Jornal dos Desportos

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Rossi queria ter Marquez

20 de Agosto, 2018

Rossi falou sobre o seu futuro e a inteno de criar uma equipa com o seu nome na categoria rainha do mundial

Fotografia: Pdr

Durante o GP da Áustria, Valentino Rossi deu uma entrevista à ServusTV, propriedade da Red Bull, e que detém os direitos de transmissão da categoria para o país. Ao microfone do ex-piloto Alex Hofmann, colaborador habitual da emissora, Rossi falou sobre o seu futuro e a sua intenção de criar uma equipa com o seu nome na categoria rainha do mundial, como já tem na Moto2 e Moto3.
\"Acredito que, quando me aposentar, poderíamos organizar uma equipa na MotoGP com a Yamaha, como já foi dito muitas vezes. Eu não quero formar uma equipa enquanto ainda corro, e quero permanecer activo pelo maior tempo possível\", disse ele, deixando claro que não pretende parar antes de 2020, seu último ano de contrato.
O mais surpreendente, no entanto, veio quando o ex-piloto perguntou a Rossi sobre a nova dupla da Honda para 2019, e a relação que pode ter Márquez e Jorge Lorenzo. \"Não vai ser fácil de administrar, porque Jorge é um piloto muito forte, e também é fora da pista\", avisou o italiano, que foi por sete anos vizinho de box do espanhol.
\"Mas, honestamente, se eu fosse o director de uma equipa da MotoGP, gostaria de ter Márquez e Lorenzo no mesmo box\" exactamente o que fez Alberto Puig na HRC para as próximas duas temporadas, e que já é conhecido como o \'Dream Team\' da MotoGP.Yamaha corre contra o tempoImersa na sua pior crise desportiva e técnica dos últimos anos, a Yamaha corre contra o tempo, à procura de soluções que podem ajudar a dar um passo adiante, para se aproximar do nível exibindo pelaHonda e Ducati.Para isso, a equipa oficial da fábrica Iwata agendou dois dias de testes, antes do final de Agosto, para se concentrar, acima de tudo, e para entender a central única que gere o sistema electrónico da moto, que Valentino Rossi disse ser o principal problema da M1 de 2019.
A partir de ontem, em MIsano, a Yamaha começou uma série de testes privados, que depois serão realizados em Silverstone e Aragón. Na pista de Misano, além das Yamahas de Valentino Rossi e Maverick Viñales, estarão a Ducati, Aprilia, Suzuki e LCR Honda.
Na jornada de testes, o box da Yamaha terá a presença do engenheiro italiano Michele Gadda, ex-Ducati e actualmente a trabalhar para a equipa japonesa no Mundial de Superbike. Gadda fez parte do elenco da fábrica italiana e é um especialista em electrónica, tendo trabalhado com a unidade de controle da Magneti Marelli para a MotoGP.
O engenheiro, contratado pela Yamaha para trabalhar na equipa de Superbikes, esteve no GP da República Checa, depois de Rossi ter relatado o problema da unidade de controle, e continuará a trabalhar com a estrutura de MotoGP, também em Silverstone durante o GP.
Após Rossi acusar, directamente, a central única como um problema chave da M1, a Yamaha reagiu, recrutando o ex-engenheiro da Ducati, no entanto, na semana passada, agora que começou a trabalhar sobre esta questão, Valentino mudou seu discurso, garantindo que, além da electrónica e da unidade de controle, o problema da Yamaha é o motor.\"Não é apenas electrónica, é também o motor.
É uma combinação, como se viu nos casos da Ducati e Honda. Nesse sentido, a fábrica deverá enviar muitas novidades a Misano para que os pilotos possam testar e, por enquanto, deverá continuar com as poucas peças que já levaram para o teste de Brno, entre os quais destacou uma nova carenagem, que Rossi dispensou para o GP da Áustria.