Jornal dos Desportos

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Rui Falcão responsabiliza agentes

Manuel de Sousa, no Namibe - 08 de Maio, 2014

Governador do Namibe manteve um encontro com os agentes desportivos daquela parcela do território nacional

Fotografia: Mota. Ambrósio

O governador da província do Namibe, Rui Falcão, apontou a falta de dinamismo, organização e vontade dos líderes das associações desportivas em servirem o desporto de corpo e alma como a principal razão do actual marasmo em que se encontra mergulhado o desporto na província e o futebol em particular.

Rui Falcão que falava no final do encontro de auscultação aos actores desportivos da província, disse conhecer bem a realidade do desporto na província e que o governo tem estado a cumprir o seu papel de apoiar na construção de infra-estruturas para a prática das mais diversas disciplinas.
“Pelo que nos deu a perceber aqui, nota-se claramente que os líderes das associações desportivas não estão organizados e pouco têm feito para a dinamização do desporto na província.

O Governo está a cumprir as suas obrigações no que diz respeito à criação de condições para o desenvolvimento do desporto". O governante disse que o objectivo do encontro foi ouvir dos agentes desportivos “soluções e não problemas para poder-se trabalhar no sentido de se limarem algumas situações que estão na base das várias inquietações levantadas”.

O não uso do Pavilhão Polidesportivo Welwitschia Mirabilis e de outros construídos recentemente pelo governo da província, por parte dos clubes, foi também apontado pelo governador que considerou tal atitude reprovável, na medida em que o governo pôs o pavilhão à disposição dos clubes para a prática de modalidades de sala e os beneficiados não o usam.

“O Governo tem estado a devolver aos associados aquilo que é o seu património, o caso mais recente foi o Pavilhão do Benfica que hoje esta a desenvolver várias modalidades na classe de iniciação e rentabiliza os espaços para o benefício do próprio clube”, referiu o governador do Namibe.
Para os próximos anos o governo vai construir mais infra-estruturas desportivas e campos com relva sintética e pistas de atletismo para a prática de futebol e atletismo, um espaço para o desenvolvimento do desporto motorizado, hóquei em patins e karaté.

Mas para que as infra-estruturas sejam rentáveis é necessário, defende Rui Falcão, o seu uso por parte dos clubes com realização de provas províncias e nacionais. “Depois da realização do mundial acolhemos aqui a Supertaça em basquetebol, o torneio internacional de andebol, o campeonato nacional de futsal, tudo no sentido de incentivarmos a prática destas modalidades e outras, mas o que se nota é que ninguém faz uso do Pavilhão e continuam a dizer que o Governo não apoia o desporto”.

Quanto à questão do Atlético do Namibe Rui Falcão foi lacónico, dizendo apenas que conhece muito bem a realidade das contas do clube e que quando se quer exigir primeiro tem de se cumprir as regras e não lamentar. O próximo encontro ficou marcado para Julho próximo, pedindo o governante aos actores desportivos para apresentarem soluções e não problemas, como aconteceu neste encontro pouco frutífero.