Jornal dos Desportos

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Modalidades

Rosberg sai na pole position no GP China

17 de Abril, 2016

Nico Rosberg se aproveitou e vai largar na frente no GP da China.

Fotografia: APF

Com a pole position das duas primeiras corridas do campeonato fora de combate logo no início do treino, Nico Rosberg se aproveitou e vai largar na frente no GP da China. Daniel Ricciardo, da Red Bull, surpreendeu e vai largar em segundo, à frente de Kimi Raikkonen, da Ferrari.

Com problemas na unidade de potência da Mercedes e uma punição, Lewis Hamilton vai largar na última posição. Já os dois brasileiros ficaram de fora do treino na segunda parte da classificação: Felipe Massa se classificou em 11º, mas vai largar em 10º, beneficiado por uma punição a Nico Hulkenberg, e Felipe Nasr sairá do 16º lugar no GP.

Com a pista ainda húmida após as chuvas da manhã em Xangai, os pilotos foram à pista no início da classificacão com os pneus intermediários, a não ser a dupla da Manor. Porém, pouco depois de Lewis Hamilton dizer que o asfalto estava seco, um dos pilotos da equipa nanico, Pascal Wehrlein, perdeu o controlo do carro na recta e bateu, causando a bandeira vermelha.

O treino ficou parado por cerca de 20 minutos, o que causou reclamações até das equipas. "Até o eixo de rotação da Terra foi ajustado" antes do reinício da sessão, publicou a Force India no seu twitter.

Como as condições de pista foram melhorando ao longo da sessão, vários pilotos esperaram os últimos momentos para sair das boxes. Porém, a situação mais complicada era de Lewis Hamilton, que reclamara de falta de potência na primeira ida à pista, chegou a regressar, mas acabou voltando aos boxes sem marcar tempo. Com isso, o britânico, que perderia cinco posições, vai largar em último.

A saída prematura de Hamilton e de Wehrlein fez com que apenas quatro outros pilotos fossem eliminados no Q1: Rio Haryanto, da Manor, Jolyon Palmer, e Kevin Magnussen, da Renault, e Esteban Gutierrez, da Haas. Quem se deu bem foram os dois pilotos da Sauber, que se salvaram após terem andado entre os últimos por todo o final de semana.

Q2

A Mercedes arriscou com Nico Rosberg no início da segunda parte do treino, colocando o piloto na pista com os pneus macios - e mesmo assim o alemão ficou com o terceiro melhor tempo, perdendo apenas para as duas Ferrari.

A opção da equipa alemã é uma táctica voltada para a corrida, uma vez que os pilotos classificados no top 10 são obrigados a largar com os pneus com os quais fizeram seu melhor tempo no Q2 e é esperado que quem estiver com os supermacios tenha de fazer a primeira parada muito cedo, entrando no tráfego.

Quando os carros se preparavam para a segunda e última tentativa, o pneu dianteiro direito da Force India de Nico Hulkenberg se soltou, causando uma bandeira vermelha com 1min17 para o fim da sessão. A falha gerou a perda de três posições para o alemão.

Com a interrupção, ninguém conseguiu melhorar os seus tempos, pegando Felipe Massa, que não fizera uma boa primeira volta, de surpresa: o brasileiro foi o primeiro dos eliminados e larga em 11º, à frente de Fernando Alonso, Jenson Button, Romain Grosjean, Marcus Ericsson e Felipe Nasr.

Q3

Nas primeiras tentativas, Kimi Raikkonen colocou a Ferrari na frente, com Nico Rosberg em segundo e Daniel Ricciardo em terceiro. Sebastian Vettel, por sua vez, optou por fazer apenas uma volta rápida na parte final do treino, economizando um jogo de pneus supermacios.

No regresso do modelo antigo de classificação, a pole só foi definida após a bandeirada. Nico Rosberg se recuperou da primeira volta ruim e marcou a pole, enquanto as duas Ferrari não foram bem: Sebastian Vettel só conseguiu fazer o quarto melhor tempo e Kimi Raikkonen não melhorou a sua primeira marca. Isso abriu caminho para o segundo lugar surpreendente de Daniel Ricciardo.

O top 10 foi completado por Valtteri Bottas, da Williams, Daniil Kvyat, da Red Bull, Sergio Perez, da Force India, Carlos Sainz e Max Verstappen, da Toro Rosso.

Confira o resultado da classificação do GP da China: 1. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 35.402s, 2. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG Heuer 1m 35.917s, 3. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 35.972s, 4. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 36.246s, 5. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 36.296s,  Daniil Kvyat RUS Red Bull-TAG Heuer 1m 36.399s, 7. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 36.865s, 8. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari 1m 36.881s, 9. Max Verstappen HOL Toro Rosso-Ferrari 1m 37.194s, 10. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 37.347s
11. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 38.836s
12. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 39.093s
13. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes Sem tempo**
14. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m 39.830s
15. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 40.742s
16. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 42.430s.


Regresso
Fernardo Alonso celebra desempenho da McLaren


O piloto espanhol Fernando Alonso (McLaren), que largará na 12ª posição no Grande Prémio da China, no seu regresso às pistas por causa de um acidente na Austrália há um mês, afirmou ontem que achou positivo o desempenho do carro no treino classificatório e o facto de sair perto dos dez primeiros.

