Jornal dos Desportos

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Serena Williams eliminada na terceira ronda em Wimbledon

30 de Junho, 2014

Serena Williams sai de Winbledon pela porta pequena após ter conquistado cinco títulos noutras edições

Fotografia: AFP

Serena Williams assumiu sábado um protagonismo indesejado na sexta jornada de Wimbledon, ao cair na terceira ronda do torneio de ténis londrino, marcada pelos triunfos fáceis de Rafael Nadal, Roger Federer e Maria Sharapova.Num dia sem história, à excepção da chuva torrencial que se abateu sobre o All England Club e adiou 45 encontros, a número um mundial mostrou que esta pode ser, de facto, a sua época "horribilis", ao sofrer a eliminação mais precoce em Wimbledon desde 2005, com a derrota por 1-6, 6-3 e 6-4 com Alize Cornet.

O desaire de Serena Williams é ainda mais significativo, uma vez que é a terceira vez consecutiva que cai antes dos oitavos de final num Grand Slam e que a sua adversária, a 24ª cabeça de série, nunca tinha chegado à segunda semana de Wimbledon em oito participações."Há alguns anos nem conseguia jogar em relva. Era tão má. Bater a Serena em Wimbledon é um sonho. É a maior surpresa do torneio, porque ela é a número um do Mundo e ganhou aqui tantas vezes", sublinhou Cornet, que vai jogar a quarta ronda de um torneio de Grand Slam apenas pela segunda vez.

Depois da derrota na segunda ronda de Roland Garros, Williams, campeã em Wimbledon em cinco ocasiões (2002, 2003, 2009, 2010 e 2012), parecia no caminho de um novo título, o 18º, do Grand Slam, demonstrou bom ténis nos dois encontros anteriores, mas sai do torneio pela porta pequena.O afastamento da norte-americana foi mesmo a única sensação da jornada no quadro feminino, que viu Maria Sharapova e Simona Halep avançar sem dificuldades.

A campeã de Roland Garros precisou apenas de 69 minutos para vencer a norte-americana Alison Riske (44ª), pelos parciais de 6-3 e 6-0, enquanto a finalista derrotada avançou para os oitavos de final com uma vitória, por 6-4 e 6-1, sobre a suíça Belinda Bencic (71.ª).Vencedora na relva inglesa há 10 anos, em 2004, Sharapova, número cinco mundial, vai enfrentar Angelique Kerber, nona cabeça de série, enquanto Halep vai ter pela frente a cazaque Zarina Diyas.

No quadro masculino, o número um Rafael Nadal assustou-se, mas apurou-se para os oitavos de final pela primeira vez em três anos, ao vencer o cazaque Mikhail Kukushkin, que nunca tinha vencido um encontro em Wimbledon antes deste ano, pelos parciais de 6-7 (4/7), 6-1, 6-1 e 6-1."Estou muito contente por estar na segunda semana outra vez, depois de dois anos a perder na primeira e segunda rondas. Estou a jogar bem, com espírito positivo, uma boa táctica no court e a lutar por cada bola", defendeu o espanhol, que nos "oitavos" vai encontrar a promessa australiana Nick Kyrgios.

Tarefa mais fácil teve o "rei" Roger Federer, que bateu o colombiano Santiago Giraldo, por 6-3, 6-1 e 6-3, para manter vivo o sonho de conquistar o seu oitavo troféu na relva londrina."Fisicamente estou em boa forma", disse o recordista de vitórias de Grand Slam 17, que tem encontro marcado com o espanhol Tommy Robredo na próxima ronda.Nos “oitavos” está também Milos Raonic, o oitavo pré-designado, que se tornou apenas no quarto canadiano a atingir esta fase do torneio, ao vencer o polaco Lukasz Kubot, por 7-6 (7-2), 7-6 (7-4) e 6-2.

Roger Federer voltou a reclamar devido a demora de alguns tenistas antes do saque. O suíço deixou clara sua insatisfação em entrevista colectiva na sexta-feira. Sem citar nomes, ele cobrou uma postura mais rígida à organização para impedir que os tenistas ultrapassem o tempo limite, que é de 20 segundos em Grand Slams.

Federer já havia demonstrado o seu descontentamento após a semifinal do Open da Austrália, quando reclamou do tempo que Rafael Nadal levava em seus serviços. Nadal, inclusive, também já foi alvo de reclamações nesta edição do Torneio de Wimbledon. Derrotado pelo espanhol na segunda jornada, o checo Lukas Rosol queixou-se da falta de um posicionamento dos árbitros a respeito da demora de Nadal.

"Acho que todos os jogadores deveriam ter o mesmo tempo entre os pontos. Mas os melhores sempre levam mais tempo do que os normais e ninguém faz nada. Eu não sei por quê", disse Rosol. Para coibir a demora de alguns tenistas, Federer garantiu que o conselho de jogadores da ATP vai  discutir punições mais rígidas. A próxima reunião do grupo está marcada para ser realizada em Agosto.

APOSENTAÇÃO

Aos 33 anos, Lleyton Hewitt sente-se bem para continuar a competir. O tenista, no entanto, reconhece que uma nova lesão podia ser o factor determinante para a sua aposentação. Actualmente, ele também faz questão de ressaltar que está completamente bem fisicamente. "Estou a uma lesão [de me aposentar]. É frustrante deixar a quadra quando ainda se sente bem,  a saber que podia  ter vencido, se preciso jogar uma outra partida de cinco sets no dia seguinte. O corpo está em ordem, o que é uma coisa positiva.

