Jornal dos Desportos

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Rogers justifica doping

21 de Dezembro, 2013

Algumas regras a incrementar pela Federação Internacional no próximo ano foram rejeitadas pelas escuderias da Fórmula 1

Fotografia: AFP

O australiano Michael Rogers disse que o controlo antidoping realizado em Outubro, durante a Volta ao Japão, deu resultado positivo devido a alimentos contaminados, anunciou  a equipa que representa, a Tinkoff-Saxo.

Na quarta-feira, a União Ciclista Internacional (UCI) suspendeu preventivamente Michael Rogers devido a um controlo antidoping positivo, que acusou clembuterol numa amostra de urina, a 20 de Outubro.

De acordo com o comunicado publicado na página oficial da UCI, a decisão de suspender Michael Rogers foi tomada depois de o laboratório antidoping de Tóquio, acreditado pela Agência Mundial Antidoping (AMA), ter reportado um “resultado adverso analítico”, que revelou a presença de clembuterol na Volta ao Japão, prova na qual se sagrou vencedor.

Mas o ciclista da equipa dinamarquesa nega ter-se dopado deliberadamente, dizendo que a amostra positiva se pode dever a comida contaminada, uma vez que uma semana antes da prova no Japão esteve na China em competição.

No passado, a UCI e a AMA advertiram os ciclistas para que tivessem cuidado ao competir na China, uma vez que existem suspeitas do uso de drogas ilícitas para a engorda de gado naquele país.

O clembuterol é uma droga de uso veterinário para o tratamento da asma em cavalos, mas funciona como broncodilatador e ajuda a criar músculo e queimar gordura.

O ciclista australiano, que representa a Tinkoff-Saxo de Alberto Contador, suspenso em 2010 por um exame positivo por clembuterol durante a Volta a França, tem o direito de pedir a análise da amostra B.

Rogers teve recentemente o seu nome envolvido no caso Lance Armstrong, que conduziu à irradiação do ex-ciclista norte-americano do desporto e à perda das sete vitórias na Volta a França.