Jornal dos Desportos

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Sebastian Vettel livre de colegas

Altno V. Dias - 02 de Agosto, 2018

Fotografia: Dr

O ano de 2019 ainda não chegou, mas o mercado das transferências já está a ficar agitado, nos bastidores da Fórmula 1. Equipas como Ferrari, McLaren, Williams, Sauber, Renault e Toro Rosso poderão ser o próximo lar para alguns pilotos. A McLaren, a Williams e a Toro Rosso estão entre as poucas equipas que apostam em pilotos novatos, já que a Ferrari contrata  sempre pilotos mais experientes.
Sebastian Vettel é sinónimo de talento incrível, paciente, rápido, características que estão patentes no mundo do automobilismo. Ele já não tem nada a provar, para muitos analistas. No entanto, os fãs da Fórmula 1 acreditam que ele  deveria ter um colega ao nível ou calibre de pilotos como Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Daniel Ricciardo  ou mesmo de Max Verstappen, pois aí poderiam ver o quanto ele mais vale. Os dois primeiros não só já foram colegas na mesma equipa, como também já tiveram colegas muito competitivos.
Com Hamilton e Ricciardo a prolongarem o contrato com as suas equipas, Vettel escapa da “sorte ou azar” de tê-los como colegas de equipa para o próximo ano, pois ele já viveu está experiência com Daniel Ricciardo em 2014, na altura em que pilotava pela equipa Red Bull e não foi nada boa.
Ricciardo, que acabava de chegar à equipa dos ‘touros vermelhos’, não se sentiu nem um pouco intimidado com Vettel, que tinha e continua a ter um curriculum assustador, com recordes batidos e feitos por ele. Ricciardo humilhou Vettel, pois ‘facturou’ três vitórias contra nenhuma deste. Perante tal situação, Vettel rumou para a Ferrari sem exitar. Muitos fãs de Daniel Ricciardo afirmam, que este seu prolongamento de contrato com a Red Bull pode ter influência de Vettel. Ou seja, Vettel vetou a ida de Ricciardo para a Ferrari, com receio de  perder a “coroa de menino dos olhos bonitos”, uma vez que já viveu essa experiência na Red Bull, onde ostentava o título de tetra-campeão.
Olha que este suposto veto pode não durar muito tempo, pois tanto a Ferrari como Ricciardo já mostraram interesse mútuo, o que quer dizer que Vettel  poderá estar nas garras de Ricciardo, em 2020 ou 2021.
 
ALONSO NA FERRARI
E  PEREZ  NA MCLAREN ?

No entanto, não nos podemos esquecer de que ainda temos alguns pilotos, que podem estar à solta na dança das cadeiras. Entre estes, estão nada mais nada menos que  Fernando Alonso, Carlos Sainz Jr, Sergio Perez e Lence Stroll.
De realçar que Alonso já esteve na Ferrari e que tem a sorte de conseguir voltar às suas  ex-equipas, tal como já aconteceu na Renault e na McLaren. E porque não poderia acontecer na Ferrari? Qualidades não lhe faltam. Kimi Raikkonen, que foi o último piloto a ter conseguido vencer o campeonato do mundo pela Ferrari, isto em 2007, em que surpreendeu e bateu os McLaren, na altura pilotados por Fernando Alonso e Lewis Hamilton, tem demonstrado pouca competitividade em relação aos pilotos rivais da Mercedes (Hamilton e Bottas), facto que pesa nas contas finais do título de construtoras.
Apesar de ter mais pontos do que Bottas, nada surpreenderá se, no dia 25 de Novembro de 2018, o quadro for invertido. Então, se a  Ferrari deseja vencer o título de pilotos e de construtoras, deveria ter um piloto bem mais competitivo do que Raikkoenen. Alonso seria um bom candidato, mas esta situação poderia trazer  fortes dores de cabeça a Vettel e à Ferrari. Poderia fazer lembrar as míticas batalhas travadas nos anos 80 entre Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren, ou mesmo as batalhas de 2014, 2015 e 2016 na Mercedes, entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg.
No entanto, há quem acredite que Vettel em nada fica a dever Alonso ou a Hamilton em termos de competitividade e, ao contrário dos dois, Seb dificilmente critica de maneira dura a equipa, quando esta não está ao nível da corrida das rivais. Jacques Villeneuve acredita mesmo que Vettel é o grande herdeiro de Michael Schumacher na Ferrari e poderá  fazer a equipa voltar a sorrir.
Apesar de Carlos Sainz estar na equipa Renault e fazer uma boa dupla com Nico Hulkenberg, a escuderia McLaren poderá estar de olhos no piloto espanhol, para fazer dupla com o também espanhol Fernando Alonso. Pois o belga Stoffel Vandoorn não está a demonstrar um ritmo desejado e parece que o seu nome poderá vir à “baila”. Mesmo  que Alonso saia da equipa, outro nome que parece interessar aos ‘bosses’ da McLaren é o de Sergio Perez. Tal como Fernando Alonso, esta seria a segunda vez que o piloto  estaria ao serviço da McLaren, uma vez que foi ele quem substituiu Hamilton para fazer dupla com Jason Button.
Para muitos amantes da alta-velocidade, não importa quem é ou quem será colega de quem. O que eles adoram ver são as lutas renhidas entre pilotos e equipas. Venha o que vier, esperam sempre um campeonato mais competitivo.

Reacção

Tecnologia encanta os aficcionados

Atitude dos chefes de equipas, comissários, pilotos e estratégias nas boxes preocupa os amantes  da modalidade. A fórmula 1 continua a ser o desporto mais assistido no mundo do automobilismo, pois supera as outras categorias. É sem dúvida uma mistura de potência, brilhantismo, encanto e imprudência com combinação psicológica, intuição humana e dados de alta tecnologia, para delinear estratégias vencedoras para os seus pilotos, equipas e fãs.
Nos últimos anos, a Fórmula 1 tem “sofrido” inúmeras mudanças do tipo tecnológicas, económicas, punições duvidosas e atitudes anti-desportistas que, por vezes, se tornam pouco convencionais para os fãs assistirem.
Isto leva muitos ex-pilotos a afirmarem que ela já não tem a emoção das corridas do passado e que já não necessita tanto da perícia de pilotos, como nos tempos em que Fangio, Jim Clark, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna e outros corriam.  Pois, actualmente, pilotos menos experientes são capazes de fazer maravilhas, perante outros  mais experientes. O poder económico é outro assunto. Agora, pilotos com grande experiência ficam de fora da grelha, devido à falta de patrocínios. Outro aspecto negativo que assola a Fórmula-1 e principalmente as equipas de top,  são as ordens de equipas, para muitos, em alguns casos, é um autêntico exagero e tira a competitividade e emoção das corridas. SVD