Jornal dos Desportos

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Schumacher pode ficar inválido para o resto da vida

25 de Junho, 2014

Michael Schumacher não deve recuperar totalmente do acidente de esqui de Dezembro do ano passado,

Fotografia: AFP

O neurologista Erich Riederer, familiarizado com doentes em coma, afirmou acreditar que Michael Schumacher não deve recuperar totalmente do acidente de esqui de Dezembro do ano passado, nos Alpes franceses. "Vai ficar inválido para o resto da vida e vai sempre depender da ajuda de terceiros", avançou, referindo-se aos danos "permanentes" sofridos pelo piloto.

O médico realça, no entanto, como "mensagem incrivelmente positiva" o facto de Schumacher ter voltado à consciência depois de um coma de seis meses. Para o especialista, um "sucesso" seria o campeão de Fórmula 1 conseguir ficar sentado sem ajuda  daqui a três meses e conseguir manobrar uma cadeira de rodas eléctricas dentro de seis meses. O prognóstico de Erich Riederer é semelhante ao de Gary Hartstein, ex-médico da Fórmula 1, para quem também é evidente que Schumacher nunca vai recuperar  significativamente das lesões cerebrais provocadas pelo acidente.

O antigo piloto de Fórmula 1, de 45 anos, saiu do coma e abandonou no começo desta semana o hospital francês de Grenoble onde estava internado depois do acidente sofrido a 29 de Dezembro de 2013, quando esquiava numa estância de Meribel, nos Alpes franceses, batendo com a cabeça numa pedra.

Wolff  preocupado com rivalidade

O Chefe da Mercedes Toto Wolff ficou descontente com a "pole position" conseguida por Felipe Massa no Grande Prémio da Áustria e a segunda posição da grelha de partida para o seu companheiro Valtteri Bottas, que acabou  por facilitar a hegemonia de Lewis Hamilton e Nico Rosberg na primeira fila.

Wolff alerta que a disputa acirrada entre os seus dois pilotos pode estar a abrir espaço para as equipas rivais. "A nossa prioridade deve ser a de deixar os dois competir um contra o outro - nós não queremos interferir de fora e manipulá-los numa ou noutra direção. Porém, no treino classificatório o ambiente não era como nas corridas anteriores: vemos que está a ficar muito competitivo, a transparência está a sofrer um pouco e nós precisamos de garantir, que isso, não seja prejudicial para a equipa”, afirmou Wolff.

A preocupação do dirigente surgiu após ver Massa ficar com a pole, seguido por Bottas, enquanto Nico Rosberg ficou em terceiro e Lewis Hamilton, em nono. Na corrida, os pilotos da Mercedes recuperaram e garantiram a dobradinha nos lugares mais altos do pódio. Ao fazer a sua análise sobre o que precisa ser melhorado na equipa, Wolff cita que é necessário manter a transparência.

“Nós só precisamos manter o mesmo nível de transparência. Está a tornar-se claramente muito competitiva,  quanto mais tempo passar a época mais competitiva ela vai ficar. Transparência é tudo sobre a troca de opiniões e aprender uns com os outros”, afirmou. A preocupação principal do dirigente é garantir que os pilotos não escondam coisas um do outro a pensar  no benefício próprio, já que começaram a surgir boatos de que eles não estavam a dar o melhor de si antes do Q3 para esconderem o real potencial dos carros.

"Eu não estou a dizer, que isso aconteceu, nós simplesmente não queremos ver voltas perdidas quando precisamos aprender sobre o carro. O principal objetivo dos pilotos é vencer o Mundial de Pilotos, o nosso é vencer o Mundial de Construtores e ter a certeza que um deles vence o Mundial, então talvez nós precisemos de vencer o de Construtores para depois os deixarmos livres”, concluiu.

MOTOR
Red Bull exige
acção da Renault

“Inaceitável”. Foi assim que Chris Horner, director da Red Bull, reagiu a mais um GP onde a equipa não teve qualquer hipótese de discutir os lugares da frente. Horner referia-se às dificuldades da Renault em chegar a um patamar de desenvolvimento dos motores (unidades motrizes, face às características híbridas do conjunto) que esteja próximo da Mercedes. Embora esteja afastada a hipótese de a Red Bull avançar ela própria para a construção de motores, o certo é que a aliança dourada que valeu quatro campeonatos consecutivos está agora em causa. E até o patrão da marca de bebidas energéticas surgiu a pressionar a Renault. “A situação é séria. O desenvolvimento dos motores tem de ser prioridade máxima”, afirmou Dietrich Mateschitz.