"Estive lutando para passar do Q1 (a primeira rodada da classificação) durante o último ano, agora tenho o carro pronto para realizar uma boa prova. Quando você perde essa oportunidade, obviamente, é frustrante", comentou Alonso.

"Hoje (ontem) estávamos competitivos e, acredito eu, na luta para entrar no Q3 com os dois carros. Portanto, foi uma pena. Mas vamos pensar no lado positivo: estávamos tentando passar do Q1 há duas corridas, ou no ano passado, agora estamos frustrados porque não estamos no Q3", completou o bicampeão mundial espanhol.

"Estamos na direcção certa, crescendo a cada corrida e isso é positivo. O progresso que fizemos desde o ano passado é enorme e agora somos competitivos, prontos para lutar na corrida quando estamos no grupo. Estou bastante contente com isso, embora ainda nos resta um longo caminho", afirmou Alonso.

Contudo, o espanhol, assim como seu companheiro de equipa, o britânico Jenson Button, acha que a McLaren ainda precisa melhorar o ritmo apresentado no circuito de Xangai, especialmente nas rectas longas, nas quais ambos não estavam completamente satisfeitos.

Isso é especialmente importante no Grande Prémio da China, que tem duas das rectas mais longas de toda temporada, o que representa uma vantagem nesses sectores para os carros com motores mais potentes.

Mesmo assim, Alonso se disse satisfeito com o "montão de mudanças" feitos em seu MP4-31 desde ontem. "O carro estava melhor na classificação, estávamos mais competitivos. Espero que sejamos assim também amanhã", destacou o piloto.

O bicampeão espanhol tinha comentado ontem que, em alguns casos, pode ser melhor sair da 11ª ou da 12ª posições na grelha do que entrar no Q3 sacrificando pneus para corrida.

Depois do grave acidente da Austrália, que inclusive o tirou do Grande Prémio do Bahrein por recomendação médica, Alonso disse estar se sentindo muito bem e revelou que dormiu por 11 horas na noite de ontem, um "recorde em toda semana".

O piloto sofreu uma fractura nas costelas no incidente em Melbourne e, apesar de se sentir bem, ainda é afectado por "dores suportáveis na região" quando passa por algum trecho ruim da pista. "Não tive que tomar nada pra dor. Se não doer amanhã (hoje), acredito que estarei bem", explicou o espanhol.

Decepção
Dupla da Ferrari lamenta chance perdida


Os pilotos da Ferrari saíram da classificação decepcionados com a segunda e terceira posições. Sem Lewis Hamilton no caminho, uma vez que o britânico ficou de fora da definição da grelha para o GP da China ainda na primeira parte do treino, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen não foram bem nas suas voltas mais rápidas e foram superados pelo pole Nico Rosberg e pelo segundo colocado, Daniel Ricciardo.

"Não fiz um grande trabalho", admitiu Vettel, que larga em quarto. "O carro poderia fazer mais, talvez não a pole, mas pelo menos a segunda posição seria possível se eu tivesse pilotado melhor".

Mesmo tendo superado o companheiro, Kimi Raikkonen também ficou descontente com a sua melhor volta. Afinal, o finlandês tinha a pole provisória até então. "É uma pena, tínhamos a chance de estar na ponta hoje, mas é assim. Vamos tentar fazer nosso melhor amanhã (hoje)."

Para a corrida, contudo, a Ferrari se mostra mais confiante. Especialmente Vettel, que fez apenas uma tentativa no Q3 e economizou, assim, um jogo de pneus supermacios para a corrida. O alemão deve fazer uma táctica bastante diferente de Rosberg, que vai largar com o pneu macio, uma vez que marcou seu melhor tempo no Q2 com o composto. A tentativa do alemão da Mercedes é retardar a primeira parada ao máximo, enquanto o ferrarista aposta na aderência adicional dos supermacios. "Nico obviamente vai largar com um composto diferente. E temos um número distinto de pneus sobrando. Será interessante ver como será a corrida. Primeiro temos de ver como vamos largar, porque da última vez foi muito bom. Estou confiante. Acho que podemos ser mais rápidos que a Red Bull e a meta amanhã é avançar em relação a onde estamos agora."


GP Rússia

Red Bull quer testar para-brisa 


Chefe da Red Bull, Christian Horner confirmou que a equipa tem a intenção de colocar na pista o para-brisa de acrílico que produziu como forma de proteger a cabeça do piloto dentro do carro. Se os testes que vai conduzir nos próximos dias apresentarem resultados positivos, a esquadra vai testar a peça durante o fim de semana do GP da Rússia.

A Red Bull pode já colocar na pista a sua versão do protector de cockpit no GP da Rússia, daqui a 15 dias, se os testes estáticos que serão realizados na próxima semana apresentarem resultados positivos.

A equipa austríaca vem conduzindo estudos numa solução diferente da do Halo mostrada pela Ferrari durante a pré-temporada. A peça dos tetracampeões é uma espécie de para-brisa de acrílico, que tem um formato de cobertura semelhante a um caça, porém cobrindo a cabeça do piloto de forma parcial.

 "Vamos testar a solução durante a próxima semana. serão testes estáticos, para ver se há resistência. Então, se isso der certo, podemos colocá-lo no carro para um teste breve em Sochi", confirmou Christian Horner, chefe da esquadra dos energéticos, em entrevista à emissora Sky Sports.