Jornal dos Desportos

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Renault quer alteração da regra para continuar

11 de Junho, 2015

Renault pode estar com os dias contados na Fórmula 1

Fotografia: AFP

Fornecedora de motores para as equipas Red Bull e Toro Rosso, a Renault pode estar com os dias contados na Fórmula 1. A fábrica francesa pode retirar-se da categoria, caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não modifique a regra que congela o desenvolvimento dos propulsores durante a temporada.

“Não há futuro para a Renault na Fórmula 1 se não podermos desenvolver um motor competitivo”, disse Cyril Abiteboul, director da fabricante na F1,  que acabou com as expectativas daqueles que acreditavam no regresso da Renault como equipa própria.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, confirmou a possibilidade do abandono da fornecedora: “O perigo de que a Renault se vá é real. A F1 não pode permitir-se perdê-la. Mas a decisão depende da FIA e da Mercedes”.

Para que a regra de "congelamento" dos motores seja modificada deve haver unanimidade entre as equipas. A McLaren e a Ferrari davam apoio às mudanças, mas a Mercedes acredita que os custos iam aumentar e prefere pela manutenção do regulamento.

A Renault ganhou o Mundial entre 2010 e 2013 com a Red Bull, de Sebastian Vettel, mas a mudança de regras em relação ao desenvolvimento dos motores não foi assimilada pela fabricante francesa, cujo propulsor é pouco competitivo.


FÓRMULA 1
Ferrari nega perdoar pião
de Räikkönen no Canadá


O pião, de Kimi Räikkönen na 27ª volta do GP do Canadá ,custou o pódio ao piloto e à Ferrari, com o director desportivo Maurizio Arrivabene a ser duro na atribuição das culpas. Pelos vistos, o dirigente italiano não perdoa ao finlandês, apesar deste ter afirmado a pés juntos que o erro foi provocado por uma resposta abrupta do motor.

“Deitámos fora um pódio pela janela fora, essa sim é a verdade. Não há desculpas para isso”, disparou Arrivabene  ao referir-se ao erro que fez Räikkönen perder o terceiro lugar para Valtteri Bottas, seu compatriota da Williams -Mercedes, o qual já está a ser explorado para sustentar a saída do piloto de Maranello no final da temporada, quando termina contrato.

Sobre a possibilidade de ter recorrido a ordens de equipa para fazer com que Sebastian Vettel (5.º), melhor classificado no Mundial de Pilotos, ficasse à frente de Räikkönen (4.º), Arrivabene respondeu no mesmo tom: “Nem sequer falámos nisso! No início da temporada deixámos claro que os dois teriam liberdade de acção.”

Apesar de desapontado pela diferença que ambos os pilotos da Ferrari já têm para os rivais da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, Arrivabene recordou:  “Temos de manter os pés bem assentes na terra. O nosso objectivo não mudou. Dissemos que ficaríamos satisfeitos caso vencêssemos duas corridas esta temporada. Não podemos esquecer qual foi o nosso ponto de partida. Nunca falámos em conquistar títulos.”