Jornal dos Desportos

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Seleco faz acertos antes do teste

Melo Clemente - 12 de Agosto, 2016

Pupilas de Elisa Pires projectam a fase final do Campeonato Africano das Naes de basquetebol de sub-18 a decorrer no Cairo

Fotografia: Jos Cola

A Selecção Nacional de basquetebol feminina de sub-18 faz esta manhã as últimas correcções, antes de defrontar amanhã, sábado, às 8h00, no Pavilhão Anexo número dois da Cidadela Desportiva, em amistoso, o Misto de Luanda, partida enquadra no âmbito da sua preparação tendo em vista a disputa da fase final do Campeonato Africano das Nações da "bola ao cesto", vulgo Afrobasket, prova a decorrer no Cairo, Egipto, de 26 do mês em curso a 04 de Setembro próximo.

Hoje, a partir das 8h00, as comandadas de Elisa Pires, seleccionadora nacional, voltarão a aprimorar os aspectos técnicos e tácticos, sem descurar, como é evidente a componente física, bem como os lançamentos à longa e curta distância respectivamente.

A entrega aos trabalhos por parte das convocadas para a "operação" Cairo, Egipto, prova selectiva ao Campeonato do Mundo de sub-19, isto em 2017, tem deixado satisfeita a seleccionador nacional que vai em busca da melhoria do quinto lugar alcançado na edição passada.

"Nesta fase estamos a trabalhar mais os aspectos técnicos e tácticos, com realce para a componente defensiva. Queremos que a selecção nacional possa fazer jogos com elevado grau de organização, razão pela qual, temos aprimorado sistematicamente estes aspectos. Felizmente, a entrega das mesmas aos trabalhos tem sido total. Aliás, não poderia ser diferente porque todas elas lutam por um lugar entre as doze que vão seguir viagem para o Cairo, a fim de defenderem as cores da bandeira nacional", revelou a seleccionadora nacional.

Entretanto, amanhã, sábado, acontece o primeiro jogo de controlo do cinco nacional, partida em que a dupla técnica Elisa Pires e João Manuel vai aproveitar para começar a aferir o poderio das meninas.

"Sábado vamos defrontar o Misto de Luanda, constituído maioritariamente pelas atletas do Grupo Desportivo O Maculusso, naquele que será o nosso primeiro e o único jogo de controlo da semana", revelou  Elisa Pires.

O combinado nacional vai realizar seis a sete jogos de controlo, antes de embarcar para o palco da competição, de acordo com a seleccionadora nacional.

"Nós vamos realizar seis a sete jogos de controlo, antes de rumarmos para o Cairo. Acreditamos que com estes amistosos a selecção nacional estará capacidade para encarar a fase final do Campeonato Africano das Nações de basquetebol na categoria de sub-18 com maior naturalidade".

Gorado que está o estágio pré-competitivo no exterior do país, por dificuldades financeiras, o combinado nacional vai realização toda a sua preparação na capital do país, Luanda.

"Infelizmente, o nosso país está a atravessar uma crise, resultante da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, razão pela qual, a direcção da federação angolana da modalidade não conseguir proporcionar a este grupo de atletas um estágio pré-competitivo no exterior do país.

Portanto, vamos finalizar a nossa preparação em Luanda para posteriormente seguirmos directamente para o local da competição", finalizou.

A Selecção Nacional vai defrontar igualmente as formações juniores masculinas do 1º de Agosto, Atlético Petróleos de Luanda e Futebol Clube Vila Clotilde respectivamente.


Tiro aos Pratos
Paulo Silva vira atenções para o Grande Prémio


O campeão nacional de fosso olímpico, Paulo Silva, direcciona as suas atenções para a disputa da sexta jornada do Campeonato Nacional de Fosso Olímpico que o campo do Clube de tiro e Pescas do Lubango vai acolher nos dias 26, 27 e 28 do presente,  denominado Grande Prémio Nossa Senhora do Monte, no âmbito das festividade da cidade.

Desde ontem na capital do país, vindo do Brasil, onde participou no torneio de fosso olímpico dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Paulo Silva regressa a província da Huíla motivado em defender as cores do clube 1º de Agosto na empreitada que vai reunir a nata de atiradores nas terras altas da Chela em busca da melhoria na classificação geral da época 2016.

Em virtude de ter rumado para o Rio de Janeiro sem disputar a final da quinta jornada, realizada dia 31 do pretérito mês de Julho para comemorar o 39 aniversário do clube 1º de Agosto, Paulo Silva está certo de que necessita de uma pontuação mais conseguida na próxima prova do nacional para se manter entre os candidatos ao título, tendo em conta a forma aguerrida em que os seus opositores Paulo Guga, Francisco Gastão e Jorge Perestrelo se estão a pautar.

