Jornal dos Desportos

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Revelaes de testemunhas clarificam as divergncias

Silva Cacuti - 04 de Dezembro, 2013

Audincia foi muito concorrida e os scios querem ver resolvido o diferendo o mais rpido

Fotografia: Jornal dos Desportos



Está perto do fim a decisão do litígio pós eleitoral no Atlético Sport Aviação (ASA) que ficou conhecido como «caso ASA». Ontem, na primeira audiência da sessão de julgamento, que decorreu na primeira secção da sala do cível e administrativo do Tribunal Provincial de Luanda, sob a égide da juíza de direito Isabel Celeste, o director-geral Vicente Neto, que já exercia funções à data da eleição de Manuela Oliveira fez revelações que podem comprometer a presidente suspensa.

Ouvido na qualidade de testemunha, Vicente Neto, disse que «ele próprio elaborou a lista de sócios com quotas pagas, em condições de votar e que recebeu ordens expressas para impedir que a alguns sócios, mesmo com quotas pagas, fosse permitido o acesso à sala de votação».A defesa de Manuela Oliveira, que representa o ASA neste julgamento, tem defendido que o acto de votação foi livre e só aqueles sócios sem quotas pagas ficaram fora da votação.

Reinaldo Pedro, outra testemunha que foi ouvida afirmou, que foi impedido de entrar na sala de votação por elementos da Polícia Nacional. Ainda fica difícil vislumbrar o desfecho do julgamento, mas ouvidas as testemunhas arroladas no processo fica o entendimento, entre outros, que o co-autor José Bumba, é sócio do clube, onde exerce funções de chefia. Ficou também entendido que no dia da realização do pleito eleitoral alguns sócios, com quotas pagas, foram impedidos de votar.Mariano de Almeida que presidiu a comissão eleitoral foi uma das testemunhas ouvidas no processo. Sob juramento, o comentador desportivo afirmou que o processo tinha decorrido sem sobressaltos. Os advogados têm oito dias para apresentação de alegações dos aspectos jurídicos dos seus constituintes após os quais, o julgamento prossegue.

O caso ASA surgiu em Julho de 2012, quando a terceira secção da Sala do Cível e Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda emitiu uma providência cautelar para suspender o mandato de Manuela Oliveira, eleita presidente do Atlético Sport Aviação (ASA) a 28 de Abril do corrente e que exercia desde 5 de Maio, data da tomada de posse. A referida providência cautelar foi interposta pelos sócios David Mavinga, Cesário Ebo, Miguel José, José Miguel, Domingos de Sousa e José Bumba, que alegaram irregularidades no processo eleitoral.Se o tribunal atribuir razão a Manuela Oliveira pode suceder a anulação das recentes eleições que conduziram Elias José à presidência do clube, com retorno à direcção eleita em Abril de 2012, que pode ter pouco mais de meio mandato para exercer. Se os sócios vencerem a causa, então as coisas não mudam, o elenco de Elias José mantém-se, já que acomoda a maioria dos sócios que interpuseram a providência cautelar.