Jornal dos Desportos

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Ricciardo admite força de rivais

16 de Março, 2017

Em entrevista ao diário espanhol ‘AS’, Boullier disse que o futuro de Alonso na F1 depende muito de um carro competitivo. Algo, que a McLaren não dispõe, de momento.

Fotografia: AFP

Daniel Ricciardo reconheceu, que de momento, a Red Bull não tem o carro mais rápido,  mostrou-se confiante nas chances de recuperação da equipa dos energéticos. O piloto australiano afirmou, que precisa entender melhor o RB13.

 Após oito dias de testes em Barcelona, Ricciardo cravou 1min19s900 na melhor das suas 337 voltas, ficou com o nono posto no resultado combinado. Companheiro de equipa do australiano, Max Verstappen fez o sexto melhor registo, e ficou a 0s804 do líder.
Neste cenário, Ricciardo reconheceu que as rivais estão mais fortes, mas garantiu que a Red Bull pode reverter a situação, ainda que não à tempo do GP da Austrália, primeira prova do ano.

 “É muito cedo para dizer”, disse Ricciardo em entrevista à emissora inglesa, Sky Sports. “Nós não fomos os mais rápidos no teste, então eu diria, que no momento, nós não somos os mais rápidos”, seguiu. “Podemos ser os mais rápidos? Acho, que podemos. Seremos até Melbourne? Provavelmente não, até Melbourne, mas vamos ver”, comentou.

 Questionado se por problemas com o motor Renault, deixaram a Red Bull para trás, Daniel respondeu: “Não. Acho que estamos bem equilibrados com o chassis e a unidade de potência no momento”. “Podemos melhorar um pouco nos dois, mas sinto que está lá. Algumas voltas que dizemos nos testes, eu senti ‘Este carro é bom’ e em outras foi como ‘É, nós ainda temos algum trabalho a fazer’”, contou. “Então está lá, só precisamos entender um pouco melhor”, concluiu.

BOULLIER E A FALTA
DE COMPETITIVIDADE

Éric Boullier considera Fernando Alonso o melhor piloto do mundo. Mas sabe que é preciso entregar um carro capaz de obter bons resultados, para que o bicampeão  continue na McLaren e na F1, como um todo. O engenheiro francês, inclusive, já começou a conversar com o piloto sobre 2018, ainda que de forma breve.

Fernando Alonso está no seu último ano de contrato com a McLaren. Por várias vezes, o bicampeão do mundo disse que o futuro na equipa e na F1 como um todo, será condicionado à forma como a categoria vai  desenvolver-se em 2017, mas há a falta de um carro realmente capaz de levá-lo às vitórias — algo que não acontece desde 2013 — pode determinar qual será seu destino no Mundial.

 Antes da pré-temporada, havia um certo clima de optimismo na McLaren. Clima que arrefeceu, totalmente, depois das duas sessões de testes de Inverno. O novo motor Honda apresentou uma série de problemas, e fez  que a equipa de Woking fosse a que menos andou em Barcelona, prejudicou os trabalhos de Alonso e seu novo companheiro de equipa, Stoffel Vandoorne.

 Éric Boullier, director de corridas da McLaren, é claro quando é questionado sobre quem considera o melhor piloto da actualidade. O engenheiro francês aponta Alonso como o mais capacitado, entende que os resultados não correspondem ao talento do espanhol, porque para o êxito completo é preciso estar na equipa certa, e na hora certa. Tudo, o que não aconteceu com Alonso, nos últimos tempos.

A McLaren vive um momento complicado desde 2015, quando Alonso retornou à equipa, após passagem de cinco anos pela Ferrari. Fernando, jamais voltou ao pódio,  obteve como melhor resultado três quintos lugares (um em 2015 e dois no ano passado).  É pouco para um piloto que ostenta o cartel de Fernando Alonso.

Em entrevista ao diário espanhol ‘AS’, Boullier disse que o futuro de Alonso na F1 depende muito de um carro competitivo. Algo, que a McLaren não dispõe, de momento.

Nova temporada
Jacques Villeneuve prevê grande disputa

A temporada de 2017 da Fórmula 1, marca o início de novas parcerias, entre pilotos e as equipas. Uma delas é entre Fernando Alonso, bicampeão mundial, e o jovem belga Stoffel Vandoorne, que vão disputar o seu primeiro campeonato na categoria. Para Jacques Villeneuve, campeão da F1 em 1997, o objectivo do novo piloto deve ser superar o companheiro.

“Não é a melhor situação para Stoffel,  tudo que ele tem de fazer, é ganhar a Alonso. É melhor estar num lugar como a McLaren, do que em casa. Vandoorne  tem ao seu lado um piloto de grande valor, para se inspirar, e ganhar credibilidade. Se ele ganhasse de um outro jovem piloto, não significaria nada”, disse à TV belga RTBF.

Porém, o próprio Vandoorne parece não pensar assim. Recentemente, o piloto declarou que sua principal meta é fazer com que a McLaren retorne ao topo da Fórmula 1, e não competir diretamente com Alonso. Em 2016, Stoffel substituiu o espanhol no GP do Bahrein, após Fernando sofrer um acidente na Austrália, e não ter a concordância dos médicos para participar na corrida.

O belga destacou-se, terminou na décima colocação, e conquistou um ponto.
A primeira corrida da temporada de 2017, da Fórmula 1, acontece no dia 26 de Março, no Circuito de Phillip Island, na Austrália.