Jornal dos Desportos

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Modalidades

Sandro Dias revalida troféu dos 200 km

Gaud?ncio Hamelay - Lubango - 07 de Agosto, 2017

Riquito bateu na disputa do troféu outro piloto huilano Mário Ferreira da equipa R.F. Racing

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edições Novembro

O piloto Sandro Dias “Riquito” da equipa STI, ao volante de um Radical modelo SR8, revalidou domingo, no circuito da Nossa Senhora do Monte, o troféu do Grande Prémio de automobilismo na classe Sport da prova dos 200 km da Huíla, ao totalizar 50 pontos em uma hora, 11 segundos e  398 décimas.

Riquito bateu na disputa do troféu outro piloto huilano, Mário Ferreira da equipa R.F. Racing, ao somar nas duas mangas de 18 voltas cada, 36 pontos em uma hora, 18 segundos e 701 décima, enquanto Leu Serrão, da Welwitchia Racing Team, ocupou o terceiro lugar, ao totalizar 20 pontos, com o registo de 1 hora, 17 segundos e 498 décimas. Leu Serrão, que na primeira manga saiu em segundo lugar, veio

a desistir por questões técnicas na 2ª volta da segunda manga quando liderava a prova.O vencedor pela segunda vez consecutiva impôs-se aos seus perseguidores, fruto disso, foram as duas mangas que dominou por completo e sem contestação.

Sandro Dias no final da prova visivelmente emocionado disse que os 200 km da Huíla tem estado cada vez mais a enfraquecer com a ausência de outros pilotos, porém valeu a vitória conquistada. “Não sei o que se passa com os outros pilotos das máquinas GTS que não têm aparecido. Portanto apareceram três, basta avariar um ou dois durante a corrida, fica um e a competição fica sem nenhuma graça”,  observou.

Afirmou que o piloto Leu Serrão, ofereceu alguma resistência em dada altura e nas últimas voltas teve alguns problemas mecânicos, situação essa que permitiu ao vencedor gerir a corrida. “No fim da corrida porque vi o carro de Leu Serão parado numa escapatória da pista, comecei a fazer uma gestão mais consciente da pista”, frisou.

Para Mário Ferreira, segundo classificado da prova da classe Sport ao nível do Lubango tem aparecido maior quantidade de viaturas para competir e nesta edição dos 200 km da Huíla, foi bonito ter surgido três sport-protótipos. Ressaltou que na primeira manga houve um despique muito grande com dois protótipos a fazerem frente ao vencedor, todavia o concorrente Leu Serrão, acabou por ter uma avaria no final da corrida.

Acrescentou que na segunda manga, também tiveram em cena três protótipos em pista, o que é muito bom. “Isto só demonstra que realmente os protótipos estão aí e têm que aparecer para que façam a festa do desporto motorizado. Realmente, já estive bem neste tipo de prova, mas como se tem dito: galinha velha faz boa carne. Então, que venham os novos para aprender connosco”, realçou.

Admitiu que a corrida foi bastante disputada, o que demonstra existir bons pilotos na nossa praça principalmente na Huíla. “É uma corrida bonita e fantástica porque foi interessante estar a participar da prova, viver as emoções e a adrenalina que o espectáculo proporciona”,  asseverou.

Por seu turno, o piloto Rui Ferreira, da equipa R.F. Racing, com um total de 50 pontos, conquistados em 1 hora, 19 segundos e 895 décimas, chamou a si o troféu da prova da classe A, seguindo-se por Ramiro Barreira, da R. Racing Maboque de Luanda, com 40 pontos, estabelecidos em 1 hora, 27 segundos e 317 décimas.

A terceira posição, coube a Carlos Mendonça, da R.F. Racing do Lubango, ao totalizar 26 pontos, fixando o registo em 1 hora, 35segundos e 442 décimas. Nos lugares seguintes quedaram-se Luís Fernandes, da Pumangol Racing Team (1:19.741), fruto de 25 pontos, Jorge Portugal (16 pontos) e Bruno Martins, sem pontuação, ambos da Pumangol Racing Team.

O troféu da classe B, sorriu para Ruben Oliveira, da Pumangol Racing Team, com 45 pontos, com o registo de 1 hora, 31 segundos e 741,  seguido por Carlos Fernandes, da Fernandes Racing, com 41 pontos. No terceiro posto ficou o piloto, Edilson Ribeiro, do Lubango, ao perfazer 36 pontos. O pódio da classe D, foi dominado por pilotos da Welwitchia Racing Team da província do Namíbe do primeiro ao quarto lugar.

Deste modo, Carlos Dias, sagrou-se vencedor, com 50 pontos cronometrados em 1 hora, 28 segundos e 343 décimas, seguido por seu colega José Roxo (40 pontos), com a marca de 1 hora, 29 segundos e 198 décimas. Na terceira posição quedou-se Edwin Santos, (32 pontos), com o tempo de 1hora, 30 segundos e 477 décimas, Carlos Maio, que não disputou a segunda manga, veio em quarto lugar, com 16 pontos,  percorridos em 1 hora, 28 segundos e 928 décimas.

Esta categoria foi disputada em duas mangas de 17 volta a cada. No final, a organização da prova enquadrada na 31ª edição das Festas da Nossa Senhora do Monte, fez a entrega de troféus aos vencedores das diversas classes e prémios de participação a todos concorrentes.


COMPETITIVIDADE
“Vuty” reconhece nível elevado


O veterano Hélder Coelho “Vuty”, do Team  Cuanza Sul, considerou ter sido uma prova EVO600cc com concorrentes que estiveram em altura, num evento inserido nas festividade da Nª Sr.ª do Monte, padroeira da cidade, com um nível elevado de competitividade.
Destacou que o vencedor teve uma vitória merecida por se tratar de um jovem piloto huilano que desponta com boas qualidades.

“Todos os vencedores têm sempre uma vitória merecida. Lutou para isso. Venceu o melhor e os meus parabéns para ele. Fico feliz mais uma vez por se tratar de piloto jovem que conseguiu ter disciplina e respeito pelas motos e pelos concorrentes em pista para poder passar isto também lá fora não só em corridas, mas no dia-a-dia aos nossos praticantes de motociclismo que usem sempre o capacete, primem sempre pela segurança e respeito pelo peão”, disse.

Vuty afirmou que a competição foi muito boa e bem disputada da primeira a ultima volta das duas mangas disputadas. “É isso que nós queremos. É isto que é o desporto. Competitividade de igual para todos, sem diferença de idades nem cores. E estamos num bom caminho”,  assegurou.

Indicou que o país já possui uma federação que zela pelo desporto motorizado, daí “vamos continuar a evoluir”. “Fico feliz porque os mais novos começam a despertar a nossa atenção e agente só está aqui para apoiar e dar forças para eles continuarem”,  sublinhou.
Hélder Coelho que ocupou o quarto lugar, justificou que teve alguns problemas técnicos na sua moto por isso, não conseguiu vencer a prova. Apesar disso, explicou que tal situação, não poder servir de desculpa e nunca foi de dar desculpas de alguma falha.

“A equipa técnica desdobrou-se ao máximo. Deu o seu melhor e eu tenho muito a agradecer à equipa técnica pelo que fez para superar as avarias que tivemos”, disse. Hélder Coelho “Vuty”, manifestou-se regozijado pelo trabalho que está a desenvolver e prometeu continuar a trabalhar para incentivar osjovens talentos a dignificar o desporto motorizado além fronteiras.

