Jornal dos Desportos

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Ricardo almeja regresso às pistas

Hélder Jeremias - 15 de Dezembro, 2014

No ranking da FIA constam as categorias Platina, Ouro, Prata e Bronze.

Fotografia: Jornal dos Desportos

O piloto angolano Ricardo Teixeira manifestou o desejo de voltar a defender as cores nacionais, nos maiores circuitos internacionais, durante a época de 2015 do Campeonato de GP2, depois de um ano parado por falta de recursos financeiros.

Depois de alcançar a categoria de piloto de testes de Fórmula 1, ao serviço da Caterham, Ricardo Teixeira deparou-se com um período muito conturbado devido a um imbróglio entre a empresa patrocinadora, a Sonangol, e a direcção da equipa Rapax, cujo litígio culminou num processo jurídico ainda a correr trâmites em tribunal.

Apesar de ficar parado na época de 2014, Ricardo Teixeira mereceu a avaliação positiva no ranking da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O angolano foi classificado na categoria gold (ouro), atribuída a pilotos com qualidades extraordinárias e dotados de grande traquejo com monolugares.

Ricardo Teixeira iniciou a carreira desportiva nos escalões elementares e despertou o interesse de equipas renomadas da Europa. O angolano triunfou nas categorias de World Series by Renault, Fórmula 3, GP2 e atingiu o estatuto de piloto de testes de Fórmula 1.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o piloto mostrou-se radiante por merecer a prestigiante classificação (gold) pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), numa altura em que vários pilotos no activo foram relegados a níveis inferiores, tais como prata e bronze.

“Sinto-me satisfeito por merecer esta classificação no ranking da FIA, não obstante o facto de passar uma época sem competir. Fico com a ilação de que o trabalho desenvolvido é digno de mérito e espero superar todas as dificuldades, para voltar a representar o meu país na alta competição”, disse Ricardo Teixeira.

No ranking da FIA constam as categorias Platina, Ouro, Prata e Bronze. A primeira é atribuída aos pilotos excepcionais, ou seja os de topo mundial. A segunda é outorgada aos pilotos de grande nível técnico, a terceira subdivide-se em quatro sub-categorias e a última é atribuída a qualquer piloto com licença desportiva.
HJ