Jornal dos Desportos

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Seleco trabalha hoje na Cidadela depois do regresso ao pas

Vivaldo Eduardo - 27 de Novembro, 2016

Beto Ferreira no quarto ttulo de campeo africano frente do sete nacional

Fotografia: AFP

A cidade de Joanesburgo testemunhou o regresso de Angola às vitórias, isto em 1998,  com números que não deixaram lugar a qualquer dúvida. O resultado de 31 – 23, na final, com o Congo Brazzaville foi o corolário de uma campanha irrepreensível das angolanas, que não deixaram os créditos em mãos alheias.

Beto Ferreira completava o quarto título de campeão africano, à frente do sete nacional. Fora do ambiente francófono e forçada a defender a verdade desportiva, por via de denúncias e protestos recorrentes, a CAHB realizou uma prova sem favorecimentos de espécie alguma. A Costa do Marfim ficou em terceiro lugar venceu os Camarões, por 30 – 28. Moçambique e África do Sul ocuparam os últimos lugares da prova.

2000 – ANGOLA RENOVA
A CONTINUIDADE 
  
A saída de Beto Ferreira e a consequente substituição por Jerónimo Neto marcaram a presença de Angola na 15ª edição que Argel acolheu. A renovação  forçada da equipa nacional, resultou em pleno, e o jovem treinador que foi campeão nacional em 1999 ao serviço do ASA  atingiu o objectivo, e simultaneamente potenciou as jogadoras mais jovens que passaram a dar sequência ao ciclo dourado.

Angola bateu o Congo na final, por 30 – 21, e a Tunísia voltou ao pódio ao derrotar os Camarões por 34 – 33, na disputa do terceiro posto. As selecções da Costa do Marfim, Argélia, Senegal e Gabão completaram a tabela de classificação. 

2002 – DOMÍNIO
ABSOLUTO

Pavel Dhznev foi o primeiro treinador estrangeiro, a orientar o combinado nacional no CAN, que Marrocos organizou. Após a estreia no Mundial de Itália em 2001, em que a selecção ficou em 13º, a melhor classificação até então, a superioridade no CAN foi inquestionável, com uma vitória na final por 30 – 21, sobre a Costa do Marfim. A Tunísia, com uma geração de boas executantes, voltou a marcar presença no pódio, ao golear a Argélia por 31 – 20, para a disputa do terceiro lugar. A 16ª edição voltou a contar com nove selecções, Camarões, Congo Brazzaville, Gabão, Congo Democrático e Marrocos, que ocuparam da quinta à nona posição da tabela classificativa.

2004 – IGUAL PRESTAÇÃO
EM DATA E CENÁRIO
DIFERENTES

No Cairo, dois anos depois, a superioridade das angolanas continuou inquestionável. Comparativamente à edição anterior, mudaram apenas o cenário e as datas. Enquanto outras nações disputavam uma luta renhida entre si, Angola chegou à final com naturalidade e venceu os Camarões, por 31 – 20. Desta vez, a Tunísia perdeu por 22 – 24, diante da Costa do Marfim, na disputa do terceiro posto e voltou a sair do pódio. Oito selecções competiram na 16ª edição do CAN, e o Congo Brazzaville foi quinto classificado, seguido do Egipto, Congo Democrático, e Tanzânia. 

2006 – 8º TÍTULO
RESSURGIMENTO
DA TUNÍSIA

A vitória por 32 – 30, sobre a Tunísia, na final, confirmou que Angola voltava a ter uma oponente à altura. Confiantes no crescimento competitivo da sua selecção, as autoridades tunisinas organizaram a prova, com objectivo de vencer. No regresso ao comando técnico da equipa nacional, Jerónimo Neto arrancou à ferro e fogo o oitavo título da selecção. O Congo Brazzaville completou o pódio ao derrotar a Costa do Marfim por 22 -15. Para a história, na 17ª edição, do quinto lugar para baixo, ficaram posicionados, os Camarões, o Congo Democrático e o Gabão.

2008 – APOTEOSE
EM LUANDA

A organização da 18ª edição do CAN em Luanda, visou garantir a continuidade do título em posse de Angola, perante o perigo iminente que vinha da Tunísia. O pavilhão da Cidadela teve uma lotação acima do que era razoável e o público empurrou Angola à vitória memorável, por 39 – 27, na final com a Costa do Marfim. Depois da brilhante campanha no Mundial de França em 2007, com o alcance do sétimo lugar, o CAN de Luanda mostrou ao Mundo uma selecção possante, com margem de progressão.

