Jornal dos Desportos

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Seleces nacionais chegam a Casablanca

Simo Kibondo em Casablanca - 20 de Fevereiro, 2016

Ciclismo angolano marca presena nos Africanos que Marrocos alberga e espera lugar de destaque nas provas em que os corredores nacionais participam

Fotografia: Jos Soares

As pré-selecções masculina de seniores e juniores de ciclismo viajaram nas primeiras horas desta sexta-feira para Casablanca, onde a partir de amanhã competem nos Campeonatos Africanos de Ciclismo em pista e estrada, que se prologam até 26 deste mês.

Na última triagem efectuada pela dupla Olegário Correia, de Benguela e Osvaldo Jacinto, do Santos Futebol Clube, além dos ciclistas efectivos da selecção de elite ou seniores, nomeadamente, Igor Silva, Dário António, Walter da Silva, Cruz Tuto e Mário de Carvalho,  do Sport Luanda e Benfica, foram também chamados para reforçar o grupo, os corredores Lucas Camilo, de Benguela e José Panzo, dos Santos Futebol Clube, ficou de fora, Fábio Andrade.

Na selecção de juniores ou “esperanças”, as escolhas devem recair  nos corredores Bruno Araújo, Carlos de Araújo (Kali), ambos do Sport Luanda e Benfica, ainda em Lucas Camilo, Vidal António e José Rocha, todos de Benguela, praticamente os cinco que iniciaram o estágio específico de sensivelmente 15 dias em Luanda.

A nossa reportagem soube junto da dupla de técnicos escolhida para esta missão, Olegário Correia, de Benguela e Osvaldo Jacinto, do Santos Futebol Clube, que os objetivos dos dois combinados nesta “estreia” nos Campeonatos Africanos, passam necessariamente em colocar os corredores nacionais nos contra-relógios individuais e por equipas, entre os cinco primeiros lugares e nas provas em linha (de fundo) de 120 km para juniores e nos 180 km de elites ou seniores nos dez lugares, para permitir  entrar no “top 10”, à nível continental.

Num outro ângulo, Angola tenciona na competição ser a melhor equipa da região sub -shariana, tarefa que naturalmente não deve ser fácil se tivermos em conta que em Casablanca vão estar selecções nacionais, como as da África do Sul, Burkina Faso, Camarões, República Democrática do Congo e Senegal, entre outras  que este ano por exemplo,  participaram no “Tour do Gabão” e no “Tour do Egipto”, em que tiveram a oportunidade de medir a pulsação no contexto africano.O que não aconteceu com os corredores angolanos, que depois da I edição da Volta em Angola , disputada em Outubro de 2015, observaram um “defeso” prolongado e além do estágio competitivo que tiveram em Luanda, em que  beneficiaram de ligeiros treinos de descompressão para a abertura da época, nos respectivos clubes.

Como se não bastasse, as provas previstas para abertura da época ciclista luandense, que deviam servir de preparação para os potenciais candidatos às duas selecções nacionais de Ciclismo que vão estar em Casablanca de 21 a 26 deste mês, foram abortadas por questões técnicas pela Associação Provincial de Ciclismo de Luanda (APCIL).