De acordo com Vuty, já apareceram mais pilotos com menos idades a competir de igual para igual. “Isso é que nós queremos, deixar o motociclismo em boas mãos. A par disso, temos pilotos do Namíbe, Huíla, Benguela, Cuanza Sul e não só. Esse é o nosso trabalho, dar continuidade e força aos jovens para continuarem nesta senda”, salientou.
G.H

MOTOS
Adilson Pinto passeia classe

O piloto Adilson Pinto, da equipa D.F. Moto Racing do Lubango,  conquistou o primeiro lugar do Grande Prémio de Motos na categoria de EVO600 cc, decorrido no mesmo circuito, com 47 pontos. Adilson Pinto também conhecido por Rango, que na “polé position”,  partiu em segundo, não teve dificuldades para conquistar o primeiro lugar.

Na primeira manga de 17 volta, o novo talento que desponta nas terras altas da Chela, ocupou a segunda posição com 1 hora, 11 segundos e 338 decimas, tendo sido ultrapassado por Marcos Fonseca, do Team Marginal de Luanda (1:11.329). mesmo assim “Rango” conquistou os 200 km da Huíla, em Motos pela segunda vez consecutiva.

A vitória foi protagonizada na segunda manga, ao superar os seus mais directos rivais com um verdadeiro espectáculo ao cortar a meta em primeiro lugar em 1 hora, 10 segundos e 505 décimas, deixando para trás os demais concorrentes. Marcos Fonseca, da Team Marginal (47 pontos) e Victor Barros, Team Kuanza Sul (40 pontos), quedaram-se na segunda e terceira posições respectivamente, numa prova em que estiveram envolvidos 13 pilotos das províncias da Huíla, Namíbe, Huambo, Benguela, Luanda, Cuanza Sul e Cuando Cubango. Marcos Fonseca estabeleceu o novo record da pista, em 1 hora, 10 segundos e 181 milésimas.

Hélder Coelho “Vuty”, do Team Cuanza Sul, ocupou o quarto lugar com 34 pontos.  Adilson Pinto, vencedor das motos EVO600cc reconheceu que ter sido difícil arrebatar o título porque a sua mota não estava em boas condições técnicas desde que fez a primeira manga.

Explicou que graças a boa vontade do piloto Dinho Máquina, que lhe emprestou o radiador, permitiu dar sequência da prova e triunfar. “Não senti que iria ganhar esta prova porque a minha moto estava avariada. Não estava boa tecnicamente, mas graças à Deus, com ajuda do piloto Dinho Máquina que me emprestou o radiador, permitiu fazer a segunda manga. Graça à Deus é ao Dinho que agradeço. A prova correu bem. Temos boa pista e estamos a tentar melhorar”, contou eufórico.

Afirmou ter encontrado maior dificuldade ao longo da prova, junto da rotunda da estátua da “liberdade” e justificou que na pista havia muito cimento, o que criou-lhe muitos constrangimentos. “Foi difícil porque estava a escorregar muito, mas superei. Os adversários estavam muito fortes, inclusive houve choques entre motos,  porém, é normal neste tipo de competições.

Todavia agradeço muito à Deus porque na última volta escapei perder a prova visto que já estava a começar a ficar com falha dos travões da minha máquina. Agradeço muito ao Armando, o meu mecânico que superou. E agradeço a todos”,  frisou. Rango como também é conhecido nas lides desportivas, admitiu que os seus adversários estão muito evoluídos e têm motos que não são comparados a sua, mas conseguiu fazer frente a outros concorrentes. 

Referiu que a vitória obtida nos 200 km da Huíla, representa muita coisa para a sua carreira desportiva. “Esta vitória, primeiro representa um título, fama e muito aprendizado. Por isso, daqui para frente, vou tentar ganhar todas a provas em que estiver a competir se a minha moto estiver em boas condições técnicas” prometeu.

Osvaldo Pinto, progenitor de Rango agradeceu a todos que contribuíram direita ou indirectamente para a vitória.
“Conseguimos revalidar o título e a taça por equipa. Esta taça é para o povo huilano e a todos os amigos que me apoiam. O meu muito obrigado. Devido a avaria registada na moto do miúdo, não devia correr por um minuto”, confessou.
G.H