Relegada a disputar o terceiro lugar, a Tunísia foi derrotada pelo Congo por 30 – 25. As selecções do Congo Democrático, Argélia, Camarões e Gabão formaram o quarteto que se posicionou do meio da tabela para baixo. Jerónimo Neto completou o seu terceiro título de campeão africano, à frente do combinado nacional, ficou apenas atrás de Beto Ferreira, que venceu a prova em quatro ocasiões.

2010 – TUNÍSIA
DE NOVO EM CENA

No Cairo, 29 anos depois, o título voltou a ser decidido por uma vitória tangencial. Angola, sob orientação do técnico português Paulo Pereira, venceu a Tunísia por 31 – 30, conseguiu o décimo título africano. Remonta de 1981, a vitória tangencial do Congo sobre a Tunísia (11 – 10), em Tunes, na quarta edição do CAN feminino. Em 2010, as tunisinas viram goradas a  pretensão de recuperar o título e a Costa do Marfim ocupou o terceiro lugar da classificação final ao vencer a Argélia por 32 – 28. O Congo Brazzaville ficou em quinto, seguido do Egipto, Camarões e Congo Democrático.

2012 – OITAVO
TÍTULO CONSECUTIVO
 Marrocos organiza o CAN com o maior número de concorrentes, dez no total. Tunisinas e angolanas reeditam a final da prova anterior, com o equilíbrio a ser nota dominante, na vitória do sete nacional por 26 – 24, a oitava consecutiva em Campeonatos Africanos de Seniores Feminino. A RDC chegou pela primeira vez ao pódio, derrotou a Argélia por 33 – 24. Camarões, Congo Brazzaville, Costa do Marfim, Senegal, Egipto e Marrocos completaram a tabela classificativa. 

2014 – TUNÍSIA
CONQUISTA
TERCEIRO TÍTULO

Eliminada nas meias – finais, após derrota por 30 – 31 diante da Tunísia, Angola não chegou à final. As tunisinas venceram a RDC por 23 – 20, conquistaram o terceiro título no seu historial. Angola ficou em terceiro ao vencer a anfitriã, Argélia, por 30 – 22. Em Argel, 2014, disputou – se o último CAN conjunto,  masculino e feminino. Argélia, Congo Brazzaville, Senegal, Camarões e Guiné Conacri ocuparam os postos seguintes. 


PRIMEIRA FEIRA
Expo AFA Desporto termina hoje


Depois de três dias de exibição, a  primeira edição da Feira do Desporto de Angola conhecida por Expo AFA Desporto, promovida pela Academia de Futebol de Angola em parceria com a Semba Comunicação e a Arena Eventos, termina hoje às 20h00 no campo da AFA, ao bairro Morro Bento.

Num espaço de mil metros quadrados, os visitantes desfrutam de um leque de actividades que  envolvem todas as experiências associadas ao mundo do desporto. Estão disponíveis os espaços para futebol, basquetebol, fitness, ginástica, jogos tradicionais, desportos motorizados, golfe, voleibol de praia, tiro desportivo, xadrez e atletismo. Conta também com espaços relativamente ao ténis, vela, ciclismo, pára-quedismo, equitação, natação, surf, kite, paintball e pesca no universo desportivo.

Para os pais que queiram levar os filhos, está disponível um play - ground para as crianças, uma praça para alimentação e actividades culturais.A Expo AFA Desporto reuniu clubes, Associações, marcas de equipamentos, operadores do sector educativo, operadores de saúde, marcas de bebidas, seguradoras, agência de viagens, entre outros, que representam o universo do Desporto em Angola.

Os objectivos do certame são a projecção do mercado de negócio desportivo no país, o fomento da prática desportiva e a divulgação de um estilo de vida saudável, para ajudar a prestigiar o desporto Nacional.


Africano
Odeth Tavares quer defesa “cerrada”


A antiga capitã da selecção, Odeth Tavares, apontou para uma defesa com pressão alta para evitar os remates  da distância dos seis metros, durante o campeonato africano de andebol feminino, a disputar de 28 deste mês a 8 de Dezembro, no Pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda. Em declarações à Angop sobre o grupo das “hendecacampeãs africanas”, a ex-guarda-redes do 1º de Agosto disse, que é um facto que Angola calhou numa série teoricamente acessível, por isso, é favorita.

É importante prevenir-se do potencial individual que algumas andebolistas das opositoras da série (Costa do Marfim, Senegal, Camarões e Congo Democrático).Contudo, defendeu mais rapidez nas jogadas e fazer golos, para contrariar a “robustez física” com que as oponentes abordam os lances, numa edição que o país aspira o título perdido em 2014 para a Tunísia.

