Jornal dos Desportos

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Rússia afasta atletas com historial de doping

26 de Maio, 2016

Alguns atletas russos vão ser impedidos de participar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro devido à sua ligação ao doping

Fotografia: DR

A Federação Russa de Atletismo (FRA) anunciou na terça-feira que os atletas russos que recorreram à substâncias dopantes, vão ser impedidos de representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com início a 05 de Agosto.

A medida faz parte das alterações introduzidas pela FRA, aos critérios de selecção dos membros da equipa olímpica nacional, que têm ainda de ser aprovados pelo Comité Olímpico da Rússia.

“A FRA tomou esta decisão difícil com um objectivo: tudo fazer para que os atletas sem historial de recurso ao doping possam participar nos Jogos Olímpicos de 2016”, indica a organização, em comunicado, sem especificar se a medida abrange os atletas que tiveram controlos positivos, mas que entretanto já cumpriram a correspondente sanção.

“Fizemos um trabalho enorme para possibilitar aos atletas russos voltarem a competir na arena internacional”, comentou a FRA em comunicado.
A televisão russa Match TV revelou  nomes de 14 desportistas russos que figuram na lista de novos casos positivos de doping nos Jogos Olímpicos Pequim2008, oito dos quais medalhados na competição.

Onze dos 14 atletas são federados da FRA, que inclui  Anna Chicherova (bronze no salto em altura em 2008 e ouro em Londres 2012), Anastasia Kapachinskaya e Tatyana Fírova (vice -campeãs em estafeta 4x400 m), Denis Nizhegorodov (bronze nos 50 km marcha em 2008 e prata em 2004) e Maria Abakumova (prata no lançamento do dardo).

Da lista fazem também parte Ekaterina Volkova (prata nos 3.000 m obstáculos), Inga Abitova (campeã da Europa de 10 km marcha em 2005 e 2006), Yulia Chermoshanskaya (campeã da Europa de 4x400 m em 2010 e 2011), Alexander Pogorélov (bronze no decatlo nos Mundiais em Berlim 2009), Denis Alekseev (4x400 m) e Ivan Yushkov (lançamento do peso).

Em Novembro de 2015, uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (AMA) elaborou um relatório que denunciou “doping organizado” em grande escala na Rússia, o que levou a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) a suspender a filiada russa de todas as competições internacionais. O organismo decide a 17 de Junho se a Rússia é readmitida com todos os direitos no atletismo internacional.

Em Março, a IAAF adiou para Maio uma "decisão definitiva" sobre a situação, que tem impedido a presença de atletas russos em competições internacionais e levou a novas localizações para eventos que estavam atribuídos à Rússia.

Na ocasião, foi dito que a federação russa ainda tinha meses de trabalho pela frente para cumprir com  todos os critérios de luta Anti-dopagem.
Por imposição da IAAF, a Rússia elegeu novo presidente para a federação, alterou o funcionamento da agência Anti-dopagem do país e afastou os treinadores envolvidos na dopagem maciça.

Desde o início do ano, a AMA contabilizou 172 casos de doping por meldonium, entre ao quais cerca de 40 atletas russos, entre eles a tenista Maria Sharapova, desde que a substância começou a fazer parte da lista de substâncias proibidas.

JANELA OLÍMPICA
Expulsão era regresso ao tempo do boicote


O ministro russo do Desporto, Vitali Mutkó, considerou terça-feira que uma eventual expulsão da Rússia dos Jogos Olímpicos Rio2016, por doping, era comparável ao boicote ocorrido nos Jogos Moscovo1980 e Los Angeles1984.

“Seria um regresso ao tempo do boicote. Posso garantir que o Estado nunca apoiou, nem apoia, atletas que se dopem”, afirmou Mutkó, numa reacção às palavras do presidente do Comité Olímpico Internacional (COI).

Recentemente, Thomas Bach garantiu que o COI vai até às últimas consequências” na  luta contra os atletas que se dopam, “sem se importar com a nacionalidade ou a modalidade que pratiquem”.

“Aplicaremos a nossa política de ‘tolerância zero’, não são com os atletas, mas também com todas as pessoas implicadas [em casos de doping]”, afirmou Thomas Bach.

A Rússia está a ser abalada por vários escândalos relacionados com doping, nomeadamente no atletismo – que levou a Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) a suspender a filiada russa -, e relacionadas com a utilização do meldonium, um fármaco agora proibido pela Agência Mundial Anti-dopagem (AMA).
Na semana passada, a AMA anunciou a abertura de um inquérito na sequência de acusações de Grigori Rodtchenkov, antigo director do laboratório anti -dopagem russo, divulgadas pelo jornal New York Times.

Segundo Rodtchenkov, dezenas de atletas russos entre os quais 15 medalhados olímpicos, estiveram envolvidos num sistema organizado de dopagem durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi2014, apoiado por Moscovo e pelos serviços secretos russos.

Temporada europeia
arrancou ontem


A temporada europeia de grandes torneios de voleibol de praia arrancou ontem com o Grand Slam de Moscovo, ao que se segue o torneio de Hamburgo, na Alemanha, Olsztyn, na Polónia, Porec, Croácia e Gstaad naSuíla, termina  no dia 10 de Julho.

Cinco torneios muito fortes, em que marcam presença as melhoras duplas de voleibol de praia do mundo, e que vão estar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em Agosto.

O Brasil tem as suas 4 duplas olímpicas a participar: Juliana/ Larissa, Ágatha/ Bárbara, Alison/Bruno, Evandro/ Pedro Solberg. O ranking olímpico fecha  no dia 13 de Junho e os demais países precisam de pontos para assegurarem as vagas.

Em masculino, os brasileiros lideram o ranking olímpico com Alison/Bruno em 1º, seguidos por Evandro/Pedro. Deçois estão os holandeses Brouwer/ Meeuwsen, os norte-americanos Lucena/ Dalhausser e os letões Samiolovs/ Smedins.

Em feminino, a liderança também é do Brasil,  com as duplas Larissa/Talita seguidas por Ágatha/Bárbara Seixas. Depois vêm as alemãs Ludwig/ Walkenhorst, as norte-americanas Walsh/Ross e as canadianas Pavan/ Bansley. As maiores ameaças para o sucesso do voleibol de praia do Brasil, no Rio de Janeiro, em Agosto, devem ser duas duplas americanas: Walsh/ Ross e Lucena/Dalhausser.

No ano passado, o Brasil dominou o voleibol de praia mundial. Alison e Bruno venceram a temporada do circuito e também o campeonato mundial. Em feminino, Larissa e Talita foram campeãs do circuito, Ágatha e Bárbara ganharam o mundial.