Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Rosberg reconhece limitao

22 de Outubro, 2015

Piloto soma 229 pontos na terceira posio no campeonato atrs de Hamilton com 302

Fotografia: AFP

Após abandonar o GP da Rússia, cair para a terceira posição no Mundial de Pilotos e ver o britânico  Lewis Hamilton a disparar ainda mais na liderança, Nico Rosberg reconhece que tem chances mínimas de superar o companheiro de equipa para conquistar o seu primeiro título na Fórmula 1. Mas o alemão garante que isso não tira a sua motivação. Assim, ele promete se divertir nas últimas quatro provas da temporada.

"Com quatro corridas restantes e uma grande diferença para Lewis, é claro que o título está distante para mim agora. Mas não vou desistir, então vou lutar até o fim e espero ter algum divertimento nas últimas provas deste ano", afirmou Rosberg, às vésperas do GP do Estados Unidos, que será disputado no próximo domingo no circuito de Austin.

O alemão soma 229 pontos, na terceira posição no campeonato, atrás de Hamilton, com 302, e de Sebastian Vettel, com 236. E Rosberg quer aproveitar o potencial do carro da Mercedes, dominante na temporada 2015 da Fórmula 1, para conquistar mais vitórias até o fim do ano.
"Eu realmente quero aproveitar as próximas corridas, pois a Mercedes é um grande carro e me dá a chance de terminar o ano com mais algumas vitórias", disse Rosberg, que venceu três provas neste campeonato.

Rosberg lembrou que no ano passado conquistou a pole position dos GP dos Estados Unidos para garantir que pode ter um bom desempenho no próximo fim de semana. Além disso, destacou que, mesmo com o abandono no GP da Rússia, vinha tendo um bom desempenho no fim de semana, inclusive tendo liderado o treino de classificação. Por isso, está optimista para a corrida de domingo.

"Austin é definitivamente um lugar que você pode se divertir muito, por isso estou ansioso para voltar lá. É uma grande pista para pilotar, eu conquistei a pole lá no ano passado, e estou saindo de um fim de semana muito forte na Rússia em termos de desempenho, então posso repetir tudo isso, então eu vou estar em um boa posição", comentou.

ECCLESTONE QUER
PROCESSAR RED BULL

O promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, ameaçou entrar na justiça caso a Red Bull deixe a categoria no final desta temporada. Após romper com a Renault e receber negativas de Mercedes e Ferrari, a equipa tetracampeã entre 2010 e 2013 ainda não encontrou um fornecedor de motores para o ano que vem. As incertezas também afectam a equipa satélite da empresa austríaca, a Toro Rosso.

Porém, Ecclestone lembrou que a Red Bull assinou um compromisso para permanecer como dona de equipa na Fórmula 1 até 2020 e, caso a empresa não continue, vai accionar a justiça.

"A Red Bull pode ir à justiça e dizer 'sim, temos um compromisso, mas não temos um motor'. Meu argumento seria: 'vocês assinaram para competir'. Vocês deveriam ter certeza quando assinaram o contrato que tinham um motor. A sua equipa deveria saber disso", disse Ecclestone ao jornal The Independent. Acredita-se que a multa no caso de quebra de contrato seja de 100 milhões de dólares ao ano.

FUTURO
Direcção pretende controlar pneus em tempo real


A Fórmula 1 planeia contar com um sistema de monitoramento das pressões dos pneus em tempo real na próxima temporada. A medida visa obter um maior controlo após a fornecedora de pneus da categoria, a Pirelli, ter passado a estabelecer limites mínimos de pressão. Caso as equipes estejam trabalhando abaixo desses limites, serão punidas.

A Pirelli sempre recomendou os limites de pressão, mas a partir do GP da Itália, após os estouros nos pneus de Nico Rosberg e Sebastian Vettel na etapa anterior, na Bélgica, a recomendação ganhou força de regra por motivos de segurança. Porém, problemas no processo de medição das pressões geraram uma grande polémica em Monza e quase tiraram a vitória de Lewis Hamilton na ocasião.

Actualmente, as pressões só são medidas manualmente pouco antes da largada. Para evitar isso, a Federação Internacional de Automobilismo e a Pirelli estão trabalhando em um sistema de dados em tempo real para se certificarem de que as pressões continuam acima do limite por toda a prova. Caso sejam encontradas irregularidades, os carros seriam chamados aos boxes. A ideia é que o sistema esteja pronto ainda este ano para ser testado antes de ser adoptado em 2016.

