Jornal dos Desportos

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Sá Silva está no frio de Sochi

Hélder Jeremias - 12 de Setembro, 2014

Luís Sá Silva inicia a preparação para o Grande Prémio da Rússia no Circuito de Sochi depois de boa participação na Itália

Fotografia: DR

A adaptação a baixas temperaturas e o pavimento escorregadio constituem o principal enfoco do microciclo do piloto angolano Luís Sá Silva com vista à disputa da oitava jornada do Campeonato Euro Series de GP 3, a ter lugar de 10 a 12 de Outubro no circuito de Sochi, na Rússia.

O angolano, ao serviço da equipa inglesa Carlin, obteve o seu melhor resultado da presente época no Grande Prémio da Itália, no mítico circuito de Monza. Luis Sá Silva teve a proeza de terminar em sétimo lugar, depois de partir da décima quarta posição da grelha da partida, na segunda manga.

O angolano começou a deparar-se com dificuldades durante as cronometragens. A ressentir-se do mau desempenho da componente mecânica do carro, na primeira manga em que terminou na 20ª posição, o piloto jogou ao ataque e superou quatro posições. A performance mereceu elogios da multidão presente no circuito de Monza e dos técnicos liderados pelo engenheiro Nuno Pinto. Luis Sá Silva efectuou ultrapassagens a pilotos que nunca baixaram as rédeas. “Foi uma grande corrida, pois estive sempre ao ataque. Imprimi muita velocidade e acredito que estava preparado para mais algumas voltas em função da consistência no andamento”, disse.

No relatório da corrida, a façanha do piloto angolano é descrita como tendo superado a expectativa e evidencia maturidade. Em momentos críticos, Sá Silva é aconselhado a manter serenidade e acatar as informações emitidas pela equipa técnica. “Reconheço que fiz um mau arranque, mas conseguimos superar o sétimo lugar; isso é gratificante”, disse.

O treinador Nuno Pinto exteriorizou o agrado: “Luís fez uma espectacular corrida e posso dizer que foi a melhor prestação do ano. Foi rápido, agressivo, sem cometer erros e efectuou ultrapassagens de grande nível”, disse.

O especialista português realçou que “ao recuperar uma dezena de posições, provou que o nível técnico está em franco desenvolvimento”.

“A pontuação leva-nos a crer que só precisaríamos mais sorte nas qualificações para terminar entre os três melhores”, disse.