Jornal dos Desportos

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Modalidades

São Silvestre nas ruas de Luanda

Silva Cacuti - 31 de Dezembro, 2013

Apresentação da prova foi realizada ontem à tarde na capital em conferência de imprensa pela Federação de Atletismo

Fotografia: Francisco Bernardo

A 58ª edição da corrida de fim de ano, São Silvestre, sai hoje à rua com mais corredores inscritos,  que na edição anterior vencida pelo etíope Atsedu Tesfaye.
A organização fechou as inscrições com uma média de 1500  inscritos, entre populares, federados e atletas estrangeiros, contra pouco mais de 1200 que correram a 57ª edição a 31 de Dezembro de 2012.

Estes dados foram apresentados ontem durante a conferência de imprensa de apresentação da prova, realizada nas instalações do Instituto de Formação da Administração Local (Ifal).

Adriano Nunes, director de prova  não apresentou os nomes sonantes de corredores para esta prova,  e não confirmou a presença da vencedora do ano passado, a queniana Priscah Jeptoo e disse que o número de inscritos não é exato, em função de desistências.

Os 10 Km de percurso estão “limpos”, sem buracos, colectores assinalados, viaturas e sucatas removidos. Juízes e cronometristas, tal como Forças da Ordem Públia e serviços médicos estão mobilizados.

A organização vai colocar seis postos de abastecimento  ao longo do percurso. Todos os representantes provinciais e corredores internacionais estão alojados no Instituto de Formação de Administradores Locais, onde estão criadas condições aceitáveis de alojamento.

Até à realização da conferência de imprensa tinham chegado a Luanda representantes de seis países, nomeadamente,  Portugal, Brasil, Etiópia, Quénia, Macau e RDC. No que toca às representações provinciais, até ontem tinham chegado atletas do Kwanza- Sul, Huíla, Bié, Moxico, Namibe, Cabinda, Bengo, Lunda- Norte, Lunda- Sul, Uíge, Benguela, Kuando- Kubango, Zaire e Huambo.

Após à conferência de imprensa seguiu-se a reunião técnica e o reconhecimento do percurso da 58ª edição.

Adriano Nunes deu garantias de que está tudo a postos para o tiro de largada, que vai ser  dado às 17H30, no largo da Mutamba. Da partida os corredores tomam o sentido ascendente, para o Largo Serpa Pinto, Avenida Revolução de Outubro, tomam  a Avenida Ho Chi Minh, Largo das Heroínas, Largo 1º de Maio, entram pela Alameda Manuel Van-dúnem, descem a Rua da Missão, continuam na Cirilo da Conceição, passam pela Avenida 4 de Fevereiro, Largo do Baleizão, tomam a Rua Manuel Fernando Caldeira em direcção ao Estádio dos Coqueiros, onde está a meta final.

Populares correm sem seguro
A organização da 58ª edição da corrida de fim de ano, que hoje sai á rua assegurou a participação de cerca de 100 corredores internacionais inscritos e atletas federados, deixa de parte os atletas populares anunciaram Adriano Nunes, director de prova, ontem durante a conferência de imprensa de apresentação da prova.

“Estão assegurados todos os corredores internacionais e os atletas federados” disse, sem adiantar em que seguradora foi feita a apólice. Em relação à falta de cobertura de seguro aos corredores populares, o responsável limitou-se a dizer que “é assim que se faz em todas as provas do Mundo”.

DE TALENTOS
Apoios institucionais
inviabilizam inclusão


A falta de apoios institucionais inviabilizou a inclusão de novos talentos que despontam em diferentes clubes filiados na Associação Provincial de Atletismo da Huíla. A constatação é do presidente da direcção da Associação Provincial de Atletismo da Huíla (APAH), Pedro Ndala, em entrevista ao Jornal dos Desportos, quando procedia ao balanço das actividades desenvolvidas em 2013.

“O atletismo na Huíla segue os seus passos tal como as outras modalidades; também vivemos algumas dificuldades relacionadas com os apoios institucionais que devem ser dadas à modalidade”, disse.

Pedro Ndala assegurou que a massificação tem sido objecto de tratamento. Porém, é preciso dar sentido de desenvolvimento aos jovens que despontam em diferentes clubes. O exemplo observou-se quando da realização, há dias, da segunda edição da corrida pedestre denominada “Mini São Silvestrinha” que movimentou muitas crianças e jovens da cidade de Lubango. O dirigente sublinhou que os clubes locais devem ter a iniciativa de acolher os valores, ao mesmo tempo que reconheceu as dificuldades financeiras para suportar as modalidades "pobres". Essa situação, observou, faz com que enveredem para as modalidades colectivas.

A massificação de atletismo na Huíla "é uma evidência" que acalenta esperança, mas o sentido de desenvolvimento tem de ser uma certeza, segundo Pedro Ndala.
Gaudêncio Hamelay, no Lubango

HOJE
Bié disputa
São Silvestre


Atletas paralímpicos vão representar a província do Bié, na corrida pedestre de fim-de-ano, a São Silvestre, anunciou ao Jornal dos Desportos o secretário-geral do Bié do Núcleo dos Desportos Adaptados, José Chimuco.

O responsável disse que a competição que se realiza hoje em Luanda vai contar com os atletas Bofilia Mbuio e João Feliciano, da categoria T41, Adolfo Sambuanda e Aurora Elombo, da categoria Auditiva, e Lucas Salomão, da classe T38.

O atleta paralímpico do Núcleo Provincial dos Desportos Adaptados do Bié, Alberto Lussassse, de 26 anos de idade, da classe T46 (deficiência dos membros superiores) é o único angolano a competir na corrida de fim-de-ano na República de Cabo Verde, que se disputa também hoje.
 José Chaves