Jornal dos Desportos

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Modalidades

Rogers anuncia retirada

27 de Abril, 2016

Michael Rogers abandona modalidade por problemas cardíacos após carreira com muitos títulos

Fotografia: DR

Michael Rogers tricampeão mundial de contra-relógio anunciou esta segunda-feira o final da carreira velocipédica devido a problemas cardíacos.
“Estou grato por toda a minha carreira como ciclista profissional.

É tempo de anunciar a  retirada. Obrigado ao ciclismo”, escreveu o australiano na sua conta na rede social Twitter.
Numa carta disponibilizada também na rede social, o corredor explicou que “exames cardíacos realizados recentemente detectaram arritmia nunca antes diagnosticada”, que se junta a uma malformação na aorta, detectada em 2001.

Michael Rogers referiu que a Volta ao Dubai disputada em Fevereiro foi a sua última corrida e mostrou-se “desapontado” por não poder disputar a sua 13.ª Volta a França nem somar no Rio de Janeiro a quinta participação em Jogos Olímpicos.

O ciclista desde 2013 alinhava na Saxo-Tinkoff, depois de passagens pelas formações Quick Step, T-Mobile e Sky, explicou no entanto que não está em condições de colocar a saúde em risco.

Rogers alinhou ao mais alto nível durante 16 anos, foi campeão mundial de contra-relógio em três anos consecutivos, entre 2003 e 2005 e em 2004 conquistou a medalha de bronze na prova de contra-relógio dos Jogos Olímpicos de Atenas.

Como sub-23 arrecadou uma medalha de prata e outra de bronze nos Mundiais de contra-relógio em 1999 e 2000, respectivamente, tendo ainda no palmarés triunfos em três etapas da Volta à Itália e uma na Volta à França.

O australiano vive actualmente na Suíça com a mulher e três filhas, somou também triunfos em várias provas como o Tour Down Under, a Volta à Bélgica, a Volta à Califórnia e a Volta à Alemanha.

Na carta, Michael Rogers recorda que começou a gostar de ciclismo em 1986, com apenas seis anos, numa altura em que a modalidade não era muito divulgada na Austrália.

“A única maneira de seguir o ciclismo profissional era através de revistas”  acrescentou que via provas como o Tour de Flandres, a clássica Paris -Roubaix e às 21 etapas da Volta à França gravadas em cassetes VHS por familiares da mãe que viviam na Holanda.