Jornal dos Desportos

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Seis velocistas caram nas malhas

28 de Janeiro, 2017

Carter foi o mais recente corredor dos 100 metros planos a cair nas malhas do doping

Fotografia: AFP

O exame positivo de doping do jamaicano Nesta Carter, em reanálise à amostra colhida nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, faz que seis dos oito homens mais rápidos do mundo de todos os tempos, já se envolveram em consumo de substâncias ilegais.

Do selecto grupo formado por velocistas, que obtiveram os melhores tempos até hoje nos 100 metros rasos, escapem incólumes o também jamaicano Usain Bolt, actual recordista mundial, e o americano Maurice Greene, já aposentado.

Na quinta-feira, o Comité Olímpico Internacional (COI) retirou a medalha de ouro conquistada pela Jamaica na estafeta 4x100 metros rasos, nos joos de Pequim 2008, devido ao doping de Carter. Os atletas, Bolt, Asafa Powell e Michael Frater também formavam a equipa da ilha caribenha.

Com a decisão anunciada pelo Comité Olímpico Internacional (COI), o Brasil herda a medalha de bronze, já que terminou a final em quarta posição. O primeiro lugar fica com Trinidad e Tobago, enquanto a prata com a equipa japonesa.

Apesar da perder uma das nove medalhas de ouros que conquistou em diferentes edições dos Jogos, Usain Bolt continua incólume no fim da carreira. Enquanto isso, Carter, bem como o compatriota Asafa Powell e ainda Yohan Blake e Steve Mullings, e os americanos Tyson Gay e Justin Gatlin foram punidos em determinadas alturas por doping. A punição mais severa ao grupo de velocistas foi a Gatlin, campeão olímpico e mundial dos 100 metros, que ficou suspenso por um ano após ser apanhado num exame, em 2001, e por reincidência acabou punido por mais quatro anos, em 2006.

A segunda pena, inicialmente, chegou a ser de oito anos de suspensão por uso de testosterona. Como o atleta colaborou com investigações da justiça, escapou por ser banido do desporto, e posteriormente ainda teve a suspensão reduzida para metade.

Steve Mullings correu em 9s80, ficou dois anos afastado do atleismo por causa de doping, também por testosterona. Por causa da punição, acabou por ficar fora dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, para qual já estava classificado.

Tyson Gay, por sua vez, confessou em Julho de 2013 que acusou positivo em teste antes da competição. A Agência Antidoping dos Estados Unidos suspendeu-o por um ano, por isso, não disputou o Campeonato Mundial de 2013, em Moscovo.

Quanto a Asafa Powell chegou a ser recordista mundial em 2005, com 9s77, e posteriormente reduziu em cinco centésimos a marca, foi suspenso por 18 meses em 2014, ao ser apanhado em flagrante por consumir o estimulante oxilofrina.

Yohan Blake admitiu em Setembro de 2009 que tinha utilizado a substância metilxantina, antes da disputa do Campeonato Jamaicano de Atletismo, três meses antes. Por causa disso, foi punido no país por três meses.

Maurice Greene, por sua vez, está livre das acusações, embora em 2008, fosse investigado pela justiça americana, após ser citado pelo mexicano Ángel Guillermo Heredia, com a acusação de ser fornecedor de substâncias dopantes, como um comprador. O velocista, no entanto, acabou livre de acusações.