Jornal dos Desportos

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Sebastian Vettel apontado como favorito no GP da Alemanha

Altino Vieira Dias - 21 de Julho, 2018

Piloto alemo pretende destronar o britnico Lewis Hamilton

Fotografia: DR

O Campeonato Mundial de Fórmula 1 está apenas a meio da temporada, mas uma boa parte dos fãs e os analistas do lar dos \"heróis do mundo das rodas\" já fizeram as suas apostas de quem será o título de 2018.
A maior parte apostou em Sebasttian Vettel, relegando Lewis Hamilton para o vice-campeão, alegando que, em 2018, não haverá espaço para Bottas e muito menos uma incursão de Raikkonen, Ricciardo ou Verstappen na luta pelo título.
Os quatro títulos de Vettel foram alcançados na Red Bull. Agora, ao serviço da Ferrari, ele poderá entrar na célebre lista de pilotos campeões pela escuderia dos carros vermelhinhos, destronando assim o poderio da Mercedes e de Lewis Hamilton.
No ano passado, o piloto alemão \"fez feio\" e perdeu o campeonato. Tudo o que poderia ter sido um mar de rosas para Vettel, se transformou num autêntico pesadelo. Ele não só foi batido por Hamilton na luta pelo campeonato, como também quase perdia o vice-campeonato para Bottas.
Mas desta vez, o piloto está numa condição bem diferente. A Ferrari parece estar ao mesmo nível que a Mercedes. Pois está a dar uma luta sem precedentes à Mercedes, e não é por acaso que estão a liderar o campeonato, razão pela qual, Vettel não vai querer deixar os seus créditos em mãos alheias. Ao contrário de Hamilton, ele sabe lidar muito bem com a pressão de cada lugar em que estiver na corrida.
 Se por um lado, muitos analistas e fãs acreditam  que este ano Vettel conquistará o seu quinto título, ainda que a Ferrari saia derrotada a nível de equipas; por outro lado, os fãs mais \"loucos\" da Mercedes afirmam que o cenário do ano passado irá repetir-se. Se isto acontecer, muitas pessoas ficarão de boca aberta, sem saber se a Ferrari perdeu o título pelas suas falhas ou se a Mercedes estava a utilizar a táctica de não demonstrar o seu verdadeiro andamento, para dar mais competitividade ao campeonato.
Temos ainda outros que dizem, que esta é apenas uma má fase da Mercedes e que, quando as flechas prateadas acertarem no ponto, Seb (Vettel) irá sentir a fúria e a agressão das estrelas das rodas da Mercedes.
O campeão de 2018 é ainda uma incógnita, mas acredita-se que Lewis ou Sebasttian sairão de 2018 com o quinto título. O segundo deseja sair em grande em 2018, para desforrar a derrota de 2017 e continuar com a marcha triunfante de títulos e, quem sabe, atingir os 7 títulos do seu “padrinho” Michael Schumacher.
Então, até lá (Novembro), vamos acompanhar e preencher os nossos dias, com as corridas em alguns domingos.

Red Bull continua a mostrar classe

A Red Bull, a par da Ferrari e da Mercedes, está entre as equipas mais bem sucedidas da actual grelha da Fórmula 1. Obteve sucesso há anos e podemos considerá-la uma equipa monumental, devido às suas glórias em tempos idos. Por lá, já passaram vários pilotos como David Coulthard, Mark Webber, Sebastian Vettel,  Daniel Keviat e outros.
 Em 2010, 2011, 2012 e 2013, Sebastian Vettel venceu os quatro e únicos títulos mundiais da equipa e até os dias de hoje, foi o único que conseguiu ser campeão pela escuderia. Nessa altura, fazia dupla com o australiano Mark Webber.
Em 2014, com a retirada de Webber, entrou um outro australiano, Daniel Ricciardo, que teve uma luta escaldante com Vettel. O recém-chegado à equipa, não ficou nem um pouco intimidado com o curriculum assustador do campeão em título e bateu-o sem piedade, de tal forma que Vettel não teve capacidade de resposta, para inverter o quadro. Ricciardo somou 3 vitórias e Vettel saiu do campeonato sem nenhuma, rumando assim para a Ferrari sem hesitar, perante tamanha humilhação.
Com o domínio absoluto da dupla da Mercedes (Lewis Hamilton e Nico Rosberg), a Red Bull já não obteve nenhum título e tem tido como consolo, apenas algumas vitórias ao longo dos campeonatos, com a sua dupla de pilotos formada por Daniel Ricciardo e Max Verstappen.
Tal como a McLaren fez em 2018, mudando de propulsor (de  Honda para Renault), em 2019, a Red Bull também irá trocar de propulsor. A diferença é que será do motor Renault para o Honda. Com o fim do casamento da Renault e a chegada da parceria com a Honda, a equipa e a experiência de Ricciardo e Verstappen, muita coisa poderá mudar e permitir à Red Bull voltar a ser campeã mundial em 2019 ou 2020. 
Mas uma coisa é mudar de motor apenas e outra é lutar pelo campeonato. A McLaren que o diga, as mudanças (casamentos) não estão a surtir efeito. 
Se os adeptos da teoria da conspiração, afirmaram que Fernando Alonso não será mais campeão na Fórmula, 1 devido à sua idade e à impaciência para com as equipas, o mesmo não se pode dizer de Max.
O  "miúdo" (Max) ainda tem muitos anos para correr na Fórmula 1 e, tal como Michael Schumacher fez na Ferrari, ele pode esperar 1, 2, 3 ou mesmo 4 anos pelo acerto do motor Honda, pela Red Bull , embora muitas equipas estejam de olho no "rapaz", uma vez que é bem conhecido pelo seu estilo arrojado de condução, perfeitamente dominado pela agressividade e rapidez.
Essas mudanças da McLaren e da Red Bull não parecem assustar a equipa italiana (Ferrari), nem tão pouco a alemã (Mercedes), pois apenas uma das duas irá ter um piloto com cinco títulos, igualando Fangio, e a outra continuará com um piloto com quatro. Contudo, as equipas tudo farão para continuarem com o maior número de títulos para os seus pilotos. A.V.D