Jornal dos Desportos

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Sabine Kehm defende a privacidade

08 de Julho, 2016

Sabine Kehm ameaça processar veículos de comunicação que especulam sobre a saúde de Michael Schumacher

Fotografia: AFP

A família de Michael Schumacher não deve mudar a abordagem sobre as informações ligadas ao estado de saúde do heptacampeão mundial de F1. O sigilo vai manter-se. Sabine Kehm, porta-voz do lendário piloto alemão, afirmou que a família quer manter a privacidade. Por isso, prefere não falar a respeito.

A alemã disse que, no momento, a situação é difícil. Michael Schumacher luta pela vida há dois anos e meio e tenta recuperar-se de um grave acidente sofrido numa estação de esqui nos Alpes Franceses a 29 de Dezembro de 2013.

Tanto Sabine como a família de Schumacher são criticadas por manter sob o sigilo o estado de saúde de uma pessoa pública como Michael. Neste ano, por exemplo, Kehm alegou que a falta de informações sobre a condição clínica do ex-piloto é uma forma de protegê-lo e evitar rumores na imprensa.

Presente num evento que pretende reunir pilotos de F1 num jogo de futebol, em vésperas do GP da Alemanha, no fim do mês, Sabine foi questionada a respeito da saúde de Schumacher, mas foi clara ao se recusar falar sobre o assunto.

“Todos sabemos que não posso comentar”, disse.

Em entrevista ao diário alemão ‘Kolner Express’, Sabine disse que o sigilo é uma decisão tomada pela família. “Só temos de aceitar que a família quer continuar a proteger a sua privacidade”, frisou. A assessora da família do heptacampeão mundial comentou que "Michael não vai desaparecer, mas no momento a situação particular é tão difícil que, infelizmente, nenhum retorno pode ser dado". No entanto, "deve haver uma compreensão sobre isso”.

Sabine envia sistematicamente cartas a veículos de comunicação a ameaçar processar quem divulgar informações sobre o estado de saúde de Schumacher, segundo informação da revista italiana ‘Autosprint’.

A abordagem de Kehm, todavia, enfrenta resistência entre fãs e amigos de Schumacher. Willi Weber, empresário de longa data de Michael, disse estar "a sofrer como um cão" pela falta de informações. Luca di Montezemolo, um dos poucos privilegiados em termos de informação, já disse que as novidades "não são boas", mas não entrou em detalhes.

Jean Todt, outra pessoa bem aceita pela família, relatou a dor causada pelo quadro de Michael. Schumacher sofreu um acidente de esqui de Méribel a  29 de Dezembro de 2013, pouco mais de um ano depois da sua segunda aposentação na F1. Imediatamente, ficou claro que o quadro do heptacampeão era delicado: apesar de usar capacete, o impacto da sua cabeça contra uma pedra foi muito forte. Michael ficou no hospital de Grenoble até 16 de Junho de 2014, quando a equipa de médicos permitiu que regressasse para casa. Oficialmente, o piloto mais vitorioso da história da F1 não está em coma, mas relatos apontam que as suas habilidades de comunicação são extremamente limitadas.