Jornal dos Desportos

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Rosberg lidera treinos na Áustria

02 de Julho, 2016

Líder do campeonato marcou 1min07s373 e foi mais rápido que Michael Schumacher nos treinos livres em 2003

Fotografia: AFP

A expectativa de um final de semana de quebra de recordes, confirmou-se logo na primeira sessão de treinos livres, para o GP da Áustria. Com a troca de asfalto e a alteração de algumas zonas, os carros andam mais rápidos, no circuito de Spielberg, e Nico Rosberg quebrou o recorde de pista, que durava 13 anos.

O líder do campeonato, marcou 1min07s373,  foi consideravelmente mais rápido que Michael Schumacher, também em treinos livres, em 2003. O tempo, do então piloto da Ferrari, foi de 1m 07.908s.

Rosberg foi  seis décimos mais rápido, que o segundo colocado, Sebastian Vettel, que  sabe que perde cinco posições na grelha de largada, pela troca do câmbio. Lewis Hamilton está a economizar motores, chegou no limite de cinco turbos e unidades de recuperação de energia antes mesmo da metade da temporada, foi terceiro.

Outro que saiu da pista foi Max Verstappen, que aparentemente teve uma quebra ao atacar uma zebra, não  virou o carro, atingiu a brita e perdeu meia hora de treino. O holandês foi o oitavo e criticou as alterações "ridículas" e "perigosas" via rádio.

Entre brasileiros, Felipe Massa foi a Williams mais bem classificada, em sétimo, a quase 1s5 do tempo de Rosberg. Quanto a Felipe Nasr, outro que usava um motor velho para poupar  a sua cota de unidades de potência, foi o 20º, à frente do piloto de testes da Force India, Alfonso Celis, que substituiu Sergio Perez na primeira sessão, e de Rio Haryanto.

Havia a expectativa de que a Ferrari testasse a nova - e possivelmente definitiva - versão do halo, tipo de protecção de cockpit com tudo para ser introduzida em 2017. Porém, a equipa desistiu de fazer o teste, na Áustria, deve colocar o dispositivo na pista apenas na semana que vem, em Silverstone.

PILOTO ALEMÃO ESTÁ
PERTO DA RENOVAÇÃO

Depois de Nico Rosberg garantir que quer ficar "por muitos anos" na Mercedes, o presidente não -executivo da equipa, Niki Lauda, afirmou que as negociações para a renovação do contrato do actual líder do campeonato, que acaba no final desta temporada, estão adiantadas.

O novo contrato era por dois anos, segundo Lauda, algo que inicialmente estava a ser evitado pela equipa. O UOL Esporte entende que Rosberg queria uma renovação por mais de um ano, mas a equipa ficou relutante em ter dois acordos a terminar na mesma temporada, uma vez que o compromisso actual de Lewis Hamilton, que renovou por três temporadas, no ano passado, também termina ao final de 2018.

"Nós estamos praticamente acertados, com um novo contrato de dois anos, mas ainda temos de trabalhar os detalhes", disse Lauda ao Bild.

Rosberg está na Mercedes, desde o regresso dos alemães como construtores, em 2010, e tem dois vice -campeonatos, em 2014 e 2015. Nesta temporada, lidera a tabela com 24 pontos de vantagem sobre o companheiro Hamilton.


Futuro
Equipa da Williams
acredita no sucesso


A vantagem do motor Mercedes, está a diminuir ano após ano, deve cair ainda mais na próxima temporada, em que o desenvolvimento das unidades de potência estejam totalmente livres. Ainda assim, a Williams acredita que as novas regras de 2017 representem uma "grande oportunidade," para a equipa regressar à ponta.

O crescimento da equipa inglesa a partir de 2014, quando  conquistou pódios com certa regularidade, esteve intimamente ligado ao motor alemão. Tanto, que depois de ser terceira colocada em duas temporadas seguidas, a Williams hoje é a quarta força, o que coincide com o crescimento dos propulsores de Ferrari e Renault.

O  chefe de performance, Rob Smedley, acredita que as mudanças aerodinâmicas de 2017, possam ser positivas para a equipa. "A maneira como desenvolvemos os carros hoje, com restrições aos testes aerodinâmicos, favorece muito quem tenha recursos restritos,  2017 dá uma grande oportunidade para a Williams diminuir a diferença com os ponteiros. Temos de explorar essa oportunidade ao máximo, a meta é crescer, e não ficar onde estamos."

