou tudo entre 2010 e 2013 na F1.