Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Schumacher assina contrato com a Ferrari

23 de Fevereiro, 2016

Filho do tetracampeão mundial quer brilhar na categoria à semelhança do pai

Fotografia: AFP

Mick Schumacher que é filho do campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher, vai continuar na Fórmula 4 em 2016, mas numa nova equipa: a italiana Prema Powerteam, ligada à Ferrari.

"A Prema Powerteam é para mim a próxima etapa perfeita para ser melhor e virar um piloto mais completo", afirmou Schumacher Jr, que vai completar 17 anos a 22 de Março.

"A equipa é muito experiente e aberta, com uma excelente cooperação com os pilotos", acrescentou o jovem que vai na sua segunda temporada na categoria.
O entusiasmo é compartilhado por Angelo Rosin, director da equipa italiana que  disse-se "orgulhoso de receber Mick Schumacher, que tem um potencial que não pára de crescer e já possui um ano de experiência na Fórmula 4".

Ainda falta definir,  se Schumi Júnior vai disputar  o campeonato ADAC, como no ano passado, ou a F4 Itália.
Mick Schumacher estreou-se no ano passado pela equipa holandesa de Frits van Amersfoort. Vencedor no início da temporada da prova em Ochersleben, terminou o campeonato de 2015 na décima posição, atrás de pilotos com mais experiência.


PRETENSÃO
McLaren quer evitar vexame da época transacta


Depois de passar por uma das piores temporadas da história, a McLaren lançou no domingo o carro para 2016. O modelo conta com uma pintura diferente, predominantemente preta, mas a grande expectativa da equipa que vai  contar pelo segundo ano seguido com os ex-campeões do mundo Fernando Alonso e Jenson Button, é pela melhoria do motor Honda.

No lançamento, Alonso destacou os detalhes aerodinâmicos do carro. "O pacote aerodinâmico mostra uma fantástica atenção ao detalhe. Todo o carro é precioso e de facto, está muito bem desenhado do ponto de vista aerodinâmico e estou 100 por cento pronto para o desafio que vem pela frente."

Button, por sua vez,  mostrou-se optimista com a evolução da parceria com a Honda, ao longo de 2015. "A enorme quantidade de trabalho duro que fizemos durante o Inverno no desenvolvimento do MP4-31, faz-me estar imensamente orgulhoso e portanto, entro numa nova temporada com mais motivação e esperança", declarou.

"Apesar dos altos e baixos que vimos no ano passado, houve melhorias constantes durante todo o ano, e isso  dá-nos  confiança sobre o rumo do design que estamos a adoptar. Há muitas coisas positivas que podemos construir sobre isso e uma base sólida para seguir adiante".

A unidade de potência foi o grande ponto fraco da equipa em 2015, quando fez a sua estreia - ao contrário dos rivais, que tinham  o seu segundo ano com a tecnologia dos motores V6 turbo híbridos - e sofreu com mais de 200 cv a menos.

O CEO da McLaren, Ron Dennis, contudo, preferiu não fazer previsões claras sobre os objectivos da equipa para 2016.
"Nós embarcamos no segundo ano da nossa renovada parceria com a McLaren -Honda, todos nós seguimos unidos no nosso propósito. O propósito é desenvolver a nossa equipa e partilhar a nossa ambição: vencer.

Não vamos fazer previsões sobre quando as vitórias virão, mas posso dizer sem medo de contradizer-me que cada membro da nossa equipa trabalhou com extrema dedicação nos últimos meses. O resultado é que a trajectória de desenvolvimento do MP4-31 foi muito útil, ao longo do Inverno, e consequentemente estou muito orgulhoso dos esforços da nossa equipa", disse Ron Dennis

Em 2015, a McLaren foi  a nona colocada, à frente da Manor, única equipa que não marcou pontos no campeonato. Nos últimos anos, desde que estabeleceu uma parceria com a Mercedes que acabou em 2013, a equipa mantinha uma pintura prateada. No entanto, a equipa segue sem ter um patrocínio master, como foi o caso dos últimos anos. Sem um título desde o mundial de pilotos de 2008, a equipa está a enfrentar dificuldades em manter os patrocinadores.

Do ponto de vista aerodinâmico, a McLaren parece seguir com o modelo traseiro mínimo, algo de críticas no ano passado por dar pouca margem de manobra ao fabricante de motores.