Odeth Tavares, actual presidente da Associação a Mulher e Desporto (AMUD), lamentou a ausência da guarda-redes Cristina Branco, por lesão, mas adiantou que o conjunto está “ servido” na baliza, com as presenças de Teresa de Almeida e Neyde Barbosa que brilharam nos jogos olímpicos deste ano no Rio de Janeiro.

Angola estreia-se com a Costa do Marfim, seguem-se os encontros com Senegal (dia 29), Camarões (dia 30) e Congo Democrático (dia 02 Dez.).

 Integram a selecção nacional, Teresa de Almeida e Neyde Barbosa (guarda-redes), Azenaide Carlos, Vilma Nenganga, Magda Cazanga, Isabel Guialo e  Lorena Carlos (meias -distâncias), Lurdes Monteiro, Luísa Kiala e Wuta Dombaxi (universais), Janeth dos Santos, Dalva Peres, Juliana Machado, Natália Bernardo, Joelma Viegas e Carolina Morais (Pontas),  Albertina Kassoma e Liliana Venâncio são Pivots.


ANDEBOL
Angolanas treinam hoje na Cidadela

Depois de passarem a noite com os familiares directos, as integrantes da selecção nacional sénior feminina de andebol concentram-se hoje às 18h00, para realizar o primeiro e o último treino na Cidadela Desportiva, antes de entrar amanhã na quadra do Pavilhão do Kilamba para defrontar a Costa de Marfim, para o jogo de abertura da 22ª edição do Campeonato Africano das Nações.

O seleccionador nacional Felipe Cruz vai privilegiar os exercícios de descompressão, para a recuperação física das atletas. A selecção nacional sénior feminina regressou ontem ao país, depois de cumprir um ciclo de preparação em terras portuguesas.

Angola vai estrear-se amanhã às 19h00 com a Costa de Marfim, e depois defronta o Senegal no dia 29, seguem-se os Camarões, a 30, e o Congo Democrático no dia 2 de Dezembro.

Para o resgate do título, Filipe Cruz conta com as guarda-redes Teresa de Almeida e Neyde Barbosa,  as meias -distâncias Azenaide Carlos, Vilma Nenganga, Magda Cazanga, Isabel Guialo e  Lourena Carlos, as universais Lurdes Monteiro, Luísa Kiala e Wuta Dombaxi, as pontas Janeth dos Santos, Dalva Peres, Juliana Machado, Natália Bernardo, Joelma Viegas e Carolina Morais e as pivot's Albertina Kassoma e Liliana Venâncio.

Angola compete para recuperar o título perdido a favor da Tunísia, na edição passada. Para o efeito, todas as forças vivas do país são chamadas amanhã, para se juntarem às vice -campeãs. As claques organizadas do 1º de Agosto, Petro de Luanda, Kabuscorp do Palanca e de cidades com tradição de andebol, como Lobito e Benguela, são esperadas com as cores da nação.

O Comité Organizador do Campeonato Africano das Nações realiza hoje a reunião técnica, que deve contar com a presença do presidente da Confederação Africana de Andebol, o beninense Manserou Aremou.

Algumas selecções participações têm a chegada prevista para hoje, em virtude da burocracia à volta do processo migratório e de alguma desorganização dessas equipas. Até sexta-feira, ainda não dispunham de vistos de entrada no território nacional.
                          FRANCISCO CARVALHO


TAEKWONDO
Comissão de Gestão prepara eleições


Os problemas que giram à volta do processo eleitoral na Federação Angolana de Taekwondo, impediram a realização do acto, que podia eleger os novos corpos gerente para o ciclo 2016/2020. As eleições programadas para o dia 22, terminaram sem a votação dos associados para a lista de Carlos Mupei, a única que concorre à própria sucessão.

Recentemente, alguns técnicos  mobilizaram-se para impugnar a lista concorrente, mas o acto não teve êxito, segundo o presidente da Comissão Eleitoral, António Nunes Antunes, que referiu não ter sido comunicado ao órgão, tal intenção.

De momento, decorrem os trâmites para a instalação de uma Comissão de Gestão, para dar continuidade ao processo eleitoral, e ainda não se remarcou nenhuma data para os passos seguintes. O processo para a nomeação da nova direcção na Federação Angolana de Taekwondo era coordenado por André Nunes António, advogado de profissão.
 
De relembrar, que em 2014, a modalidade conquistou quatro medalhas (uma de prata e três de bronze) nos Jogos da Lusofonia. O mérito foi alcançado por Manuel Yango (prata), Sandra António, Rosalina Claudina e Suzaneth Rosário (bronze).
                                                      ROSA NAPOLEÃO