Jornal dos Desportos

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Seleco de futebol fora da luta pelo ouro

Augusto Panzo - 17 de Dezembro, 2016

Angolanas baquearam ontem com uma goleada das namibianas

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Selecção Nacional da Namíbia disputa o jogo da final a partir das 18h00 de hoje, no Estádio 11 de Novembro, depois de ter vencido ontem a similar angolana por expressivos 4-0, em partida referente às meias-finais do torneio dos sétimos Jogos da Região V do Conselho Superior dos Desportos de África. 

As namibianas superaram as adversárias em função da sua maturidade táctica no terreno de jogo, um aspecto em que as pupilas de Lourdes Lutonda pecaram muito no decurso da partida.

A par disso, a selecção angolana acusou muito nervosismo, devido à actuação da árbitra tswanesa Kathlolo Moremi que, de forma premeditada, anulou um golo limpo de Angola, apontado por Eleutéria, quando eram decorridos sete minutos de jogo, na sequência de um livre directo.

Não obstante a determinação com que entraram para o terreno do jogo, tendo em conta a possibilidade de chegar à final, que se vislumbrava, as jogadoras angolanas 'perderam-se' com o erro da juíza, obrigando-as a jogar mais com o coração do que com a cabeça.  

A Namíbia chegou ao primeiro golo ao minuto 26, apontado pela ponta-de-lança Millicent, uma jogadora que deu muita dor de cabeça à defesa angolana, tendo em conta o seu apurado tecnicismo.

Empolgadas pelo golo conseguido, as namibianas passaram a pressionar ainda mais o sector mais recuado da selecção angolana, acabando por marcar o segundo tento aos 27 minutos, por intermédio de Memory, o que levou o conjunto da Namíbia a entrar para o intervalo na condição de vencedora por 2-0.

Esperava-se por uma postura mais activa da selecção angolana no segundo tempo, mas quem assim pensou, simplesmente, se enganou, porque foi mais uma vez a Namíbia a tomar conta do jogo, chegando ao terceiro tento logo aos 47 minutos, marcado por Beverly.    

A partir daquele instante em que a adversária aumentou o placar, Angola viu a tarefa mais complicada, conjugado ao comportamento da árbitra que continuava claramente a mostrar-se parcial a favor das namibianas.

Sem mais argumentos para contornar a opositora e quando tudo indicava que os 3-0 fechariam o placard, as namibianas conseguiram mais uma vez violar as redes defendidas pela guarda-redes Rita aos 83´ novamente por Beverly, colocando o placar em 4-0, resultado com que se chegou ao apito final da partida.

JOGOS MASCULINOS

A Selecção masculina de Sub-17 redimiu-se da Zâmbia na partida das meias-finais to torneio dos sétimo Jogos da Juventude da zona V do Conselho de Desportos da União Austral, disputadas ontem no 11 de Novembro. Os angolanos venceram por 4-3 após a marcação de grandes penalidades. No tempo regulamentar, as duas equipas empataram a um golo.

Com a vitória, os meninos de Languinha Simão têm a oportunidade de terminar a competição regional no pódio.

Constitui motivo de satisfação para a equipa sub-17, chegar a final. A selecção nacional prepara-se para a Campeonato Africano de Nações da categoria que se realiza em Antananarivo, Madagáscar, em Abril de 2017.


PRONUNCIAMENTO
Lourdes Lutonda agastada com árbitra


A treinadora da selecção feminina de futebol de Angola, Lourdes Lutonda, mostrou-se muito indignada com a actuação da árbitra tswanesa Kathlolo Moremi, devido à parcialidade clara demonstrada ao longo do jogo a favor das namibianas.

Para além de ter anulado o golo limpo de Angola aos sete minutos do jogo, Kathlolo Moremi procurava de todas as formas enervar as jogadoras angolanas, assinalando faltas inexistentes contra Angola ou deixando por marcar lances faltosas das namibianas sobre as angolanas.

