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Jornal dos Desportos - Rosberg supera Vettel e garante a "Pole Position"

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Rosberg supera Vettel e garante a "Pole Position"

01 de Maio, 2016

Rosberg obteve a pole com folga com Vettel em segundo

Fotografia: APF

Sem marcar tempo no Q3, Hamilton largará apenas em décimo. O britânico ainda não teve um final de semana limpo até aqui, tendo tido primeiras curvas ruins na Austrália e no Bahrein, e sofrido problemas no motor na China, quando largou em último. Rosberg, por sua vez, venceu as três provas.

Com isso, Valtteri Bottas vaipartir em segundo e Kimi Raikkonen, em terceiro. Punido em cinco posições na grelha pela troca, Sebastian Vettel foi o segundo mais rápido, mas parti apenas em sétimo.

Entre os brasileiros, Felipe Massa sairá na quarta posição e Felipe Nasr larga em 19º. Mesmo com a posição ruim, o treino foi positivo para o brasileiro, que superou com folga o companheiro Marcus Ericsson na primeira classificação em que usou um novo chassi, o que melhorou o comportamento da sua Sauber em relação às provas anteriores.

Q1

A primeira parte do treino deveria servir apenas para os pilotos da Mercedes se garantirem na fase seguinte, mas acabou tendo um intenso duelo entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton, com vantagem de apenas um décimo para o segundo. A dupla foi seguida pelas Ferrari e pelas Williams, separadas por apenas três décimos. Outro destaque foi Fernando Alonso, sétimo com a McLaren.

Na luta para escapar da degola, Felipe Nasr vinha bem até errar em sua penúltima tentativa. O brasileiro não conseguiu melhorar na volta final e se classificou em 19º. Ainda assim, o piloto foi meio segundo mais rápido que o companheiro Marcus Ericsson, na primeira corrida em que utiliza o novo chassi na Sauber. O sueco vai largar em último. Também foram eliminados no Q1 os dois pilotos da Renault, Kevin Magnussen e Jolyon Palmer, com vantagem para o dinamarquês, e da Manor, com Wehrlein mais rápido que Haryanto.

Q2

Como os pilotos são obrigados a largar com o pneu utilizado no Q2, o duelo interno da Mercedes não se repetiu, com Rosberg e Hamilton apenas fazendo uma volta para se garantir no Q3. Rosberg se deu melhor, com boa vantagem. As Ferrari novamente se colocaram tranquilamente em terceiro e quarto, enquanto as Williams esperavam até os últimos minutos para irem à pista, mas se garantiram em quinto e sexto. Quem teve mais dificuldade em se colocar no top 10 foi o dono da casa Daniil Kvyat, que se garantiu apenas no décimo posto, deixando de fora do treino Carlos Sainz, Jenson Button, Nico Hulkenberg, Fernando Alonso e a dupla da Haas, Romain Grosjean e Esteban Gutierrez.

Q3

A prometida luta pela pole terminou antes mesmo do Q3 começar, com Hamilton ficando de fora pelos mesmos problemas de motor que teve na China, apesar da Mercedes ter trocado sua unidade de potência. Tranquilo para fazer a pole, Rosberg foi oito décimos mais rápido que Vettel em sua primeira tentativa, com Bottas em terceiro, Raikkonen em quarto e Massa em quinto, seguido pelos dois pilotos da Red Bull.

Mesmo tendo errado sua segunda tentativa, Rosberg obteve a pole com folga, com Vettel em segundo. O alemão, contudo, perderá cinco posições pela troca de câmbio. Isso alçou Valtteri Bottas, que fez grande volta para superar a Ferrari do compatriota Kimi Raikkonen, ao segundo lugar no grid.

Felipe Massa não fez um grande Q3 e larga em quarto, à frente de Daniel Ricciardo e Sergio Perez. A punição fará Vettel largar em sétimo, com Kvyat, Verstappen e Hamilton fechando o top 10.




Por competitividade
FIA libera desenvolvimento dos motores e corta custos


Após muita discussão nos bastidores, a Federação Internacional de Automobilismo divulgou nesta sexta-feira que chegou a um acordo com as montadoras da Fórmula 1 para reduzir os custos dos motores, liberar o desenvolvimento e melhorar o barulho.

A confirmação acontece um dia antes do prazo final para a definição das regras para o campeonato de 2017, quando haverá uma grande revolução no regulamento. O carro será mais largo, assim como os pneus, o que deve baixar os tempos de volta em cerca de 5s.

Mas a grande discussão era em relação aos motores: a FIA tentava garantir, por regulamento, que nenhuma equipe ficasse sem fornecedor - risco que foi corrido pela Red Bull para a temporada 2016 - e que os preços das unidades de potência tivessem um teto.

Ainda que a FIA não tenha conseguido estabelecer um preço máximo, ficou decidido que as unidades de potência custarão 1 milhão de euros a menos em comparação com 2016. Cada montadora cobra um preço, que gira em torno de 15 a 20 milhões de euros. A partir de 2018, o custo anual cairá em 3 milhões de euros.

 Tal redução estará relacionada a mudanças no regulamento técnico, que vão restringir o número de unidades disponíveis por temporada - actualmente, são cinco - e haverá mais restrições de tamanho, peso e materiais usados nos motores.

 Além disso, outra grande vitória foi a eliminação do sistema de fichas de desenvolvimento, que limitava a evolução dos motores. Com a liberação das alterações, aumenta-se a possibilidade das performances dos motores convergirem, tornando a categoria mais competitiva. Desde a introdução dos actuais motores V6 turbo, a Mercedes tem dominado amplamente as corridas.

O terceiro ponto é o barulho. Para esta temporada, foram adoptados escapamentos adicionais justamente para aumentar o ruído, mas a diferença foi pequena e os engenheiros estão estudando outras maneiras de fazer o volume subir sem perda de performance. Porém, a novidade pode ficar para 2018, de acordo com o documento da FIA.


Frustração

Räikkönen
mostra desânimo


Sem a concorrência de Lewis Hamilton, que nem acelerou no Q3, e de Sebastian Vettel, punido com a perda de cinco posições no grid, Kimi Räikkönen tinha caminho livre para lutar pelo menos pelo segundo lugar no grid do GP da Rússia. Mas o finlandês falhou no momento crucial e foi superado pelo compatriota, Valtteri Bottas.

Em teoria, um terceiro lugar na grelha de partida, levando o cenário actual da F1 e a ordem de forças, com a Mercedes melhor que todo o resto, seria para comemorar. Mas considerando que Kimi Räikkönen não teve a concorrência de Lewis Hamilton, que sequer acelerou no Q3 do treino classificatório do GP da Rússia, e de Sebastian Vettel, que foi punido e perdeu cinco posições na grelha, ficar atrás até de Valtteri Bottas foi considerado um resultado bastante frustrante pelo piloto da Ferrari na tarde deste sábado (30).

Kimi Räikkönen anotou o quarto melhor tempo da sessão, que se converteu em terceiro lugar no grid geral de largada, ficando atrás do pole-position, o dominante Nico Rosberg, de Vettel, que de segundo caiu para sétimo, e de Bottas, que surpreendeu e vai largar em segundo com a Williams.

Bastante desanimado, Räikkönen voltou a reclamar da falta de equilíbrio da sua Ferrari e se culpou pelos erros cometidos, sobretudo na última volta do treino classificatório, quando acabou não conseguindo melhorar o bastante para superar Bottas e largar na primeira fila em Sóchi.

“Pisei fundo na última curva, mas lutei o fim de semana todo para encaixar uma volta decente. Fui melhor na classificação, mas continuei brigando com a dianteira em alguns sectores da pista”, lastimou o  ‘Homem de Gelo’.

Foi um daqueles dias em que eu fico pensando. A semana toda eu fiquei brigando para encontrar um bom acerto e fazer os pneus funcionarem como a gente queria. Em algumas curvas eu lutei o fim de semana todo”, explicou o piloto mais velho da grelha da F1 actual, com 36 anos.

“Acho que a última volta foi um pouco mais decente, mas em alguns lugares ainda não é o ideal. Então acabei com ela na última curva, mas poderia ter sido muito pior”, finalizou Kimi.


Constrangimento
Hamilton volta a ter problemas no motor


O ano de 2016 tem sido a temporada dos problemas para Hamilton. Na classificação para o GP da Rússia, o britânico voltou a ter os mesmos problemas que o fizeram largar em último na etapa anterior, na China, e ficou apenas com o décimo lugar na grelha de partida.

Hamilton revelou que perdeu potência no seu motor Mercedes durante a segunda parte da classificação e sequer participou do Q3. "Fui à pista no final do Q2 só para sentir o carro e vi que tinha acontecido a mesma coisa da China", disse o tricampeão, que teve seu motor trocado após a última etapa.

"Obviamente, não é uma grande sensação, mas vou tentar me recuperar de onde quer que eu largue", disse o britânico, que se classificou na décima posição, mas ainda enfrenta uma investigação dos comissários por não ter voltado à pista de maneira segura depois de uma escapada durante o treino.

Depois de conquistar o tricampeonato com três corridas de antecipação ano passado, Hamilton vem enfrentando um início de temporada bastante difícil. O britânico ainda não teve um final de semana limpo até aqui, tendo tido primeiras curvas ruins na Austrália e no Bahrein, e sofrido problemas no motor na China, quando largou em último. Rosberg, por sua vez, venceu as três provas. Ainda assim, o piloto da Mercedes segue confiante. "Não há nada que eu possa fazer. Mas nunca vou desistir."