Jornal dos Desportos

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Seleco Queniana pode ser baixa nos Jogos Olmpicos

20 de Fevereiro, 2016

Alguns atletas do Qunia caram nas malhas do doping e a IAAF ameaa punir o pas

Fotografia: DR

A selecção queniana de atletismo pode ser impedida de competir nos Jogos Olímpicos Rio2016, caso se comprove não estar em consonância com o código da Agência Mundial Antidopagem (AMA).

A informação foi avançada pelo presidente da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), Sebastian Coe, que referiu punir qualquer país conivente com tentativas de ocultar situações de doping.

A situação surge depois do Quénia ter falhado na última semana o prazo para provar junto da AMA que está a fazer o suficiente no combate ao uso de substâncias dopantes.

“Sabemos que muito dos danos desproporcionais são causados por alguns países e temos que ser mais activos”, salientou Coe em entrevista televisiva e acrescentou que se for necessário, isso implica a ausência de Mundiais e Jogos Olímpicos.

O presidente da IAAF disse ainda saber que a AMA está muito atenta ao que se passa com a agência queniana antidopagem e que o trabalho prossegue com a monitorização da federação internacional.

Em Novembro, a Rússia foi suspensa por conivência do Estado em questões de doping, mas procura mostrar que fez as mudanças exigidas, antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

“Quando olhamos para a ‘montra de horrores’ que foi destapada nos últimos seis meses, ou um ano, a questão que nos colocamos – e não sou imune a isso – é como é que chegámos a este ponto”, questionou o responsável do atletismo mundial.

REACÇÃO
O presidente da Federação Queniana de Atletismo (FQA), Jackson Tuwei, desdramatizou na quinta-feira o alerta sobre o eventual impedimento àquela selecção africana de participar nos Jogos Olímpicos Rio2016.

O presidente da Federações Internacional de Atletismo (IAAF), Sebastien Coe, alertou que a selecção queniana pode ser impedida de disputar a maior competição desportiva mundial, caso se comprove que os procedimentos da FQA não estão em consonância com o código da Agência Mundial Antidopagem (AMA).

Confrontado com esta posição, Jackson Tuwei garantiu que a FQA está a colaborar com a Agência Antidoping do Quénia (ADAK), que deu à federação um prazo de dois meses para provar que não existe qualquer irregularidade. “A federação está a trabalhar de perto com a ADAK que nos deu dois meses. Vamos trabalhar dia e noite para cumprir com todas as exigências”, assegurou o dirigente queniano.

Jackson Tuwei acrescentou não estar preocupado com essa possibilidade, já que em sintonia com a ADAK, vai apresentar ao parlamento queniano vários projectos-lei que regularizem qualquer infracção: “confio que vamos ser bem-sucedidos”.

A “ameaça” de Sebastien Coe surgiu depois do Quénia ter falhado na última semana o prazo para provar junto da AMA que está a fazer o suficiente, no combate ao uso de substâncias dopantes.