Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Rosberg analisa companheiros

29 de Dezembro, 2015

Piloto alemão está feliz por ter vencido Michael Schumacher

Fotografia: AFP

Em 2015, Nico Rosberg completou a sexta época consecutiva, com a Mercedes. Nesse período teve apenas dois companheiros de equipa: Michael Schumacher até 2012 e Lewis Hamilton de 2013 em diante. Ao comparar os adversários, o vice -campeão nota uma diferença: hoje, a disputa caseira é mais intensa do que era antes.

“Agora é mais intenso. Tem muito mais coisas em jogo quando se luta pelo título. Quando competia com Michael, pelo oitavo lugar, era um pouco diferente, menos intenso”, recordou Rosberg, em entrevista ao ‘Motorsport-Magazin.com’.

Quando Schumacher pilotava pela Mercedes, a equipa alemã sofria para melhorar o seu rendimento. Entre 2010 e 2012, a equipa nunca foi além do quarto lugar no Campeonato de Construtores, somou apenas uma vitória e parcos pódios.

“Durante o tempo que estivemos juntos, Michael definitivamente não estava tão mal, como as estatísticas mostram. Todavia, estávamos numa situação completamente diferente da actual. Naquela época, estávamos no meio do pelotão, mas agora temos o melhor carro. Então não é comparável”, prosseguiu.

Hoje, Rosberg e Hamilton trocam farpas. Os dois monopolizam a F1 e vêem no colega a única ameaça real na grelha geral. “Mas foi um tempo interessante para mim, em que vi a razão de ser um heptacampeão do mundo. Era brilhante e fez-se um grande trabalho em várias áreas. Fico feliz por lhe ter batido nos três anos: isso foi importante”, disse.

Sobre as suas capacidades, Nico Rosberg limitou-se a comentar. Mesmo depois de superar Schumacher, o piloto não conseguiu escapar do estigma de piloto de segunda linha. Apesar disso, não parece importar-se.

“Não sei dizer se sou subestimado. São visões expressadas pelas outras pessoas sobre mim, e não dou muito ouvidos a isso. Não corro por isso, mas para vencer. Recentemente, tive algum sucesso nesse sentido”, finalizou.

AVALIAÇÂO
Circuito de Sepang faz reformas


O Circuito Internacional de Sepang, casa da F1 e da MotoGP na Malásia, vai fechar entre 15 de Fevereiro e 8 de Maio de 2016 para obras de manutenção no traçado. A reforma é parte do programa para manter o nível 1 da FIA e o A da FIM, como uma das melhores pistas do mundo. O traçado não vai sofrer qualquer alteração no tocante ao desenho.

Sepang aproveita a abertura da mudança de data do Grande Prémio da F1. A prova malaia do Mundial de F1 acontece habitualmente entre o final de Maio e início de Junho. Em 2016, no entanto, a prova tem lugar a 2 de Outubro. A corrida da MotoGP continua na última semana de Outubro e penúltima da época.

Em comunicado oficial, o director -executivo da pista, Dato Razlan Razali, citou o interesse em fomentar o desporto na Malásia como uma das principais causas para manter um autódromo de qualidade impecável no país.

"Os últimos cinco anos, tem visto uma média de 98 por cento de uso da disponibilidade da pista durante o calendário, desde grandes eventos até alguns privados. Esses eventos levaram o circuito a outro nível de reconhecimento. A par disso, é um dever para a SIC (Sepang International Circuit, na sigla em inglês)  promover a melhor experiência possível e os maiores níveis de segurança para todos os que desfrutem do automobilismo", disse.

O responsável do circuito, acrescentou que os seus esforços em desenvolver os desportos a motor na Malásia sublinham "a necessidade de manter" naquele país, "um circuito internacional entre os melhores do mundo"

"Lamentamos causar o desapontamento e a inconveniência por conta do encerramento do circuito e agradecemos a todos os que utilizam a pista pela compreensão. Como todas as instalações, especialmente o circuito, a manutenção é uma prioridade e o trabalho de evolução são necessários para manter a disponibilidade contínua de uma pista de grande qualidade na Malásia", encerrou.

NA GRELHA
Monza permanece
na lista de eleitos


A manutenção do Grande Prémio de Itália, em Monza, ganhou uma grande ajuda neste final de ano. O senado italiano aprovou uma emenda à Lei de Estabilidade para  auxiliar que o histórico autódromo continue a ser a casa do Mundial no país. A informação é do jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”.

A emenda permite que o Automóvel Clube de Itália  utilize os lucros públicos para financiar a corrida. Antes, apenas o Automóvel Clube de Milão, comandado pelo ex-piloto Ivan Capelli, podia financiar o evento com os lucros de vendas de bilhetes.

Com a mudança pela Comissão de Orçamento italiana do artigo 183 da sua Lei de Estabilidade, o ACI pode adicionar 33 milhões de dólares aos 8,7 milhões do ACM.

Os valores devem garantir o circuito de Monza no calendário, para além do fim do contrato, em 2016. Após a decisão do senado, o presidente da ACi Sticchi Damiani, afirmou que a corrida em Monza está salva. Bernie Ecclestone ainda não se manifestou. As conversas sobre o destino do GP de Itália vão ser retomados no início de 2016.