Smedley disse ainda, que não há particularmente um  fraco na Williams, no momento, e defende que a equipa trabalha em todas as áreas. "Esse é um erro comum na F-1: focar  numa área particular. A não ser que haja algum erro, óbvio, não se faz isso. Precisamos de encontrar a performance no carro, seja na parte mecânica, aerodinâmica ou via tecnologia pura."

Em relação aos pilotos, tanto Felipe Massa, quanto Valtteri Botas, têm contratos válidos até o final desta temporada, não estão garantidos  para o ano que vem.


 Honda
Alonso expressa confiança


Fernando Alonso tornou a elogiar os avanços da Honda, na temporada 2016 ,da F1 e disse que não pressiona mais do que já faz. O espanhol entende que a fabricante trabalha “24 horas por dia” e que progrediu imensamente desde o ano passado, quando não estava pronta para o Mundial.

Fernando Alonso reiterou estar impressionado com o trabalho da Honda, no aprimoramento do motor, e insistiu que a performance da fabricante é já melhor que da Mercedes, quando chegou à segunda temporada, como equipa independente na F1. De acordo com o espanhol, os japoneses trabalham quase "24 horas por dia" na  fábrica em Sakura, por isso, segue optimista e acredita que a McLaren dá um grande salto de qualidade a partir da temporada 2017 do Mundial.

 "Estou consciente de que estão a trabalhar muito, entendo que estão a dar o máximo possível e a  trabalhar 24 horas por dia, em Sakura, a procurar todo o conhecimento possível", disse o bicampeão em entrevista aos jornalistas, nesta quinta-feira  dia30, na Áustria, palco da nona etapa do campeonato.

O asturiano ainda afirmou, que o regulamento é tão rígido, também limita os avanços feitos pelas fabricantes. "Se observar, estamos no segundo ano e meio de trabalho, e a potência que temos, a confiabilidade e a recuperação de energia, creio que não há muitas outras equipas que consigam  esse tipo de rendimento no segundo ano, talvez a Mercedes, mas provavelmente estejamos melhores que eles, no seu segundo ano."

"Estou realmente impressionado, com o que a Honda fez, em tão pouco tempo. O grande problema foi o ponto de saída, estávamos muito longe, no ano passado", acrescentou o piloto.

Questionado se a pressão que faz sobre os nipónicos,  é suficiente para intensificar os esforços com a meta de disputar o título, Alonso respondeu em tom de brincadeira. "Pressionar? Provavelmente não falta incentivo algum. Não posso fazer mais do que já faço. Vocês já estiveram  numa reunião nossa?", falou.

 “Definitivamente, estamos na direcção certa. No ano passado, o projecto não estava maduro o suficiente, especialmente, porque o motor não estava pronto. Eu lembro que aqui [na Áustria] havia uma punição de 105 posições, na grelha entre Jenson e eu, então era um sinal de que não estávamos prontos para competir. Agora, nós estamos em uma situação muito melhor, o que  deixa-nos ainda mais confiantes para o próximo ano", encerrou o dono da McLaren  número14.


Finanças
Nasr vê melhorias na Sauber


A temporada de 2016 está a ser especialmente complicada para a equipa Sauber, uma das duas - junto da Manor - que ainda não marcaram pontos, nas oito etapas disputadas até agora. Felipe Nasr, porém, vê as coisas a melhor dentro e fora das pistas e espera deixar os dias difíceis para trás.

O primeiro bom sinal foi a performance do brasileiro, durante o GP da Europa, em Baku, considerado como o primeiro, em que tudo se encaixou. Nasr foi 12º na prova, a andar em ritmo semelhante às McLarens. "Foi muito bom. Acho, que foi um dos primeiros finais de semana sem problemas,  maximizamos tudo em termos de estratégia e de pacote. Estivemos próximos do top 10, o que não é o bastante, mas foi um final de semana decente.
Espero que continuemos no mesmo caminho e conquistar os primeiros pontos do ano aqui na Áustria."

O segundo motivo para optimismo, é em relação a situação financeira da Sauber, que atrasava os salários há dois meses, mas normalizou a situação após o GP da Europa. Com o investimento, Nasr espera que a equipa faça actualizações no carro, que não recebeu muitas novidades desde os testes de pré-temporada.

"Ainda temos 13 corridas pela frente. Muitas coisas podem acontecer. Ainda estou totalmente comprometido com a equipa. A situação parece que começou a ficar melhor, pelo que  sabei. Todos os salários est-ao pagos e espero logo que possamos  actualizar o carro. Espero que consigamos melhorar rápido, no momento precisamos de tirar tudo do pacote que temos."