Jornal dos Desportos

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Modalidades

Russos recorrem ao TAS

24 de Junho, 2016

Os atletas russos estão inconformados com a decisão da Federação e vão ao tribunal para reverter a decisão do órgão reitor da modalidade

Fotografia: AFP

A maioria dos atletas russos vai recorrer ao Tribunal Arbitral Desportivo (TAS) da decisão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em impedi-los de participar nos Jogos Olímpicos Rio2016, anunciou um dirigente olímpico daquele país de Leste.

O presidente do Comité Olímpico da Rússia (COR), Alexandr Zhukov, que deu essa informação, afirmou estar esperançado: “Espero que ganhem os seus casos”, aludindo à suspensão da Federação de Atletismo Russa (FAR), com origem nos inúmeros casos de doping revelados nos últimos anos.

Os atletas decidiram recorrer à Justiça desportiva, apesar de o Comité Olímpico Internacional (COI), em cimeira realizada na terça-feira, ter aberto à participação aos que não acusaram a utilização de substâncias ilícitas.

“O COI e a FAR oferecerão a máxima cooperação possível e apoio jurídico aos nossos desportistas para que os seus casos transitem o mais rapidamente possível”, disse Zhukov em declarações à televisão estatal Rússia.

O COI decidiu, terça-feira, que os atletas da Rússia e do Quénia devem submeter-se a uma avaliação individual pelas federações internacionais para poderem competir no Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em Agosto.

IAAF
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) emitiu terça-feira um comunicado em que afirma que a Cimeira do Comité Olímpico Internacional (COI) “respeitou” a sua decisão de manter a suspensão da Federação de Atletismo da Rússia (RusAF).

No texto, recorda que na última sexta-feira o Conselho da IAAF aceitou por unanimidade a recomendação do grupo de trabalho de manter a suspensão da RusAF e de alterar as normas da competição, ao permitir a elegibilidade dos atletas russos a título excepcional, e sempre que se cumprirem os critérios estritos para competir em provas internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos, a título individual, como atletas neutros, sem representar qualquer país.

“A Cimeira do COI acordou hoje por unanimidade respeitar plenamente a decisão da IAAF, que irá agora trabalhar com o COI para assegurar que a decisão seja respeitada e se aplique totalmente”, pode, ainda, ler-se no teor do comunicado.


HALTEROFILISMO
Federação admite excluir três países


A Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) admitiu a possibilidade de excluir a Rússia, o Cazaquistão e a Bielorrússia dos Jogos Olímpicos Rio2016, devido a casos de doping revelados por análises de amostras dos Jogos Pequim2008 e Londres2012.

A decisão foi tomada na quarta-feira, durante uma reunião extraordinária do comité executivo da IWF, convocada para analisar vários casos relacionados com violações das regras anti-doping.

Em comunicado, a IWF refere que as três federações poderão ser suspensas por terem sido “confirmados três ou mais casos de doping nas contra-análises de amostras dos Jogos Olímpicos Pequim2008 e Londres2012”,

A decisão da IWF terá de ser confirmada pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

A IWF reduziu ainda as quotas de participação nos Jogos Rio2016, que decorrem entre 05 e 21 de Agosto, do Azerbaijão e da Coreia do Norte, por casos de doping nos Mundiais de 2015.

Desde Novembro de 2015, a Rússia tem sido abalada por vários escândalos de doping, que levaram a Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) a proibir a participação do país nas competições olímpicas de atletismo.

Entretanto, na terça-feira, o COI anunciou que os desportistas da Rússia e do Quénia deverão ser avaliados individualmente pelas federações internacionais para poderem ser elegíveis para participarem nos Jogos Olímpicos Rio2016.


JANELA OLÍMPICA


DOPING
Quénia adopta novas medidas


O Quénia já adoptou os novos procedimentos anti-doping do Comité Olímpico Internacional (COI), na sequência do ultimato da Agência Mundial Anti-doping (AMA), a pouco mais de um mês do início dos Jogos Olímpicos Rio2016.

