Jornal dos Desportos

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Renault apresenta novas cores e confirma Magnussen e Palmer

05 de Fevereiro, 2016

Magnussen tem a seu lado o estreante Jolyon Palmer que foi reserva no ano passado na Lotus

Fotografia: AFP

Renault revelou as suas cores para a temporada de 2016, quando a montadora francesa volta a fazer parte da grelha da Fórmula 1 como construtora. A equipa, que reassumiu a formação baseada em Enstone, que corria sob o nome de Lotus até ano passado, usará predominantemente o preto, com detalhes em amarelo.

No entanto, o director da divisão desportiva da marca, Jerome Stoll, deu uma dica de que as cores pode mudar: "O carro será todo preto em Melbourne? Adivinhe, vocês verão, mas a elegância das cores vai se manter." O discurso do lançamento foi de confiança: "Temos os recursos, a equipa, a organização e o espírito. A Renault está de volta para ganhar", afirmou Stoll.

Como foi adiantado nos últimos dias, o venezuelano Pastor Maldonado perdeu a vaga devido à falta de pagamento do seu patrocinador, a petrolífera estatal venenzuelana, e foi substituído por Kevin Magnussen. O dinamarquês fora demitido no final do ano passado pela McLaren, equipa da qual foi titular em 2014 e reserva em 2015.

Magnussen terá a seu lado o estreante Jolyon Palmer, que foi reserva ano passado na Lotus após ter se sagrado campeão da GP2, principal categoria de acesso à F-1, em 2014.

A equipa também anunciou o nome de Frederic Vasseur como novo director de corridas. O francês, cara nova na Fórmula 1, tem grande experiência no comando de uma das equipes mais tradicionais do automobilismo de base, a ART Grand Prix. O director técnico será Bob Bell, que também trabalhou na equipa na década de 2000 e Cyril Abiteboul, ex-chefe da divisão de motores de F-1, será o director administrativo.

"A Renault lançou ontem o seu maior programa de automobilismo", disse o CEO da empresa, Carlos Ghosn. "Será liderado pela Renault Sport Racing, que vai gerenciar todas as nossas acções, e a Renault Sport Cars, que vai supervisionar a pesquisa e desenvolvimento, além das vendas de nossa linha de performance." A expectativa do director é de que a equipa entre na briga pelos pódios em três anos.

Chamou a atenção durante o lançamento a forte presença da marca Infinity na pintura do carro. Trata-se de uma empresa do Grupo Renault especializada em carros desportivos, que era a patrocinadora principal da Red Bull. Em 2016, contudo, como a equipa anglo-austríaco usará motores Renault, mas sob o nome de Tag Hauer, é esperado que eles percam o patrocínio. Patrocinadores dinamarqueses, ligados a Magnussen, também marcam presença na pintura. É a terceira vez que a Renault tem uma equipa própria na Fórmula 1. Na primeira, entre 1977 e 1985, a equipa chegou a ser vice-campeão do mundial de pilotos, com Alain Prost, em 1983.


Na Garagem
Primeiro carro russo
já foi apresentado 


A Jordan se tornou Midland — ou simplesmente MF1 — para a temporada 2006 da F1, e foi há exactos dez anos que o primeiro carro russo da história da categoria foi apresentado ao público.

A Rússia só foi ter um piloto na grelha da F1 em 2010. Mas a história do país na categoria começou antes no Mundial de Construtores. Há exactos dez anos, em Silverstone, era apresentado ao mundo o primeiro carro de F1 russo de todos os tempos.

 Meses antes, o bilionário Alex Shnaider havia comprado a Jordan. Ao final de 2005, a carismática equipa dos carros pretos e amarelos se despediu. Em 2006, entrou em cena a Midland — que ficaria mais conhecida como apenas MF1.

 Pela primeira vez, uma equipa correria sob a bandeira da Rússia no Mundial — ainda que a fábrica ficasse do outro lado da rua em Silverstone, na casa construída por Eddie Jordan.

Colin Kolles, director da MF1, fez questão de deixar claro: “Nós reformamos toda a empresa e o quartel-general como o primeiro estágio dos nossos planos, que são de longo prazo.

O M16 é um produto 100% da MF1 Racing, uma prova concreta das nossas intenções”.

Os titulares apresentados foram Tiago Monteiro e Christijan Albers, ambos novatos em 2005 na Jordan e na Minardi, respectivamente. Markus Winkelhock, Giorgio Mondini e Adrian Sutil seriam os pilotos de testes.



Pré-época
Wehrlein ganha na luta por um lugar


Pascal Wehrlein teve o seu nome falado como candidato a uma das vagas na Manor em 2016 tão logo a Mercedes parecia certa como fornecedora de motores da equipa, mas o nome do campeão mais jovem do DTM esfriou. Agora, no entanto, com Kevin Magnussen a um palmo da Renault, Wehrlein voltou a ser o favorito pelos lados da equipa.

A indefinição da Manor para as duas vagas de pilotos para a temporada 2016 girou a roda de nomes em 360°, aparentemente. Isso porque Pascal Wehrlein voltou a ser um favorito para assumir um dos cockpits e enfim fazer a sua estreia na F1 depois de ter sido quase que descartado.  Com menos de três semanas para o começo dos testes colectivos de pré-temporada da F1, as vagas da Manor são as únicas ainda não definidas. Sabe-se que a equipa está atrás de ao menos um piloto pagante que garanta cerca de 66,3 milhões à equipa para enfrentar a jornada.

A dúvida, porém, estava no que a Manor, que agora tem motores Mercedes, esperava do outro piloto. Não eram poucos os que acreditavam que a equipe queria costurar um acordo com Kevin Magnussen, agora praticamente acertado com a Renault para substituir Pastor Maldonado.

Então, os olhos se voltam para o campeão mais jovem da história do DTM. A Mercedes gostaria de ter Wehrlein, seu piloto reserva nos últimos dois anos e campeão pela equipe da fábrica na categoria alemã de carros de turismo, na grelha da F1.

A sua nova cliente, ao que parece, quer um piloto com mais talento que dinheiro para o que deve ser o ano mais animador da equipa.


Endividada
Sahara abre mão de acções
na equipa da Force India 


A parceria entre a Sahara e a Force India, que remonta a temporada 2011 da F1, está em uma situação delicada. A empresa indiana,  em dívidas e com o presidente preso, vai precisar vender as suas acções na equipa para tentar pagar os credores.

A Sahara, principal parceira da Force India, está próxima de abandonar a F1. A companhia indiana, envolvida em um escândalo financeiro que terminou com seu presidente preso, vai precisar vender a totalidade de suas acções na equipa – 42,5% – para pagar credores e tentar reverter o péssimo momento actual.

 A companhia, que trabalha justamente com serviços financeiros e de Tecnologias da Informação, acumula dívidas de aproximadamente R$ 14 bilhões. Isso levou Subrata Roy, chefão da empresa, à cadeia em Março de 2014, de acordo com as leis indianas. Para a empresa, resta vender vários dos seus activos – este em particular valendo aproximadamente 400 milhões.

Além de colocar uma interrogação sobre a própria Force India, a venda pode afectar o nome da equipa. Desde 2011, quando a parceria entre as duas parte começou, a equipa de Vijay Mallya passou a ter o nome oficial de Sahara Force India. Ainda é incerto se a nomenclatura da equipa mudará para a temporada 2016.

 O resto das acções da Force India é dividido entre duas partes: uma delas é o próprio Mallya, com 42,5%, enquanto a outra é o investidor Michel Mol, dono de 15% da representante indiana no mundial de F1.