Jornal dos Desportos

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Modalidades

Seleco Nacional na fuga ao ltimo lugar

Silva Cacuti - 01 de Novembro, 2013

Pavilho da Cidadela Desportiva volta a fervilhar hoje com o melhor do basquetebol em cadeira de rodas do continente africano

Fotografia: Jornal dos Desportos

O jogo é aguardado com muita expectativa pelos adeptos angolanos, porquanto no primeiro jogo entre ambas as equipas  na primeira fase da prova, a Selecção Nacional deu indicadores de que a Nigéria está ao seu alcance. A vitória apertada dos nigerianos, por 39-42, mostra que os aspectos de pormenor e condicionalismos do momento podem ditar o desfecho da partida. Não se pode falar em superioridade de qualquer uma das equipas.

A modalidade existe na Nigéria há mais tempo do que em Angola. Contudo, a maior aposta que se faz cá, comparada com os nigerianos, faz com que as equipas sejam equiparadas tecnicamente.

A Selecção Nacional teve uma preparação que durou acima de dois meses, com estágio de 16 dias na África do Sul. A equipa de Rui Adriano tinha por objectivo a melhoria do 4º lugar alcançado em 2009, aquando da primeira presença em provas continentais. Naquela edição, a Selecção Nacional derrotou a Nigéria.

Contudo, no jogo de abertura da presente edição da prova, contra todos prognósticos, a Selecção Nacional foi surpreendida.

A pressão do público e o facto de jogar em casa tiveram um efeito contrário ao desejado, A equipa nacional teve um desempenho marcado por erros defensivos, falta de pontaria e até ao final da primeira fase, em cinco jogos realizados, só somou derrotas.

Hoje, espera-se por um comportamento diferente dos comandados de Raul Adriano. O treinador da Selecção deve orientar para a melhoria das percentagens nos lançamentos de campo, bloqueios defensivos e ofensivos e acertar no modelo defensivo com variações constantes entre a zona e a defesa homem a homem.

No ataque, a equipa deve criar as condições para explorar os lançadores Manuel Jamba, Alcino Panzo e Américo Chicomo.


MEIA-FINAL

Argélia e Marrocos definem finalista


As selecções da Argélia e de Marrocos decidem hoje o passe para a final do Campeonato Africano de Basquetebol em Cadeira de Rodas (Afrobasket) que Luanda acolhe desde o dia 26 de Outubro até amanhã. A partir das 16h15, as duas equipas entram em campo, na Cidadela Desportiva, para a disputa da primeira meia-final da competição.

Os argelinos, que na fase regular somaram cinco vitórias, em igual número de jogos, são encarados como os grandes favoritos da maior prova continental, depois de terem exibido o seu “poder de fogo” diante da África do Sul, campeã em título, com os expressivos 57-27.

Apesar de não ter participado na edição passada, a Argélia tem capital para fazer o pleno no Africano de Luanda, a julgar pela forma intransigente como fez o percurso no certame que junta as seis melhores selecções de África.

Diante dos líderes da fase regular está Marrocos, uma selecção que desembarcou em Luanda com rótulo de vice-campeã africana.

Portanto, o jogo afigura-se difícil, tendo em conta a qualidade dos atletas das duas equipas provenientes de Magreb. Os atletas são dotados de experiência obtida nos clubes europeus, onde actuam como profissionais.

A Argélia tem o seu forte na excelente mobilidade sobre o campo e médias razoáveis nos lançamentos à meia-distância, ao passo que os marroquinos são muito disciplinados na defesa, com maior pendor para o forte sistema de bloqueio. Do ponto de vista táctico, prevê-se uma partida equilibrada e o vencedor vai ser encontrado nos pormenores.

O técnico da Argélia, Toufik Meddour, é um homem comedido no seu discurso. O treinador avançou que a equipa fez um trabalho positivo até agora. Mas: “não pode ficar descansada, porque tem adversários com muito potencial. Cabe-nos continuar a trabalhar com a mesma determinação para erguermos o troféu no sábado”, reforçou.

O técnico marroquino, Steven Caine, reconhece que jogar diante da Argélia vai ser muito difícil, depois de garantir o quarto lugar na primeira fase. No entanto, reitera o objectivo de melhorar o segundo lugar conquistado em casa em 2011. “Cumprimos a primeira meta de passar à segunda fase. Por isso, mantemos intactas as nossas ambições”, reafirmou.
HELDER JEREMIAS