Jornal dos Desportos

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Modalidades

S defende ttulo na ultramaratona

17 de Julho, 2014

Carlos S procura nesta edio rentabilizar a experincia acumulada em 2013

Fotografia: AFP

  Carlos Sá vai defender na “muito exigente” ultramaratona Badwater, nos Estados Unidos, a partir de segunda-feira, o título conquistado em 2013, com o objectivo de correr quilómetro a quilómetro a totalidade dos 217.000 metros.“É uma aventura tremenda e a previsão de qualquer resultado neste tipo de prova é sempre muito difícil ou mesmo impossível”, afirmou Carlos Sá, que vai procurar nesta edição rentabilizar a experiência acumulada em 2013.Disputada na zona do Vale da Morte, na Califórnia, a corrida começa na baía de Badwater (86 metros abaixo do nível do mar), na segunda-feira, e termina no monte Whitney (4.421 metros de altitude), os pontos mais baixo e mais alto do território norte-americano.

“A ultramaratona de Badwater é, actualmente, a mais exigente de todas as que existem à face da Terra e na minha primeira participação, o ano passado, fiquei muito feliz por ter vencido”, admitiu Carlos Sá, que decidiu repetir a presença há apenas três semanas.Carlos Sá tinha apontado o foco desta época para outras provas, nomeadamente o Ultra Trail du Mont Blanc (168 quilómetros nos Alpes, entre 29 e 31 de Agosto), mas acabou por ceder a vários pedidos para marcar presença na Badwater.

“Percebi que todos me queriam na Badwater e era muito estranho  não estar presente à partida, pelo que decidi voltar aos Estados Unidos”, explicou o ultramaratonista, salientando a imprevisibilidade da prova.Ainda de acordo com Carlos Sá, “se qualquer maratona, por si só, já tem um resultado imprevisível, para as cinco maratonas seguidas, comtemperaturas brutais e desníveis muito significativos, muito mais difícil se torna poder fazer previsões”. Os primeiros 40 quilómetros são 2.000 metros de desnível positivo que tenho de vencer, continuou Carlos Sá, explicando: "Da Covilhã à Torre são cerca de 20 quilómetros com 1.000 metros, portanto é o dobro dessa distância e dessa altitude."

O ultramaratonista referiu  que, superado esse primeiro obstáculo, tempela frente “uma parede de 1.500 metros para vencer” e quando chegar aos 200 quilómetros da prova tem de “continuar a trepar" até ao cimo do monte Whitney .O meu objectivo passa por correr quilómetro a quilómetro e é completamente inexequível qualquer previsão sobre o resultado. Mas levo a esperança de poder concluir esta prova e, quem sabe, num lugar entre os três primeiros.”Carlos Sá referiu que “para encarar este desafio extremo”     é preciso estar bem física e  psicologicamente.

“Depois, há também questões logísticas ao longo da prova igualmente importantes e decisivas no desempenho dos atletas”, salientou Carlos Sá.O atleta realçou que a sua concorrência está forte, facto que o levou a encurtar em 40 minutos o seu tempo na Maratona das Areias, onde conseguiu o seu melhor tempo.“Esta é a modalidade que mais cresce no mundo e quando cresce em quantidade cresce em qualidade. As marcas também estão muito atentas e há cada vez mais atletas a dedicarem-se ao profissionalismo nesta modalidade”, disse Carlos Sá.