Jornal dos Desportos

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Silêncio da FAT preocupa Benguela

Hélder Jeremias - 23 de Maio, 2013

Tenistas de Benguela contam com apoio dos empresários locais no processo de massificação

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente da Associação Provincial de Ténis de Benguela, Duda Fortunato, mostrou-se preocupado com o silêncio da direcção da Federação, quando falta pouco mais de um mês para o primeiro semestre do ano em curso chegar ao seu fim.

Duda Fortunato, que falava no âmbito do torneio de velhas guardas organizado pela Associação de Benguela, no fim-de-semana transacto, alusivo às festas da cidade, considerou de estranho o facto de nos últimos tempos o novo elenco federativo não passar qualquer informação aos associados, depois da grande expectativa que se criou em torno do resgate da modalidade.

O responsável reconheceu que existe uma tendência das coisas melhorarem em termos de massificação, muito por conta das acções desenvolvidas por Matias Castro da Silva, no que tange à distribuição de material. Porém, nota que as coisas tendem a arrefecer, numa fase em que já se devia ter marcado os campeonatos nacionais.

“O silêncio da federação preocupa-nos, sobremaneira, pois notamos que já não existe àquela dinâmica, uma orientação superior sobre as actividades que cada associação deve organizar. Temos a intenção de fazer o nosso trabalho, mas ficamos num impasse, porque a federação não se manifesta.
Por isso, queremos apelar mais dinâmica para que os campeonatos não corram risco”, disse.

Duda Fortunato aproveitou ainda para agradecer às empresas que apoiaram a realização do torneio de velhas guardas. “Contamos com eles para as próximas empreitadas no âmbito da massificação do ténis na nossa província”, disse. 


REACÇÂO DA FAT
Ao reagir as declarações do presidente da Associação Provincial de Benguela, Duda Fortunato, segundo as quais a federação estava muito silenciosa, Genivaldo Dias considerou de “precipitadas” pois, segundo afirma “a direcção precisa de recursos financeiros para levar adiante qualquer evento e os associados foram informados sobre a campanha de angariação de apoios que está em curso para esse processo”.   

Genivaldo Dias aproveitou para dizer que as associações provinciais devem procurar, junto dos governos e empresariado local obter apoios para a realização dos respectivos programas de massificação, uma vez que a federação está incumbida de resolver as questões de âmbito nacional.

“Não sei por que razão Duda Fortunato levantou está questão, pois tem mantido contactos regulares com o presidente Matias Castro da Silva, que lhe mantém informado sobre tudo que está a ser feito em prol da regularização da situação de Angola junto das instâncias internacionais e a realização das competições nacionais”, disse.

O responsável associativo afirmou que “os associados devem ficar descansados, porque, tudo está a ser feito para que a situação do ténis regresse à normalidade”.


PROVAS NACIONAIS
Federação cria condições


A direcção da Federação Angolana de Ténis, Genivaldo Dias, está a criar as condições materiais e administrativas para a realização dos campeonatos nacionais, cuja data e palco  são anunciados nos próximos dias.

A informação foi avançada ontem ao Jornal dos Desportos por intermédio do secretário-geral da instituição, Genivaldo Dias, depois de um encontro com os corpos sociais do órgão reitor da modalidade no país, orientado pelo seu presidente, Matias Castro da Silva, para efectuar o balanço dos primeiros cinco meses desde a tomada de posse do elenco federativo.

De acordo com Genivaldo Dias, com a colaboração do Ministério da Juventude e Desportos, a federação deu passos significativos tendentes a regularização da sua situação junto da Confederação Africana de Ténis, principal foco de trabalho no primeiro ano de mandato, algo que pode ser ultrapassado tão logo a dívida contraída pelas antigas direcções seja saldada na totalidade.
HELDER JEREMIAS

Maria Samalinha
intensifica treinos

Maria de Fátima Samalinha intensificou a sua preparação física e técnico-competitiva, com vista à sua participação no campeonato africano de seniores a decorrer no Congo Brazzaville ou no Congo Democrático em data a anunciar.

A atleta da selecção nacional procura atingir bons níveis técnicos, depois de estagiar durante dois anos na China, ao lado de outros seis atletas, às ordens do seleccionador nacional Manuel Pimenta.

Em gozo de férias na cidade do Lubango, Maria de Fátima Samalinha disse ao Jornal dos Desportos que a preparação enquadra-se num programa da federação que teve início na China, com passagens por Portugal (estágio) e Tunísia (campeonato africano de jovens).

Sobre os níveis competitivos das antigas companheiras, Maria Samalinha disse que os índices técnicos, desde que saiu do Lubango para a China, “estão estáveis”. A jovem atleta disse que a falta de apoio influencia o desenvolvimento de uma atleta e referiu que as autoridades desportivas da Huíla não prestam apoio ao ténis de mesa.

“Essas dificuldades afectam o desenvolvimento dos atletas huilanos”, desabafou. Maria de Fátima Samalinha participou há dias no torneio interprovincial de ténis de mesa, inserido nas comemorações do 90º aniversário da cidade do Lubango, que se assinala a 31 deste mês, e sagrou-se vencedora na sua categoria.

A atleta júnior considerou os níveis das adversárias “muito baixos” e o torneio “de treino de preparação” por não encontrar dificuldades. Maria de Fátima Samalinha afirmou recentemente à imprensa que não sabe se regressa à China para estagiar ou se permanece definitivamente em Angola.

A atleta avançou que está marcada para o fim do mês a realização de uma reunião com a Federação Angolana de Ténis de Mesa para definir a situação dos atletas que estiveram em estágio na China. “Vamos ter uma reunião no fim deste mês com a federação, na qual vamos decidir o futuro, porque não sabemos o que há-de vir”, sustentou a atleta.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO