Jornal dos Desportos

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Seleccionador é conhecido no domingo

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 06 de Março, 2013

Direcção Técnica da Federação esteve reunida com treinadores à margem do Torneio Nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Federação Angolana de Boxe (FABOXE) anuncia, no próximo domingo, o novo seleccionador nacional, que vai orientar Angola no Zonal VI na África do Sul, em Maio, e o Campeonato Africano, em Junho, na Argélia. A garantia é do coordenador técnico das selecções nacionais, Alberto Ngongo. O responsável federativo afirmou, na cidade do Lubango, que a direcção técnica está a trabalhar no perfil adequado para os treinadores nacionais e as propostas vão ser apresentadas ao vice-presidente da FABOXE.

Alberto Ngongo reafirmou que, apesar dos problemas ou debilidades técnicas dos atletas e dos treinadores, a FABOXE ainda tem preferência por um técnico nacional nas diferentes selecções por oferecerem “certa competência”. Por outro lado, face à exiguidade de tempo de preparação para o campeonato do Zonal VI, na África do Sul, “não há outra solução”. Os treinadores nacionais que apresentarem deficiências vão beneficiar de formação para actualizarem os conhecimentos, disse Alberto Ngongo, porque os atletas que evoluem no exterior têm outras condições e excelentes treinadores. No entanto, qualquer treinador pode ser indicado no próximo domingo como seleccionador nacional.

Alberto Ngongo disse ser necessário que a Federação atribua à coordenação técnica os objectivos a atingir nas provas africanas (África do Sul e Argélia) para permitir a sondagem dos níveis técnicos e competitivos dos pugilistas nessa zona. “É preciso potenciar-nos para não comprometer a nossa participação, pois muitas vezes levamos 10 atletas para completar uma selecção com 10 categorias oficialmente previstas, outras vezes é preferível levar cinco ou três categorias com atletas muito fortes que garantam medalhas no final”, disse.

À margem do torneio nacional, os treinadores reuniram-se com o director técnico e abordaram aspectos ligados à técnica. No final, ficou acordado que se deve melhorar a qualidade para elevar o boxe angolano. No mesmo evento, a direcção técnica da FABOXE recolheu a documentação dos treinadores, que servem de base para a eleição do seleccionador nacional.

COMPETÊNCIA
Novo treinador
escolhe adjuntos


O novo seleccionar nacional vai ter a competência de propor a sua equipa de trabalho num prazo de cinco dias, depois de ser anunciado. A garantia é do coordenador técnico das selecções nacionais da Federação Angolana de Boxe (FABOXE). Alberto Ngongo sublinhou que a Federação se pretende afastar dos métodos anteriores de nomeação e dar maior autoridade ao seleccionador nacional para escolher os seus adjuntos e a responsabilidade de convocar os atletas que evoluem dentro ou fora do país.

No tocante à concentração e qualidade dos atletas, Alberto Ngongo afirmou que a FABOXE está a estudar as formas, tendo em conta a falta de meios financeiros provenientes do Orçamento Geral do Estado. No entanto, o treinador deve apostar nos atletas seleccionáveis que ao longo da época procuram manter-se na selecção. Antes do Zonal VI, os angolanos defrontam a Selecção de Cabo-Verde num torneio a ser disputado na cidade de Lobito, província de Benguela. A realização desse torneio depende dos apoios que a FABOXE procura angariar junto de diferentes empresas.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO

EM FEMININOS
Angola faz estreia na Tunísia

A participação da selecção nacional sénior feminina no Campeonato Africano a realizar-se no mês de Setembro, na Tunísia, é a grande novidade do calendário de provas da presente época da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), apresentado na cidade de Lubango, à margem do torneio nacional. As angolanas fazem a sua estreia em África.

O presidente da FABOXE, Carlos Luís, anunciou que o campeonato da Zona VI, na África do Sul, em Maio próximo, é a primeira competição que vai mobilizar a direcção técnica e os atletas. Os angolanos voltam a subir ao ringue no próximo mês de Junho, no Campeonato Africano, na Argélia.
A participação das angolanas nas competições africanas resulta do trabalho que as diferentes academias e escolas de boxe estão a fazer na formação das atletas, acrescentou Carlos Luís.

Cardoso Boaventura, membro da equipa técnica do Interclube, disse ao Jornal dos Desportos que, pela qualidade evidenciada no torneio nacional, as meninas da equipa da Polícia Nacional dão garantias de representar o país nos campeonatos africanos. Carlos Luís augura um bom desempenho da selecção nacional feminina na Tunísia para “encorajar as pessoas cépticas” e alinhar o boxe ao desenvolvimento em Angola. O dirigente desportivo assegurou que a direcção técnica da FABOXE ainda não definiu o número de atletas para o torneio da Tunísia.

Quanto às vantagens da prática de boxe, Carlos Luís afirmou que é “um dos desportos que mais reduz o stress” e o boxe feminino está lançado em todo o mundo e hoje já é uma realidade olímpica. “Vamos trabalhar e dentro de dois anos poderemos ter boa qualidade no boxe feminino angolano”, defendeu.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO