Jornal dos Desportos

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Rosso assegura Max Verstappen

20 de Agosto, 2014

O adolescente é filho do ex-piloto Jos Verstappen e vai ter como companheiro de equipa Daniil Kvyat

Fotografia: AFP

Max Verstappen, filho do ex-piloto Jos, que entre outras equipas correu pela Benetton e Arrows entre 1994 e 2003,  vai tornar-se em 2015 o piloto mais jovem da história a correr na Fórmula Um. O holandês foi anunciado ontem como novo integrante da equipa Toro Rosso, segunda formação da Red Bull, para a próxima temporada no lugar de Jean-Éric Vergne. Actualmente com 16 anos, na F3 Europeia, ele terá 17 quando estrear na categoria.

Com esta contratação, a Red Bull garante ter uma das principais estrelas da actualidade na Fórmula Um, Sebastian Vettel, e alguns dos jovens mais talentosos da próxima geração. Isso por que, na sua equipa principal, ela também já tem Daniel Ricciardo, de 25 anos, que chegou ao Mundial com o título da F3 Inglesa e bons desempenhos em outras categorias e testes, e teve a chance de passar três temporadas se desenvolvendo na Toro Rosso.

A aposta já traz resultados, pois o australiano tem duas vitórias em 2014 e é o único piloto fora da Mercedes a subir no lugar mais alto do pódio na temporada.  Na segunda equipa, a empresa terá em 2015 Daniil Kvyat, campeão da GP3 em 2013 e que este ano entrou na Fórmula Um, aos 19 anos, conquistando bons resultados e mostrando evolução.

 Verstappen já ganhou notoriedade no automobilismo antes mesmo de competir em fórmulas. Em 2013, ele conquistou os principais campeonatos europeus de karts.

Com apenas 16 anos, ele hoje é o segundo colocado na F3 Europeia com oito vitórias e 13 pódios e passou a ser observado de perto por várias das equipas da Fórmula Um. Podendo dar uma vaga no Mundial imediatamente, a Red Bull pulou para a frente.

 "Desde os sete anos, a Fórmula Um é o grande objectivo da minha carreira, então, esta oportunidade é realmente um sonho se tornando realidade", declarou o jovem piloto. 

Além da juventude, uma dificuldade do holandês na categoria pode ser a pouca experiência em fórmulas, já que ele leva apenas uma temporada em fórmulas após sair do kart. Algo parecido aconteceu com Kimi Raikkonen, que correu por dois anos em carros de corrida antes de chegar à Fórmula 1.

A diferença, no entanto, é que os testes na época não eram tão limitados como hoje e o finlandês teve a oportunidade de andar cerca de oito mil quilómetros antes de fazer a sua estreia.   Franz Tost, chefe da Toro Rosso, no entanto, não considera a questão um grande problema. "Acreditamos que Max é um dos jovens pilotos mais talentosos da nova geração e acreditamos que ele tem a maturidade e força mental necessária para encarar este desafio. Este ano, ele já demonstrou como ele consegue lidar bem com situações difíceis", afirmou. 


Revelação
Proprietário da Lotus
nega crise na equipa


O proprietário da Genii Capital (dona da equipa Lotus), Gerard Lopez, nega que a equipa sedeada em Enstone esteja a passar por problemas financeiros.

De acordo com notícia publicada pelo jornal "Tageblatt", do Luxemburgo, a empresa tem sofrido prejuízos nos seus investimentos e isso, segundo o inglês "Independent", teria motivado uma viagem de Lopez a Londres para esclarecimentos.

 “É absurdo dizer que a Genii tem problemas financeiros. Sim, a Lotus perdeu dinheiro, como qualquer outra equipa de Fórmula Um do mundo”, declarou.

Ainda de acordo com Lopez, a equipa custou ao fundo de investimentos cerca de 50 milhões de euros, a dívida é de 100 milhões de eEuros, mas o restante da companhia é rentável.

“Nós apoiamos a Lotus com débito, e não com patrocínio como as outras equipas grandes. As pessoas estão a tentar comparar maçãs com laranjas quando deviam comparar apenas maçãs com maçãs”, acrescentou.

“O divertido para nós é que a Lotus – o David contra Golias – está sempre no centro das atenções públicas, mais do que as equipas grandes como a Red Bull e a Ferrari. Porém, a Fórmula Um é um mundo no qual campanhas difamatórias entre equipas rivais são comuns”, concluiu.