EM NOVA YORK
Ferrari de Fangio vai a leilão 


Uma Ferrari de 1956 pilotada pelo pentacampeão mundial de Fórmula 1 Juan Manuel Fangio será leiloada em Nova York em Dezembro, informou a Casa Sotheby's, que espera vendê-la por 28 milhões de dólares. "É o Santo Graal para coleccionadores e fãs do mundo", escreveu a Sothebys's sobre a Ferrari vermelha 290 MM, chassi 0626, que foi especialmente feita para o legendário piloto argentino para a corrida das Mil Milhas na Itália, na qual chegou em quarto.

O automóvel depois foi pilotado por Phil Hill, Wolfgang von Trip e inclusive pelo trio Eugenio Castellotti, Luigi Mussio e Masten Gregory, que ganharam com ela em 1957 os 1.000 km de Buenos Aires. A Ferrari seguiu competindo até 1964, quando se tornou peça de coleccionador. Foi adquirida então pelo francês Pierre Bardinon e depois por seu proprietário actual.

"Conduzida pelos melhores pilotos dos anos 1950 e construída para quem talvez tenha sido o maior piloto da história (...), é um dos carros mais cobiçados e valiosos", comentou Peter Wallman, especialista em automóveis para a RM Sotheby's.

Na venda de 10 de Dezembro, a casa de leilões oferecerá 30 automóveis e coleccionáveis do mundo automobilístico. Entre estes carros destaca-se outra Ferrari, azul e de 1955, chassi 0564MD/0424MD, cujo valor é estimado em entre cinco e sete milhões de dólares. Originalmente produzida para o francês Yves Dupont.

REGULAMENTO
Ecclestone
tenciona
ajuda de fãs 


Dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone está disposto a reformar a principal categoria do automobilismo mundial. Para tanto, o britânico de 84 anos quer ouvir os conselhos dos fãs de F1, além de promover mudanças nas regras a fim de tornar o campeonato mais atraente e competitivo.

Em uma entrevista conjunta com o ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, para a televisão alemã ZDF, Ecclestone não hesitou ao afirmar que pensa em “rasgar o regulamento, reunir algumas pessoas competentes e reescrever o livro de regras da F1”.
“Nós não podemos esquecer que estamos no negócio do entretenimento, por isso devemos ter regras que satisfaçam o desejo do público.

Temos que perguntar ao público: ‘O que você não gosta na F1 actualmente?’ e ‘o que você gosta da F1 de antes?’. As pessoas vão dizer ‘Ecclestone, você está ficando velho demais. As crianças e jovens de hoje são um pouco diferentes’, por isso temos que repensar completamente”, explicou o chefão da F1, comparando a categoria ao tradicionalismo da Era vitoriana, deflagrada no século 19, no Reino Unido.

“Com estas regras, é como uma antiga casa vitoriana, onde as pessoas continuam fazendo as mesmas coisas. Precisamos reiniciar novamente”, esbracejou o britânico, que completará 85 anos no próximo dia 28. Na última semana, uma reunião entre a FIA e chefes de equipes definiu que as equipas poderão desenvolver os motores durante toda a temporada e liberou a utilização de versões mais antigas das unidades de potência. No entanto, o real desejo de Ecclestone é trazer de voltas os motores V8, mais potentes e barulhentos que os actuais V6.

Em relação ao barulho, os fãs de F1 já têm uma boa notícia. Foram aprovadas pelo Conselho Mundial de Automobilismo da FIA alterações no escape para tornar o barulho dos motores mais alto para 2016. Outra preocupação de Ecclestone é a dependência que os pilotos têm de seus engenheiros. Segundo o dirigente, os condutores devem guiar por “conta própria” e sem tanta interferência de suas equipas.

Após citar o francês Alain Prost como o melhor piloto da história, Ecclestone acrescentou: “Os condutores vão para a grelha de partida e há um engenheiro que começa a corrida. Eles devem guiar por conta própria quando as luzes se apagam. Eles não precisam de alguém como co-piloto. É um campeonato de engenheiros. Não estou dizendo que Lewis (Hamilton) não é um superpiloto, mas ele está infernal com tanta ajuda”, prosseguiu.
“Eu gostaria de vê-lo em um carro da GP2 com os pilotos da GP2. Não estou dizendo que ele não venceria, mas seria interessante”, encerrou Ecclestone.