Jornal dos Desportos

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Modalidades

Schumacher e Hamilton entre os mais titulados

Altino Vieira Dias - 10 de Agosto, 2019

Piloto ingls a par do lendrio alemo Michael Schumacher somam cada cinco ttulos de campees de Frmula 1

Fotografia: DR

Condições meteorológicas imprevisíveis, pistas secas e molhadas, sol, chuva, calor, frio, acidentes, mortes, curvas à direita e à esquerda, rectas curtas e longas, zonas de DRS, ultrapassagens de cortar a respiração, adrenalina, mudanças de países, continentes, de pilotos e de equipas, fazem da Fórmula 1 a modalidade de maior referência do mundo do desporto a motor. 

No entanto, certas pessoas perguntam-se o porquê de uma profissão desta? Por que as pessoas dão tanta importância à rivalidade entre os pilotos, se eles são apenas homens, que correm dentro de um circuito fechado? Ou até se os pilotos são anormais, rebeldes, lunáticos ou suicidas? Já os amantes da modalidade ou entendedores da matéria, choram e rezam pelos pilotos, acenam-lhes, apostam neles, discutem e lutam por eles, acreditam que são pessoas normais, sonhadores, de coração de paz e amor, que lutam desesperadamente, para deixarem a sua marca na história e na vida de todos que amam e apoiam, directa ou indirectamente, este desporto e não só.

Desde o seu início em 1950 em Silverstone, Grã-Bretanha, a Fórmula 1 já teve e tem equipas e pilotos de vários países e continentes diferentes, sendo o asiático o único que ainda não tem nenhum campeão, apesar de produzir motores campeões demolidores, como os pilotados por Alain Prost e Ayrton Senna, na McLaren-Honda, nos dourados anos oitenta. Os pilotos europeus, têm levado os títulos de campeões há mais de vinte anos. O último piloto não europeu a vencer o campeonato de Fórmula 1, foi o canadense Jacques Villeneuve, filho de Gilles Villeneuve, em 1997, quando pilotava a toda poderosa Williams Renault.

O argentino Jean Manuel Fangio, o escocês Jim Clark, o canadense Gilles Villeneuve, o francês Alain Prost, o austríaco Niki Lauda, o brasileiro Ayrton Senna, os ingleses Graham Hill, Jack Steward e Lewis Hamilton, os alemães Michael Schumacher, Sebastian Vettel e o espanhol Fernando Alonso, são maiores referências no que diz respeito a pilotos. Em relação a equipas são a Ferrari, Tyrrell, McLaren, Williams, Mercedes e Red Bull dos 69 anos de Fórmula 1, mas a Ferrari, apesar de não conquistar um título de pilotos e equipa há mais de oitos anos, está a nível de uma outra “galáxia” e já não pode ser considerada uma estrela, mas sim uma “hiper-estrela\", por ser a escuderia com mais vitórias, mais poles e a única presente, desde o primeiro campeonato em 1950.

Fangio, campeão dos mundiais de 1951, 1954, 1955, 1956, 1957, Schumacher (1994, 1995, 2000, 2001, 2003, 2004) e Hamilton (2007, 2014, 2015, 2017 e 2018) são os pilotos mais titulados da Fórmula 1, sendo os dois últimos os  mais “invejados”, embora muitas pessoas acreditem que eles só estão com estes números, por correrem em equipas “demolidoras”. A era híbrida tem sido marcada pela superioridade da Mercedes, e Lewis Hamilton tem sido a sua principal arma mortífera, o que faz com que os seus resultados pareçam não ser de muito mérito, mas, sim, devido a capacidade da equipa. 

O holandês Max Verstappen disse não achar, que Hamilton seja o melhor piloto da sua geração na Fórmula 1, apesar dos títulos que ostenta. Afirmou, que o espanhol Fernando Alonso também poderia ter sete ou oito títulos, caso tivesse um bom carro. Max diz ainda que o número de títulos de Hamilton não o definem como super-piloto da sua geração. 

O alemão Nico Rosberg, campeão do mundial de 2016, diz que Max é mais piloto que Hamilton e acha que, se estivessem na mesma equipa (Hamilton e Max), Max estaria à frente de Hamilton na classificação. Para o alemão, campeão de 2016 pela Mercedes, Max é o melhor piloto de momento. Hamilton disse que gostaria de ter Verstappen como companheiro de equipa, apesar de gostar de partilhar a equipa com o finlandês Valtteri Bottas. 

Para Hamilton, a dupla com o holandês seria uma oportunidade de mostrar melhor desempenho, com as mesmas condições. Para o canadense Jacques Villeneuve, campeão do mundial de 1997, alguns pilotos são fantásticos em equipas pequenas e inúteis nas grandes. 

Mas certo mesmo é que deve ser feita uma vénia a Schumacher e a Hamilton, por serem tão bons em bons carros, o mesmo aconteceu a Prost, Senna, Alonso e Vettel, senão teríamos que passar um certificado de incompetência aos colegas de equipas desses pilotos. Fangio é o único piloto, até aos dias de hoje, que conseguiu vários títulos consecutivos em carros diferentes, por esta razão deveria ser considerado o único e o maior mito que a Fórmula 1 já teve.

Aconteça o que acontecer, a Fórmula 1 é um desporto que veio para ficar, não importa o lugar do piloto na classificação da corrida ou no final do campeonato, pois este já é um campeão, por fazer parte do mundo desportivo dos “campeões”.