Jornal dos Desportos

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Renault reclama contra o limite de combustível

31 de Março, 2016

Dirigente reconhece que consumo de combustível sempre teve protagonismo na F1 desde os motores V8

Fotografia: AFP

O director da Renault Cyril Abiteboul não quer saber de uma F1 com propensão a endurance. De acordo com o dirigente da Renault, a abordagem – exemplificada em medidas como limitação de consumo de combustível – é um perigo para o certame.

Cyril Abiteboul tem críticas bastante claras em relação ao controlo de consumo de combustível na F1, parte do regulamento foi  introduzido em 2014. De acordo com o francês, a limitação não só serve para manchar a categoria, como também acaba por levar a uma aproximação  da endurance – um erro, segundo Abiteboul.
 
“Quero garantir que a F1 continue a ser  F1. Não devemos tomar a direcção de endurance. Uma das coisas que colocou a F1 em perigo é a tentativa de fazer uma combinação com endurance”, apontou Cyril.

  “Endurance tem a ver com eficiência, sustentabilidade, capacidade de cumprir longas distâncias sem nenhum problema. A F1 tem a ver com corridas curtas, com a capacidade de atacar constantemente”, seguiu.

O dirigente reconhece que o consumo de combustível é um protagonismo da F1 desde a época dos motores V8, mas a valia  do seu papel era outra. Antes, tratava-se de uma forma de maximizar a velocidade dos carros, e isso  perdeu-se.

  “Francamente, mesmo na época dos V8 havia o controlo de combustível. Era parte das tácticas para maximizar o tempo de volta. Sempre foi parte da F1, sem qualquer limitação, então eu removeria completamente a regulação de quantidade de combustível”, avaliou. Abiteboul também considera que acabar com o limite de consumo tira uma mancha que existe  no novo regulamento da F1 vigente desde 2014.

  “Nós veríamos que isso tiraria toda negatividade que existe sobre essas novas tecnologias, que são fantásticas. Fizemos um trabalho incrível”, disse.
  “Com o motor que usamos todas as montadoras deveriam ser elogiadas pela tecnologia que conseguimos introduzir, reduzimos o consumo de combustível entre 30 por cento e 40 por cento. Isso é incrível, mas essa mensagem fantástica está a ser destruída pelo facto de que o limite de combustível faz o público acreditar que é tudo uma questão de controlar o consumo”, finalizou.

NASR FALA EM SEMANA
ESPECIAL NO BAHREIN


Embora esteja pessimista com a sequência da temporada em si, enquanto o C35 não recebe actualizações, Felipe Nasr destacou o GP do Bahrein por ter a chance de acelerar perto do Líbano, país do seu avô. O brasileiro também falou do apreço que tem pelo selectivo circuito de Sakhir.

A proximidade do Bahrein com o Líbano inspira Felipe Nasr. O brasileiro tem raízes no país que  tem Beirute como  capital, por conta do local de nascimento do seu avô. Assim, o jovem piloto da Sauber vê sempre a  ida  ao Oriente Médio como forma de ressaltar a ligação com o povo árabe e ter quase como uma outra corrida em casa.

 É com esse espírito que Felipe encara a segunda etapa da temporada 2016. O GP do Bahrein é a primeira prova do ano a ser disputada à noite, algo que agrada muito Nasr que espera pelo menos  divertir-se um pouco no circuito de Sakhir.

  “O GP do Bahrein é um fim de semana de corrida especial para mim. Por ter raízes libanesas da parte do meu avô, eu sempre gosto de estar no Oriente Médio. Para mim como piloto é fantástico, não apenas pela torcida vinda do Brasil, mas também de onde nós somos”, explicou Nasr numa declaração divulgada pela Sauber na terça-feira.

Felipe também falou  do circuito que tem como uma das suas principais características a proximidade da areia do deserto, algo que sempre é um complicador a mais para os pilotos. Mas o brasileiro espera curtir bem o fim de semana. “A pista em si é muito divertida para guiar e correr à noite faz com que o evento se torne ainda mais especial”, concluiu.

Nasr definiu a escolha de pneus para o fim de semana do GP do Bahrein da seguinte forma: quatro jogos de pneus médios, outros quatro de pneus macios e cinco de supermacios, diferente de Marcus Ericsson, seu companheiro de equipa, que pretende usar três médios, cinco macios e cinco supermacios.


RECONHECIMENTO
Hamilton ressalta aproximação da Ferrari 


Lewis Hamilton acredita que a Ferrari vai lutar por vitórias na temporada 2016. O britânico, assim como Nico Rosberg, mostra animação com a possibilidade de protagonizar disputas acirradas no Bahrein.

Lewis Hamilton acredita que a menor distância entre Mercedes e Ferrari no GP da Austrália vai consolidar -se com  a toada da temporada. Ainda em relação à prova de Albert Park o britânico disse estar “animado” pela possibilidade de lutar frequentemente com Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen.

“Estou animado por pensar em mais corridas como a de Melbourne. Teremos provas em que vamos estar alguns segundos na frente, outras em que a disputa vai ser acirrada e outras em que eles podem estar na frente. Ainda não sabemos, e isso é animador”, apontou Hamilton. Além da expectativa por provas mais acirradas, o GP do Bahrein também serve para aflorar ainda mais os ânimos.  A prova do Bahrein teve disputas acirradas nos últimos anos.

  “O Bahrein foi divertido nas últimas duas temporadas, mais provas assim seria óptimo”, seguiu.
 Nico Rosberg concorda com Hamilton. O vencedor do GP da Austrália acredita que a Ferrari seja uma ameaça frequente daqui em diante, ainda mais  numa pista que providenciou tantos combates nos últimos anos.