Jornal dos Desportos

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Seleco angolana conquista o trofu

Silva Cacuti e Rosa Napoleo - 02 de Março, 2015

Seleco Nacional aprovou no primeiro teste visando o torneio pr-olmpico da competio marcada para Luanda ainda este ms

Fotografia: Jos Soares

Cerca de seis mil espectadores testemunharam, ontem, a consagração da Selecção Nacional feminina no torneio "Angola 40 anos" após vitória, 22-14, sobre a congénere do Brasil, em jogo que marcou o encerramento da prova enquadrada nos festejos do 40º aniversário da Independência Nacional, que se assinala a 11 de Novembro do ano em curso.

O andebol tributou a primeira festa à Independência Nacional com exibição do grupo carnavalesco Sagrada Esperança ao intervalo. O jogo teve o seu intervalo aos 20 minutos, foi jogado em 40 minutos, devido à redução do plantel brasileiro que, por lesões ficou sem cinco das suas atletas.
Até aí a equipa angolana já tinha cinco golos de vantagem no marcador, 12-7.

Marta Dos Santos, Azenaide Carlos e Natália Bernardo foram as expoentes máximas desta primeira parte angolana. A equipa aproveitou bem a apatia inicial das brasileiras, cujo treinador denotava conformismo com as insuficiência do seu conjunto. Ao contrário do que lhe é peculiar, Morten Soubak não se levantou do banco em toda a primeira parte nem contestou a arbitragem.

No reatamento foram as brasileiras que, ante  a alteração do "sete" angolano conseguiram um parcial de 4-2 nos primeiros cinco minutos.
"Fecha, fecha, fecha" começava o canto da claque num extremo do pavilhão e, logo, misturado com palmas encorajadoras, se contagiava por todo o recinto. O ritual dava-se sempre que as brasileiras estivessem ao ataque. Começava com apupos.

Tínhamos atingido o minuto dez de jogo, restavam 10 para o fim. Ainda entravam pessoas no pavilhão. Toy "Limpa Chão" aproveitou uma paragem do jogo para colher aplausos às suas excentricidades. O ambiente era terrível para as brasileiras. A dupla de árbitros benguelenses, Aldair Lutukuta/Vladmir Chikuia dava boa conta de si. Nas hostes angolanas havia certeza de que a vitória era certa.

Aproximávamos do final. Os escudeiros que ao longo dos três dias de prova colaboraram, incansáveis, na organização e acomodação do pessoal dentro  do pavilhão recolhiam-se para um canto. Sinal de que a missão estava cumprida. Na quadra de jogos o confronto seguia os "trâmites legais", mas Angola já demonstrava prontidão para o que desse e viesse. Que venha o torneio pré-olímpico. Selecção A, com seis pontos ocupou o primeiro lugar da competição, seguida de Portugal e Brasil, com quatro e dois pontos, respectivamente. As Esperanças ocuparam o último lugar do torneio.

PODIO
Selecção de Esperanças fica em branco


À terceira não foi de vez. É o que se pode dizer da Selecção Nacional de andebol em esperanças que ontem terminou na última posição do torneio internacional "Angola 40 anos", após terceira derrota em igual número de jogos. A equipa nacional B de Angola perdeu ontem diante de Portugal por 26-28, com já desfavoráveis 12-14 ao intervalo.

A equipa angolana não teve um bom início de jogo, apresentou-se algo precipitada nas acções ofensivas e permitiu que as "tugas", ganhassem vantagem de três a quatro golos. A meio da primeira parte as comandadas de João Florêncio (o português atendeu pelas duas selecções nacionais inscritas) esboçaram uma reacção. Manuela Paulino na primeira linha e Delfina Mungongo "Didi" eram as mais inconformadas.

A Júnior do Petro de Luanda apontou cinco golos e Didi responsabilizou-se pela condução da equipa. Fez quatro golos. Na baliza, Ivete Simão dava boa conta de si. No reatamento, as angolanas continuaram com o ascendente e chegaram a passar à frente do marcador, fazendo 17-16, aos 38 minutos. A equipa ressentiu-se do esforço e viveu os cinco minutos seguintes sem marcar. Algum cansaço era visível. As portuguesas aproveitaram e construíram uma vantagem que depois geriram. A equipa de esperanças deixou bons indicadores.

DECLARAÇÔES

Apesar de ter ocupado o último lugar da prova, Pedro Neto, mostrou-se satisfeito com o desempenho das suas atletas. “Levamos daqui um indicativo claro de que as coisas estão bem com a equipa B, é uma equipa para o futuro. Penso que conseguimos atingir aquilo que se pretendia, fizemos de facto um bom trabalho, temos que ter em conta que elas não estão habituadas a esta pressão, este grau de exigências, enfim, estamos de parabéns.

Poderíamos ter chegado mais longe em termos de resultados neste torneio, mas o cansaço pesou nas atletas”. Sandra Fernandes, treinador de Portugal, começou por agradecer à organização.

“Devo parabenizar a organização que esteve bem, nós tivemos algumas baixas por conta de alguns problemas que tivemos com as atletas, algumas delas ficaram com desarranjos intestinais, não sei se a água ou a comida, o que complicou o desempenho delas. Apesar da derrota a equipa angolana esteve bem, estão de parabéns” .

FICHA TÉCNICA

Angola

 2- Ana Barros, 3- Iovania Quinzole, 4- Marta Dos Santos (4), 5- Iracelma Silva, 7- Elizabeth Caílo (1), 8- Lurdes  Monteiro, 11- Luísa Kiala (3), 12- Teresa Almeida, 13- Matilde André (1), 14- Natália Bernardo (2),  15- Azenaide Carlos (4),  16- Maria Pedro, 17- Wuta Dombaxi (3), 18- Lisandra Salvador, 19- Rossana Quitongo(1)
Treinador: João Florêncio
 
Brasil
Gabriela Moreschi
, 6- Amanda Andrade, 13- Lígia Silva (1), 14-Deborah Nunes , 15- Francieli da Rocha (3 ), 17- Daise Sousa, 20-Larissa Araújo (3 ), 21- Samara Vieira, 24- Isaura Menin, 25- Bárbara  Brocado (2 ), 26- Isabella Ansolin (2), 27- Jéssica Oliveira,  28- Lívia Horácio ( 3 ), 55- Dayane Rocha, 60- Célia Coppi , 92- Patrícia  Patista.
Treinador: Morten Soubak.