Jornal dos Desportos

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Renault pondera superar a potncia da campe

21 de Fevereiro, 2017

Chefe tcnico de desenvolvimento do motor acredita que a fbrica igualou a Ferrari em 2016

Fotografia: AFP

Depois de duas vitórias e uma pole position em 2016 com a Red Bull, a Renault está cheia de moral para 2017. A comemorar a boa época, o chefe técnico de desenvolvimento da fábrica, Bob Bell, está optimista. No que diz respeito a onda, a unidade da Renault está na hierarquia da F1, Bell disse ao Motorsport.com: "Estamos certamente atrás da Mercedes, e próximos da Ferrari, talvez um pouco mais lentos, mas não muito”.

"A Renault diminuiu a desvantagem para a Mercedes. É só olhar para o desempenho da Red Bull no ano passado. Lutaram com a Mercedes em muitas ocasiões. Isso, indica que não têm só um chassis muito bom, mas o motor evoluiu também”, disse. Bell está com esperança de que a Renault ganhe neste Inverno, antes da nova época, mas admite que só em 2018  pense em tirar toda a desvantagem para a Mercedes.

CAMPEÕES MUNDIAIS
Symonds destaca Schumacher

Pat Symonds é um dos profissionais dotados de grande experiência na F1. Aos 63 anos, o engenheiro britânico teve a oportunidade de trabalhar no desporto, desde os anos 1980. E, foi brindado com a oportunidade de estar lado a lado com alguns dos maiores pilotos da história, como Ayrton Senna, na Toleman, em 1984; Michael Schumacher, na primeira fase da carreira do alemão, na Benetton; e com Fernando Alonso, durante os anos de glória da Renault na F1, nos anos 2000.

Dentre os campeões com quem trabalhou, Symonds não tem dúvida de apontar Schumacher como o mais rápido da F1. Em entrevista publicada pelo jornal espanhol ‘AS’, Symonds rasgou elogios a Alonso, um dos melhores pilotos da sua geração, que chegou à Renault ainda bastante jovem, e de lá saiu como bicampeão do mundo.

Fernando ainda voltou à equipa, após uma breve primeira passagem pela McLaren, mas deixou novamente a Renault em 2009 na esteira do escândalo do GP de Singapura, que Nelsinho Piquet bateu de propósito para ajudar Alonso a vencer a prova realizada em 2008.

Por conta do episódio, Symonds foi julgado e suspenso da F1 até 2013, enquanto Flávio Briatore, ex - chefão da Renault era banido, com a sanção a ser revogada pouco depois. Antes disso, passou a integrar o quadro técnico da Virgin, hoje extinta, como consultor. Dois anos depois, ficou livre para actuar normalmente na F1, o britânico assinou com a Williams e tornou-se director - técnico, posto que ocupou até Dezembro do ano passado.

“Fernando era incrivelmente competitivo. Tinha a auto -estima de Ayrton e de Michael. Sabem que são os melhores. Fernando é um grande competidor, talvez não tão rápido como Michael, mas muito, muito rápido. Diria que Michael foi o mais rápido, depois Fernando, e finalmente, Ayrton”, definiu Symonds.

TECNOLOGIA
Suspensão activa volta à F1


A reintrodução da suspensão activa é uma possibilidade real. Abolida em 1994, o dispositivo pode regressar à Fórmula 1 em 2018. O retorno é uma das quatro abordagens em avaliação para o próximo ano. O debate sobre os sistemas de suspensão pré-carregados tem se arrastado há várias semanas, depois que a Ferrari pediu à FIA para clarear a sua política sobre dispositivos que ajudem o desempenho aerodinâmico.

Como resultado, quatro opções, uma das quais a reintrodução da suspensão activa, estão a ser consideradas com base em documento elaborado pela McLaren. Se for acordada pelas equipas e pela FIA, a mudança de regulamento vai entrar em vigor em 2018. A proposta da suspensão activa sugere, que a padronização dos dispositivos possa evitar uma corrida de desenvolvimento técnico demasiadamente cara. A proposta também argumenta que a suspensão activa "traria a F1 ao século XXI" da tecnologia.

Se essa rota for a escolhida, a proposta de suspensão activa apresentada pela Mercedes em 2014 foi sugerida como um bom ponto de partida para a definição de um sistema de quatro canais, que permita às equipas controlar o carro electronicamente. Uma segunda opção sugere, apertar os regulamentos de suspensão para evitar sistemas passivos projectados, para influenciar a plataforma aerodinâmica. Baseia-se numa proposta de interpretação da Ferrari.

A terceira opção consiste em permitir os sistemas de suspensão, que têm a influência aerodinâmica. Isso, ia permitir, efectivamente, sistemas passivos projectados para controlar a plataforma aerodinâmica, o que permitiria que projectos como a suspensão FRIC (com as partes traseira e dianteira conectadas) retornassem. Embora elimine os pontos de interrogação sobre a legalidade de certos sistemas, há preocupações de que isso seja demasiadamente caro.

A última opção é manter os regulamentos existentes, com a FIA a realizar mais verificações, para garantir a conformidade das equipas com o regulamento. Cada equipa também devia apresentar a documentação a explicar os seus projectos de suspensão. As quatro opções vão formar a base de uma discussão entre as equipas e a FIA.