Isso levou que, no final do jogo, a treinadora de Angola se revelasse muito agastada com a juíza, ao ponto de declarar mesmo não ter gostado da actuação da árbitra.

"Simplesmente, fico triste quando acontecem coisas dessa natureza. Não se aceita de maneira nenhuma, anular-se o golo de Angola de forma como foi invalidado. Mas há que respeitar a decisão da árbitra. Não gostei da actuação da árbitra, mas vou respeitar. Vamos trabalhar, porque o nosso objectivo era participar para ganhar traquejo", disse.

Mesmo indignada com a actuação da juíza, Lourdes Lutonda advogou a hipótese de lutar hoje para a medalha de bronze.

"De qualquer das formas, amanhã (hoje), vamos tentar lutar para conseguir a medalha de bronze. Espero que as árbitras sejam sérias, evitando brincar com o trabalho das outras pessoas desta maneira", reclamou.   
AUGUSTO PANZO


NETBOL
África do Sul
arrebata ouro


A custa de mais velocidade de jogo, mais altura nos saltos e lançamentos mais eficientes a selecção da África do Sul venceu ontem a similar do Botswana por 32- 25 em partida da final do torneio de netbol dos VII jogos da Zona V. Como resultado as Sul-africanas conquistaram o troféu da prova e deixaram as rivais no segundo lugar.

No jogo da final Van Dyk começou com uma equipa de menos altura, deixou no banco duas das suas principais torres.

Começou a partida com vantagem, 3-0, 4-0 e chegou aos 6-2, quando as meninas de Kagisano Manela encetaram a recuperação.chegaram ao empate, 6-6, quando faltavam dois minutos para jogar no primeiro quarto, mas as Sul africanas marcaram outro golo.

Acabou o primeiro quarto. Nas bancadas havia outro desafio das claques. Aí ganhava a tswanesa, mais numerosa e com seus cânticos mais afinados. Eram acompanhados por alguns angolanos contagiados pela dança que acompanhava o canto.

As meninas reagiam ao suporte que vinha da bancada e aos três minutos do segundo quarto tinham conseguido vantagem, 11-8, sobre a África do Sul. A possante Danielle, exímia marcadora, que tinha ficado no banco durante o primeiro quarto já estava na quadra e tinha começado a fazer diferença. Na equipa do Botswana era a pequena e ágil Gorata quem marcávamos golos.

A quatro minutos do intervalo, o empate a 12 golos revelava o equilíbrio da luta na quadra. Elas transpiravam. As claques também. Ao intervalo, empate a 14 golos. Tinha aparecido um adversário à altura da dominante Àfrica do Sul.

Van Dyk esteve quase todo tempo do intervalo a falar com suas pupilas, enquanto a treinadora tswanesa, Kagisano Manela, parecia mais serena.
O jogo seguiu equilibrado, até que, perto do fim do terceiro período a África do Sul construiu novamente vantagem de três golos, 23-20. Danielle marcou e fez 24-20 após três períodos de jogo.

No último período, a denotar cansaço, o Botswana perdeu o fulgor ofensivo, a campeã estava encontrada.

Era uma consagração anunciada. Desde a primeira fase as pupilas de Jenny Van Dyk demonstraram seria equipa mais esclarecida da prova.
Venceram com relativa facilidade todos outros participantes no torneio. O resultado mais apertado que fizeram na primeira fase, do "todos contra todos" foi a vitória por oito golos diante do Botswana, na quarta jornada.

No seu passeio as Sul-africanas esmagaram o Lesotho por 79-3. Ao Zimbabwe venceram por 49-29 e à vizinha Namíbia despacharam com 55-14.
A prova foi disputada em duas fases. A primeira foi um todos contra todos. Após a primeira fase, as duas primeiras equipas apuraram-se para a final, enquanto a terceira e quarta jogaram pelo terceiro lugar. O Lesotho acabou em último lugar.

No jogo de atribuição do terceiro lugar o Zimbabwe, destronado, superiorizou-se à Namíbia e venceu por 64-27. 
Silva Cacuti