Jornal dos Desportos

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Modalidades

Sete nacional deve apostar na preparao psicolgica

06 de Maio, 2016

Seleco Nacional enfrenta dificuldades para comear a preparao com vista aos Jogos Olmpicos

Fotografia: Paulo Mulaza

A selecção nacional sénior feminina de andebol deve ter uma preparação psicológica forte para enfrentar dificuldades no grupo A do torneio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a decorrer de 5 a 25 de Agosto. A apreciação é da Maura Faial, antiga internacional angolana.

Emparceirada com as selecções do Montenegro, Espanha, Noruega, Roménia e Brasil, a selecção nacional é a única que nunca logrou um título mundial. Ao avaliar as possibilidades da representante do continente africano, Maura Faial sustenta que existem poucas hipóteses de se atingir à fase seguinte da prova, em função dos dados estatísticos e a capacidade das adversárias.

“Uma preparação para os Jogos Olímpicos requer um investimento forte e sério em todos os aspectos. Quando calhamos com adversários de elevada capacidade desportiva é fundamental que apostemos no aspecto psicológico para que os factores sentimentais sejam salvaguardados e possam contribuir no estado anímico e moral das nossas jogadoras”, disse a ex-central.

A também treinadora de 45 anos de idade, formada em Espanha, apontou o actual contexto económico e financeiro do país como condicionantes a uma preparação adequada da equipa angolana e com reflexos negativos nos resultados da modalidade e no desporto nacional. “O actual quadro é negro. O nosso andebol está um pouco em baixo. Há um fraco desenvolvimento. Economicamente, estamos com dificuldades que se reflectem no desporto. Por isso, vamos aproveitar alguma experiência para jogarmos bem e tentar alguma surpresa. Nada é impossível quando há dedicação e empenho de todos diante das dificuldades”, frisou.

A qualidade do actual seleccionador nacional, Felipe Cruz, mereceu um reparo. Maura Faial afirmou que treinar uma formação masculina é diferente de outra feminina, porquanto a segunda possui algumas características específicas que requer uma atenção especial.

Maura Faial nutre uma certa simpatia a Felipe Cruz. A antiga atleta do Petro de Luanda e do Atlético Sport Aviação iniciou a carreira desportiva no Clube Gaiatos de Benguela. A ex-internacional carrega no currículo cinco títulos africanos, duas participações em Jogos Olímpicos (Atlanta'1996 e Sidney'2000) e quatro campeonatos mundiais. Actualmente, é profissional training.

O "sete nacional" está inserido no grupo da morte e vai enfrentar na primeira fase a campeã olímpica e mundial (Noruega), a vice-campeã europeia (Espanha), a vice-campeã olímpica (Montenegro), a terceira classificada do último campeonato mundial (Roménia) e a ex-campeã mundial e anfitriã (Brasil).

De acordo com o regulamento, as quatro melhores de cada grupo avançam para os quartos de final. A melhoria do oitavo lugar obtido nos Jogos Olímpicos de Londres'2012 é a meta definida para as comandadas de Felipe Cruz.

No grupo B do torneio constam as selecções da Argentina, Coreia do Sul, França, Holanda, Rússia e Suécia.


POLIDESPORTO
Maura Faial defende
formação de atletas

O desporto nacional vive um momento menos bons que requer a necessidade de uma reflexão profunda para se encontrar as selecções adequadas. Um investimento nos escalões de formação é uma garantia do desenvolvimento do desporto nacional e obtenção de resultados positivos no futuro. A apreciação é da antiga andebolista internacional angolana, Maura Faial.

“Quando queremos resultados positivos, não podemos exigir a curto prazo. O desporto requer um forte investimento nas camadas jovens para que o país possa atingir níveis altos e uma base de sustentação segura. Por isso, precisamos fazer uma reflexão séria nos investimentos e aposta nas crianças e jovens do desporto angolano”, disse.

A título de exemplo, a também treinadora de 45 anos de idade, formada em Espanha, apontou as dificuldades actuais do andebol nacional, que na sua opinião vive um momento “negro”, influenciado negativamente pela situação económica e financeira do país.

Para a profissional “training” e antiga atleta do Petro de Luanda e Atlético Sport Aviação (ASA), o actual contesto do país tem reflexos negativos nos resultados da modalidade e no desporto nacional, que requer um maior desempenho e dedicação de todos os sectores da sociedade.

“O actual quadro é negro. O nosso andebol está um pouco em baixo. Há um fraco desenvolvimento actual", disse.

A “menina” da escola de andebol do Gaiato de Benguela acrescentou que além da valorização dos quadros nacionais, as autoridades desportivas do país não devem ter receios de contratar especialistas estrangeiros de reconhecida capacidade para contribuir no desenvolvimento do desporto angolano.