Jornal dos Desportos

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Robert Kubica testa carro no simulador

13 de Julho, 2017

Piloto polaco tem conseguido bons resultados ao serviço da equipa da Renault

Fotografia: AFP

Robert Kubica ficou muito satisfeito com o teste realizado no simulador da Renault, com o carro adaptado ao novo regulamento técnico, portanto, bem mais exigente do ponto de vista físico. O polaco deixou claro que sente-se capaz de guiar os novos F1: “Não tenho limitações que costumava ter”.

Com um discurso cauteloso sobre um eventual retorno à F1, Robert Kubica já não  esconde que sonha em voltar à grelha. E, os sinais dados, tanto pelo polaco como também pela Renault mostram que há chances cada vez maiores, de tudo se concretizar. Depois do teste em Valência com o carro de 2012, o piloto teve a chance de ter o primeiro contacto com a configuração do R.S. 17, o modelo de 2017, adaptado ao novo regulamento técnico. A sessão foi realizada nesta semana, no simulador da equipa anglo -francesa, em Enstone. E, agradou muito a Kubica, que ontem testou novamente o Renault E20, agora em Paul Ricard, em França.

 “Consegui testar o carro na configuração para este ano. O dia correu muito bem, mas não entro em detalhes. Mas tive a oportunidade. Fiquei feliz, bem como a equipa”, comentou o polaco de 32 anos em entrevista à emissora Sky Sports Italia

Os carros desenvolvidos à luz do novo regulamento técnico são muito mais exigentes do ponto de vista físico, de modo que a Renault gostava de saber as condições de Kubica antes de levar o polaco de facto à pista com o R.S. 17, o que conforme apurou o GRANDE PRÉMIO, vai acontecer no primeiro treino livre do GP da Itália, em Setembro, no circuito de Monza.

Kubica  mostrou-se feliz por ter cumprido  bem o teste no simulador sem grandes dificuldades físicas. “Na minha vida tive dias melhores, mas outro muito piores. A situação actual é boa, eu acho. Estável e boa. Muitas coisas mudaram na minha mente, também. Não tenho certas limitações que costumava ter”, afirmou.

O polaco recorda que é preciso dar um passo de cada vez. Mas não perde de vista o sonho de voltar à grelha da F1. Há  pouco mais de seis anos, época do gravíssimo acidente sofrido pelo piloto no Rali Ronde di Andora, na Itália, era algo surreal e inimaginável.

 “Se acontecer alguma coisa, vai ser com satisfação, mas só tenho de manter minha cabeça fria. O passo que dei em Valência foi enorme, e tenho de caminhar passo a passo, agora. Espero que agora possa chegar perto do objectivo sonhado. Não vou esconder isso”, finalizou.