Jornal dos Desportos

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Saldo positivo no cofre do COA

Joo Francisco - 21 de Fevereiro, 2019

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

O Comité Olímpico Angolano terminou o ano de 2018 com uma \"folga financeira\"  avaliada em mais de 200 mil dólares norte-americanos (cerca de 63,2 milhões de kwanzas). A informação foi apresentada na Assembleia Geral Ordinária que se realizou no auditório Paulo Bunze, afecto à Federação Angolana de Andebol, no quadro das celebrações do 40º aniversário da instituição.
Do valor avaliado, 90 mil dólares (28,4 milhões de kwanzas) estão reservados para financiar outros projectos em 2019. As acções ligadas ao controlo anti -doping e projectos do Centro Nacional de Medicina do Desporto estão nas prioridades.
A novidade financeira encantou os membros do COA, depois da aprovação dos relatórios de contas de 2018.
O relatório de actividades de 2018, apresentado por António Monteiro, Secretário Geral, informa que \"o Projecto Olimpáfrica, localizado no município de Viana, está em reconversão\", 12 anos depois do seu lançamento pelo antigo presidente do COA, Rogério Silva.
O mentor do projecto veio a público dizer que \"houve falhas na escolha de parceiro\". No reconhecimento, o actual presidente honorário do COA, Rogério Silva, assegurou que \"se tivesse de voltar, colocaria (o Olimpáfrica) no município do Cazenga\".

Reformas na área administrativa

A eliminação de competências administrativas nas funções do Secretário Geral e a  autonomização da Academia Olímpica Angolana  foram os aspectos mais marcantes na Assembleia Geral extraordinária  de revisão dos Estatutos do Comité Olímpico Angolano, que se realizou   no anfiteatro Paulo Bunze, em Luanda.
Algumas funções administrativas, que eram consignadas a António Monteiro, são atribuídas agora ao Secretariado. O antigo campeão de natação passa a cuidar de questões "mais políticas" como a preparação de prémios anuais e o controlo da legalidade das Federações Desportivas Nacionais.
No primeiro caso, o Secretário - Geral vai assumir a organização de prémios do COA a atribuir aos agentes desportivos. A instituição pretende reconhecer o Melhor Desportista do Ano, Melhor Treinador do Ano, Melhor Jornalista do Ano, entre outros.
No segundo caso, o Secretário - Geral vai dedicar-se aos envios de relatórios anuais às instituições internacionais, cuidar da relação com a Associação Mundial de Controlo Anti-doping (WADA) ou (RADO), entre outros assuntos. A título de exemplo, Angola está na iminência de sofrer sanções por incumprimento dos prazos nos envios de relatórios à WADA.  A maior parte das Federações Nacionais, ou quase nenhuma, cumpriu com a exigência da WADA. Por essa desobediência, pode ver coarctada à participação nas competições internacionais.
"Angola tem a obrigatoriedade de fazer, anualmente, seis controlos anuais. Se o basquetebol fizer dois e o futebol outros dois, as outras modalidades cumprem o resto", alertou o presidente da Comissão Executiva do COA, Gustavo da Conceição.
As medidas aprovadas entram imediatamente em vigor  à título excepcional.
No mesmo dia, realizou-se a Assembleia Geral Ordinária, que avaliou e aprovou os relatórios de contas e de actividades de 2018. Os associados também aprovaram o plano de actividades de 2019 e os orçamentos.
Quanto à autonomização da Academia Olímpica angolana, a área deixa de ser presidida pelo presidente da Comissão Executiva e passa a ser membro com direito a dois votos, sede social, meios e orçamentos próprios.
Para melhor transparência, os membros da Academia Olímpica Angolana vão ser sufragados nas eleições como as demais Associações desportivas existentes no país. Todos os membros estão habilitados. O presidente da Comissão Executiva, se quiser concorrer, pode fazê-lo sem restrições.
Actualmente, a Academia Olímpica Angolana funciona nas instalações anexas ao COA, tem uma direcção coordenada por Sara Jean Jacques, membro/vogal da Comissão Executiva do COA, e Directores Nacionais de Solidariedade Olímpica.
A meta da Academia Olímpica Angolana é formar na presente Olimpíada mil dirigentes desportivos. O objectivo do COA parece estar longe da pretensão, quando faltam pouco menos de 16 meses para o final do ciclo em 2020. Na última informação, apenas 800 elementos estavam formados.