Jornal dos Desportos

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Rosa procura bastão na Huíla

Gaudêncio Hamelay, Lubango - 17 de Outubro, 2016

Carlos Rosa quer elevação dos níveis de conhecimento dos treinadores a fim de melhorarem o trabalho

Fotografia: Jornal dos Desportos

Ainda sem o bastão na mão, Carlos Rosa presidente cessante da Federação Angolana de Atletismo aposta na alta velocidade, para cortar a meta em primeiro lugar no dia 8 de Novembro. Depois de apresentar a candidatura à Comissão Eleitoral, desceu ao litoral e ao centro Sul do país para apresentar o programa eleitoral às Associações provinciais e aos clubes. Na bagagem, tinha a formação de treinadores, de atletas, de juízes e de cronometristas, como o principal objectivo do seu mandato para o ciclo 2016-2020.

No Lubango, Carlos Rosa justificou ter consciência do investimento permanente dirigido ao homem, e os benefícios resultantes da partilha de conhecimentos. É nesse espírito que os seus projectos não têm uma visão eleitoralista, mas prática e realista. O grupo que o apoia pretende "incrementar o número de treinadores, com o comprometimento de disponibilidade para o atletismo", a fim de trabalharem nas escolas e nas comunidades.

Carlos Rosa promete um factor motivacional para todos os interessados em adquirir conhecimentos. Caso seja reeleito, dá início à formação de treinadores de nível 2 e 4, para os que estão na segunda fase do nível I.  É preciso levar o atletismo às localidades, e os treinadores precisam de especialização de meio fundo, fundo, lançamentos, velocidade e barreiras.

A distribuição de Kit Atletics, noutras províncias, vai merecer um novo programa de distribuição. É importante a continuação do Projecto, porquanto o efeito multiplicador pode atingir mais de 4200 monitores, dentro de dois ou três anos. Actualmente, estão formados desde Fevereiro até Setembro, 420 monitores.

Para Carlos Rosa, "com esse trabalho, novos valores podem surgir e os clubes devem absorvê-los". O país tem de aproveitar as disponibilidades da IAAF (Federação Internacional de Atletismo) no que concerne a estágios nos Centros de Alto Rendimento na África do Sul, e na Namíbia. Angola não dispõe de infra-estruturas com condições para a progressão dos atletas,  quem ganhar as eleições deve ter uma visão estratégica e proactiva para o aproveitamento das valências alocadas pela IAAF, segundo Rosa.

No atletismo não há resultados imediatos, conforme a vontade das pessoas. Carlos Rosa defende que "as pessoas têm consciência e boa receptividade do trabalho feito" pela direcção cessante durante os dois mandatos.O líder da lista A, reconheceu haver estabilidade na Federação,  defende a união de todos de forma a convergirem sinergias para o surgimento de resultados desportivos. É necessário o empenho de clubes, técnicos e Associações provinciais, segundo Carlos Rosa.A população votante na Huíla é constituída pelo Benfica do Lubango, Clube Desportivo da Huíla e pela Associação local.

CARINHO ESPECIAL
A escolha de Moçâmedes e de Lubango no roteiro de Carlos Rosa, deve-se a um "carinho especial". As províncias de Namibe e da Huíla são as que mais trabalham nos escalões de formação,  as que apresentam "novos talentos" no atletismo nacional.No acto de apresentação da candidatura, Carlos Rosa justificou que "a Huíla implementou os Projectos de massificação Okuhateka e Clube Desportivo Manuel Jamba Sports", que não devem ser descorados do mosaico do atletismo.

"Viemos dar uma força a esses dois Projectos, para que numa perspectiva de longo e médio prazos, surjam novos campeões na província da Huíla", disse.Carlos Rosa sustentou que a prioridade recai na formação, por não haver vida nos principais escalões. O atletismo está estagnado no país,  por essa razão, tem de haver "visão holística" do que é o atletismo no mundo, e acima de tudo "pensamento cistílico". Temos de pensar em harmonia, juntar sinergias de todos, para inverter o quadro actual da modalidade”, referiu.

RECOMPENSA
Atleta huilano
reclama prémios


Luís Cuvingua lamentou à imprensa, a atribuição de prémios só aos vencedores de diferentes competições, na província da Huíla, nos últimos tempos. O fundista do Interclube de Angola destacou que os cinco primeiros classificados devem ser premiados, à semelhança de outros tempos.Luís Cuvíngua sustenta que não é coerente, um atleta correr longas distâncias e não ser compensado pela organização, mesmo que corte a meta a escassos segundos do vencedor. "É injusto", sentenciou.

O fundista realçou que "o amor à modalidade", está a provocar desistência de atletas nas provas oficiais, pois gastam energias e não têm recompensa. Para Cuvíngua, "é triste, quando se atribuem papéis (diplomas)". O importante é "uma taça ou dinheiro".Luis Cuvíngua foi o vencedor da prova, que visou saudar mais um aniversário da Rádio Nacional de Angola, celebrado no passado dia 5 de Outubro. Recebeu como prémio um diploma, no GP TPA auferiu um certificado de participação, e uma taça por equipas.
          
MASSIFICAÇÃO
Luís Cuvíngua vence GP TPA


Luís Cuvíngua, do Interclube de Angola, venceu no Lubango a prova de atletismo inserida nas celebrações do 41º aniversário da Televisão Publica de Angola, que se assinala amanhã, na distância de seis quilómetros e 800 metros com o registo de 11min37s44. Os colegas de equipa, David Elias, ficaram em segundo lugar com 11min41s44, e Joaquim Chamane fechou o pódio com 11min41s54.Na prova masculina de dois mil metros, Domingos Bambi, da Escola Baptista, foi  mais forte que Divanilson Paulino, da Escola da Missão Católica do Lubango.

PROVA FEMININA
No sector feminino, Maria Bimbi percorreu o espaço em 13min45s40. Rosalina Capoco, do Benfica de Lubango, com o tempo de 16min17s32, e Ana dos Santos, do Petro de Luanda, com 16min28s76, ocuparam os restantes lugares do pódio.Para a prova de dois mil metros, Inácia Capoco, da Escola nº 8 da Tchima, foi  mais forte que Cândida Marcial, da Escola da Missão Católica do Lubango.Na categoria paralímpica, Pedro Samuel (auditivo) levou o troféu, secundado por Kito Augusto.

POR EQUIPAS
Por equipas, o Interclube dominou a prova, secundado por Petro de Luanda e Clube Desportivo da Huíla. A Escola da Missão Católica do Lubango subiu ao pódio na classe de cadetes, acompanhada pela Escola Baptista e Escola nº 8 da Tchima.Nádia Amaral, do Centro de Produção da TPA - Huíla, disse que o objectivo foi promover o desporto no seio dos funcionários em particular, e dos atletas no geral. Enalteceu a participação massiva e manifestou-se regozijada com o feito.“Vamos continuar a estabelecer parcerias com as diferentes Associações desportivas locais, ter mais contactos com a comunidade a qual a Televisão Pública de Angola está rodeada.

Nos próximos anos, vamos promover competição de género,  melhorar cada vez mais os aspectos organizacionais”, referiu Nádia Amaral.Participaram da prova organizada pela Associação local, em parceria com o Centro de Produção da TPA-Huíla, 144 fundistas, em representação do 1º de Agosto, Interclube de Angola, Benfica do Lubango, Clube Desportivo da Huíla, Petro de Luanda, Clube Jamba Sports.