O chefe de delegação olímpica queniana, Kipchoge Keino, confirmou que 60 atletas, incluindo jogadores de râguebi de sete, já se submeteram aos novos testes e deverão ser realizados mais a atletas de outras modalidades antes do início dos Jogos.

O COI tinha indicado na terça-feira que as deficiências detectadas nos procedimentos do Quénia e da Rússia em matéria de realização de testes anti-doping levantavam sérias dúvidas sobre a presunção de inocência dos atletas daqueles países.

“É obrigatório que todos os atletas quenianos que competirão sob a égide da IAAF [Associação Internacional das Federações de Atletismo] se submetam a mais de três testes antes de partirem para o Rio de Janeiro”, disse Keino.

A Agência Mundial Anti-doping (AMA) tinha estabelecido um prazo para que o Quénia adaptasse o seu código anti-dopagem às regras do organismo internacional, sob pena de os atletas quenianos serem impedidos de participar no maior evento desportivo mundial.

O combate ao doping no Quénia, a maior potência mundial do atletismo de fundo, é uma das prioridades da AMA, depois de nos últimos anos mais de 40 atletas daquele país africano terem tido controlos positivos.



PORTUGAL
Navio-Escola escala Cabo Verde


O Navio-Escola Sagres, que na terça-feira deixou Portugal para levar a bandeira portuguesa aos Jogos Olímpicos Rio2016, vai fazer uma escala em Cabo Verde, entre 03 e 06 de julho, segundo informação da Marinha Portuguesa.

O Sagres largou de Lisboa na terça-feira, depois de uma cerimónia em que o primeiro-ministro, António Costa, entregou ao comandante do navio a bandeira nacional que será levada até ao Rio de Janeiro e transportada pelo porta-estandarte português, na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Na travessia do Atlântico, o navio fará uma primeira escala na cidade da Praia, em Cabo Verde, seguindo depois para paragens nos portos de Recife, entre 19 e 22 de Julho, e Salvador da Baía, entre 26 e 28 de Julho.

A viagem prossegue para o Rio de Janeiro, onde o Sagres deverá chegar a 03 de Agosto e onde irá ser a Casa de Portugal durante os Jogos Olímpicos, numa parceria entre a Marinha Portuguesa e o Comité Olímpico de Portugal.

O navio leva a bordo de 44 cadetes do 2.º ano da Escola Naval (EN) e ficará no Rio de Janeiro até 22 de Agosto.

No regresso, o navio atracará novamente em Cabo Verde, desta vez no Mindelo, ilha de São Vicente, entre 10 e 12 de Setembro.

O regresso a Lisboa está previsto para 25 de Setembro, altura em que termina a viagem de 97 dias.

"A par da instrução dos cadetes da EN, o navio-escola Sagres leva um pouco de Portugal a muitos portugueses espalhados pela diáspora, estreitando os laços entre as comunidades e as suas origens", adianta a Marinha.


GOLFE
McIlroy falha  jogos
por causa do vírus Zika


O golfista norte-irlandês Rory McIlroy, actual quarto classificado do ‘ranking’ mundial, anunciou quarta-feira que abdica de participar no torneio olímpico dos Jogos Rio2016, alegando os perigos do vírus Zika.

“Depois de ter falado com algumas pessoas, decidi que a minha saúde e a da minha família estão acima de tudo”, afirmou McIlroy, num comunicado divulgado , admitindo não querer correr riscos, apesar de saber “que o risco de infecção é baixo”.

O golfista, de 27 anos, mostra-se convicto de que o povo irlandês irá compreender a sua decisão e agradece o apoio que recebe em cada torneio que participa.

McIlroy, que já liderou o ‘ranking’ mundial’, junta-se a vários desportistas que também já renunciaram à participação nos Jogos Rio2016, como os também golfistas Vijay Singh e Marc Leishman, e o ciclista Tejay van Garderen.

Desde o final de 2015, o Brasil tem sido afectado pelo vírus Zika, transmitido por um mosquito, que se suspeita ser a causa de numerosos casos de deformações congénitas em bebés, cujas mães foram contaminadas durante a gravidez.