Jornal dos Desportos

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Rui Falcão preocupado com estado do desporto

Manuel de Sousa- Namibe - 02 de Julho, 2014

Cambando José (à esquerda) deixou escapar a distinção da Federação Internacional na prova realizada na cidade de Windoeck

Fotografia: Rogério Tuti

O governador da província do Namibe, Rui Falcão Pinto de Andrade, vai efectuar hoje visitas de constatação aos clubes começando pelo Benfica e as associações provinciais das mais distintas modalidades, de forma a inteira-se do funcionamento dos mesmos e estar por dentro das reais dificuldades que vivem.

O governante falava no segundo encontro com os dirigentes desportivos da província, depois da realização do primeiro a 28 de Abril último. No primeiro encontro, os agentes ficaram de apresentar soluções e não problemas sobejamente conhecidos pelo governador, para em conjunto se encontrar uma saída principalmente para o caso do Atlético do Namibe, no futebol.

“Vamos trabalhar a partir de agora individualmente com as associações e clubes para vermos onde estamos e onde podemos chegar num curto prazo e saber quais são os recursos de que precisamos para atingir os nossos objectivos. Já vimos que algumas acções no domínio da formação começaram de forma muito tímida e precisamos de trazer pessoas de outro nível para dar formação aos nossos técnicos.

As associações têm de ter ténicos com capacidade suficiente para acomodar o nível de conhecimento que lhes vão ser transmitido, para melhorarmos depois a qualidade do ensino do desporto”, disse o governador do Namibe.

Rui Falcão esclareceu na altura os agentes desportivos da província sobre as políticas de desenvolvimento desportivo do país, que desonera o Estado a favor da sociedade civil, sendo os associados, os carolas que têm de reger, dirigir e pôr a funcionar as várias instituições do desporto no país, cabendo ao Estado o apoio possível com as instituições de nível central como as federações e as selecções nacionais, e a nível local, com representação da província nos vários níveis de competição nacional.

“Não podemos continuar a discutir os valores financeiros que uma associação precisa para realização de uma actividade, temos de ter a capacidade de resolver este problema e não continuar a olhar para o Estado como foi no passado em que estávamos numa economia centralizada. Os próprios associados têm de fazer parte das soluções” apelou o governador Rui Falcão.           
Manuel de Sousa- Namibe