O atirador sente-se reconfortado por ter representado as cores nacionais na maior competição internacional, não obstante os resultados terem ficado muito aquém dos principais concorrentes, daí que acredita que uma preparação cuidadosa nos dias que antecedem o Grande Prémio Nossa Senhora do Monte pode resultar na conquista do troféu para a galeria do 1º de Agosto.

Paulo Silva reiterou o seu agrado pelo apoio moral e material que recebeu aquando da sua participação nos jogos olímpicos, algo que, segundo afirma, "representa o espírito de unidade nacional e solidariedade com povos de outras nacionalidade", de forma que fortalece a sua crença quanto a capacidade que o desporto possui para manter coesa a unidade entre os povos.

A presença de altas personalidades no evento, afirma Paulo Silva, tem servido de incentivo para qualquer atleta que procura, com esmero, passar uma imagem condigna do país entre as nações, uma realidade que, na sua opinião, "tem sido confirmada com as brilhastes exibição de todos os atletas nas diversas modalidades".
Helder Jeremias


No Rio de Janeiro
Carmelo bate recorde


Enganou-se quem pensava que a partida desta quarta-feira seria mais um passeio dos Estados Unidos. Muito pelo contrário. Foi um dos jogos mais difíceis da equipa nos últimos dez anos. Na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, a Austrália deu trabalho aos norte-americanos – venceu o primeiro tempo -, mas não conseguiu manter o ritmo até o final e virou mais uma vítima do Dream Team na Rio-2016. A vitória, por 98-88, foi a terceira dos EUA na competição, e o primeiro susto dos australianos.

A estrela da partida foi Carmelo Anthony, que virou o maior cestinha da história da selecção em Jogos Olímpicos, e salvou os EUA do que poderia ser a primeira derrota nos últimos 10 anos. O último tropeço do Dream Team aconteceu no Mundial de 2006, quando perdeu a semifinal para a Grécia e terminou a competição apenas com a medalha de bronze.

"Foi uma grande partida. Estou feliz por ter conseguido ter feito um jogo como esse. Não existem palavras para dizer tudo que consegui aqui", disse Carmelo em entrevista ao Sportv. Sobre uma possível medalha de ouro, o jogador esbanjou confiança. "Sim, estamos prontos. Hoje foi um grande teste para nós. Temos que estar preparados para jogos assim", completou. O maior cestinha da história da selecção norte-americana de basquetebol em Jogos Olímpicos. Com os 31 pontos anotados contra a Austrália - maior pontuador do jogo -, ele chegou a 293 pontos, 20 a mais que LeBron James, que não veio ao Rio de Janeiro. Essa é a quarta Olimpíada do extremo do New York Knicks, que ficou com o bronze em Atenas-2004 e conquistou a medalha de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012.
Depois de empatar o primeiro quarto da partida por 29 a 29, a Austrália apertou o ritmo no segundo quarto e conseguiu impor a primeira derrota norte-americana em um quarto nos Jogos Olímpicos, com um placar de 25 a 20. Mais do que isso, o bom desempenho fez os australianos terminarem vencendo o primeiro tempo por 54 a 49.

A vitória australiana no primeiro tempo é justificada pelos óptimos números obtidos. A equipe da Oceania teve aproveitamento de 70% nos arremessos de quadra, contra apenas 25% dos rivais, e 63% nas bolas de três, contra 48% dos norte-americanos. Nos ressaltos, outro massacre: foram 16 defensivos contra apenas sete dos EUA.

Antes com 70% de aproveitamento, a Austrália viu seu rendimento cair no terceiro quarto. E contra os Estados Unidos, não se pode vacilar. Em menos de dois minutos, os norte-americanos fizeram 7 a 0, viraram o jogo e administraram a vantagem até o fim da parcial, vencendo por 70 a 67.

No último quarto, a Austrália voltou a encostar no placar, mas Carmelo Anthony, inspirado, guardou bolas importantes de três para salvar os Estados Unidos e garantir a terceira vitória norte-americana do Dream Team nos Jogos Olímpicos do Rio.

Os Estados Unidos não sabem o que é perder em Jogos Olímpicos há 12 anos. Com duas campanhas perfeitas em Pequim-2008 e Londres-2012, a última derrota aconteceu em Agosto de 2004, quando, em Atenas, foram derrotados pela Argentina na semifinal da competição. Vale lembrar que naquele ano, que, apesar de ter os jovens LeBron James, Carmelo Anthony e Dwyane Wade, os EUA foram com uma equipe considerada mista, os norte-americanos também tiveram dois tropeços na fase de grupos, para Porto Rico e Lituânia.