Vocês sabem que já passei por diversas cirurgias, mas no momento está tudo bem. Ainda adoro o que faço, gosto de todo esse trabalho duro. É por isso, que sigo para ter momentos em que se joga cinco sets com os melhores do mundo", disse Hewitt. O australiano comentou sobre a sua condição física após perder na segunda jornada de Wimbledon para o polaco Jerzy Janowicz, cabeça de chave número 15, em cinco sets, com parciais de 7/5, 6/4, 6/7 (7-9), 4/6 e 6/3.

Líder do ranking mundial em 2001 e actualmente na 48ª posição, o tenista ainda mostra-se surpreso por poder manter o alto nível. "Realmente não acreditava que poderia competir com essa gente novamente", concluiu.

Serena cai aos pés de Cornet

Serena Williams assumiu sábado um protagonismo indesejado na sexta jornada de Wimbledon, ao cair na terceira ronda do torneio de ténis londrino, marcada pelos triunfos fáceis de Rafael Nadal, Roger Federer e Maria Sharapova. Num dia sem história, à excepção da chuva torrencial que se abateu sobre o All England Club e adiou 45 encontros, a número um mundial mostrou que esta pode ser, de facto, a sua época "horribilis", ao sofrer a eliminação mais precoce em Wimbledon desde 2005, com a derrota por 1-6, 6-3 e 6-4 com Alize Cornet.

O desaire de Serena Williams é ainda mais significativo, uma vez que é a terceira vez consecutiva que cai antes dos oitavos de final num Grand Slam e que a sua adversária, a 24ª cabeça de série, nunca tinha chegado à segunda semana de Wimbledon em oito participações. "Há alguns anos nem conseguia jogar em relva. Era tão má.

Bater a Serena em Wimbledon é um sonho. É a maior surpresa do torneio, porque ela é a número um do Mundo e ganhou aqui tantas vezes", sublinhou Cornet, que vai jogar a quarta ronda de um torneio de Grand Slam apenas pela segunda vez. Depois da derrota na segunda ronda de Roland Garros, Williams, campeã em Wimbledon em cinco ocasiões (2002, 2003, 2009, 2010 e 2012), parecia no caminho de um novo título, o 18º, do Grand Slam, demonstrou bom ténis nos dois encontros anteriores, mas sai do torneio pela porta pequena.

O afastamento da norte-americana foi mesmo a única sensação da jornada no quadro feminino, que viu Maria Sharapova e Simona Halep avançar sem dificuldades. A campeã de Roland Garros precisou apenas de 69 minutos para vencer a norte-americana Alison Riske (44ª), pelos parciais de 6-3 e 6-0, enquanto a finalista derrotada avançou para os oitavos de final com uma vitória, por 6-4 e 6-1, sobre a suíça Belinda Bencic (71.ª).

Vencedora na relva inglesa há 10 anos, em 2004, Sharapova, número cinco mundial, vai enfrentar Angelique Kerber, nona cabeça de série, enquanto Halep vai ter pela frente a cazaque Zarina Diyas. No quadro masculino, o número um Rafael Nadal assustou-se, mas apurou-se para os oitavos de final pela primeira vez em três anos, ao vencer o cazaque Mikhail Kukushkin, que nunca tinha vencido um encontro em Wimbledon antes deste ano, pelos parciais de 6-7 (4/7), 6-1, 6-1 e 6-1.

"Estou muito contente por estar na segunda semana outra vez, depois de dois anos a perder na primeira e segunda rondas. Estou a jogar bem, com espírito positivo, uma boa táctica no court e a lutar por cada bola", defendeu o espanhol, que nos "oitavos" vai encontrar a promessa australiana Nick Kyrgios. Tarefa mais fácil teve o "rei" Roger Federer, que bateu o colombiano Santiago Giraldo, por 6-3, 6-1 e 6-3, para manter vivo o sonho de conquistar o seu oitavo troféu na relva londrina.

"Fisicamente estou em boa forma", disse o recordista de vitórias de Grand Slam 17, que tem encontro marcado com o espanhol Tommy Robredo na próxima ronda. Nos “oitavos” está também Milos Raonic, o oitavo pré-designado, que se tornou apenas no quarto canadiano a atingir esta fase do torneio, ao vencer o polaco Lukasz Kubot, por 7-6 (7-2), 7-6 (7-4) e 6-2.

LESÃO
Almagro falha
resto da época

Nicolas Almagro submete-se hoje a uma cirurgia no pé esquerdo e vai ter de perder o resto da época, para o qual já não joga desde Maio.
O tenista espanhol vai ser submetido ao processo cirúrgico para tratar a fascite plantar– uma inflamação do tecido da sola do pé. A última vez que Almagro entrou em quadra foi no dia 26 de Maio, quando abandonou a sua estreia de Roland Garros devido as dores no local. De lá para cá, o espanhol ficou sem jogar para ver se a lesão melhorasse, mas não teve sucesso.

Após a cirurgia, a principal dificuldade de Almagro vai ser acostumar-se a uma nova forma de pisar, o que leva muito tempo e já o tira das competições deste ano. Após o espanhol começar o ano de 2014 na 13ª posição do ranking mundial, o incómodo no pé passou a ser maior nos últimos meses, o que o fez cair para o 27º posto, posição que pode piorar ainda mais até o final da época.

Os principais resultados de Almagro este ano foram o vice-campeonato do ATP 250 de Houston e a semifinal do ATP 500 de Barcelona, torneio no qual venceu o compatriota Rafael Nadal nos quartoas e acabou com uma sequência de 41 vitórias em Barcelona do número um do mundo.