Jornal dos Desportos

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Modalidades

Selecção de Andebol presente no Rio

Silva Cacuti - 01 de Janeiro, 2016

Angola foi a melhor selecção africana no campeonato mundial na Dinamarca

Fotografia: José Soares

A qualificação da Selecção Nacional sénior feminina, pela sexta vez consecutiva, a qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e o domínio do 1º de Agosto nas competições de seniores feminino, foram as notas de realce da época desportiva do andebol em 2015.

Sob batuta do novo seleccionador, o português João Florêncio em substituição de Vivaldo Eduardo que deixou Angola na 16ª posição do Mundial da Sérvia e perdeu o título continental para a Tunísia, a Selecção Nacional sem fazer jogos vistosos terminou invicta no torneio pré-olímpico em que desfeiteou a Tunísia, campeã africana, por 26-23.

O torneio pré-olímpico, disputado de 19 a 21 de Março, no recinto do pavilhão principal da Cidadela Desportiva, foi o maior evento da modalidade acolhido no país e contou com as presenças do Senegal, Tunísia e RDC.

Já com o passe para o Rio'2016 garantido, a equipa nacional disputou a 22ª edição do Campeonato Mundial, disputada de 5 a 20 de Dezembro, na Dinamarca. Muita expectativa havia em torno do que pudesse ser a participação na prova. Angola ia apresentar-se ao mundo com um novo treinador que vinha com missão de  torná-la mais competitiva.

Angola acabou o mundial na 16ª posição, a mesma que tinha alcançado na edição disputada em 2013, na Sérvia, quando esteve sob orientação do angolano Vivaldo Eduardo.

No caminho para o mundial, a Selecção Nacional teve uma preparação ensombrada por carência financeira. A situação quase inviabilizou o estágio marcado para as regiões espanholas de Bilbao e Gijon.

Na primeira fase, inserida no grupo B, ao lado da Polónia, Holanda, China, Cuba e Suécia,  Angola obteve os seguintes resultados: Suécia (23-37), Holanda (24-37), Cuba (38-23), Polónia (27-29) e China (32-29). Nos oitavos de final, a selecção perdeu por 28-38 diante de Montenegro.

Ainda assim, Angola obteve a melhor prestação, dentre as equipas africanas. A Tunísia, campeã africana, acabou na 21ª posição, quatro lugares abaixo da sua anterior classificação, enquanto a estreante RDC foi  lanterna vermelha da prova.

1º DE AGOSTO ARRASOU
A CONCORRÊNCIA

No tocante à competição de 2015, pode dizer-se foi o ano da colheita dos investimentos que foram feitos no 1º de Agosto, tanto no capítulo de infra-estruturas, como em material humano.

Depois de receber as atletas que estiveram "emprestadas" ao Guardez de Espanha, a quem juntou Iracelma Silva e Natália Bernardo, idas do Petro de Luanda, o 1º de Agosto construiu um plantel auto -suficiente nas acções defensivas e ofensivas que lhe permitiu uma caminhada vitoriosa em quase todas as competições em que se inscreveu. À excepção foi para a Supertaça Francisco de Almeida, prova que perdeu para o rival, Petro de Luanda.

Para o alcance do sucesso, a direcção do emblema militar chamou para a equipa sénior feminina, Filipe Cruz, um activo que assistia os insucessos do sector, enquanto deixava a sua marca no historial do andebol masculino do clube.

Vale todo o investimento feito, na composição do plantel, mas vale também a estaleca de Filipe Cruz, o homem que comanda as senhoras do Rio Seco. Carlos Hendrick, presidente da formação militar, acertou no alvo quando tirou o técnico da equipa masculina e o colocou à frente da equipa feminina.

Com esta estratégia, o clube não só recuperou o título masculino que tinha perdido, mas cimentou a sua condição de maior força actual do andebol feminino.