Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

"S saio carregado no meu caixo"

19 de Novembro, 2014

s vezes, errei, mas na grande maioria das vezes, acertei. E na F1, quem se beneficia com isso, so os milhes de fs no mundo inteiro, completou.

Fotografia: AFP

No momento em que a Força India, Lotus e Sauber balanceiam para ver se mantêm na Fórmula 1, depois do abandono da Caterham, Bernie Ecclestone continua firme e forte. O chefe da F1 afirmou que vai manter-se à frente da categoria e só sai de lá carregado no seu caixão, apesar do péssimo ano.

O inglês, que recentemente completou 84 anos, já garantiu que não deixa o comando da F1. “Com certeza foi um ano terrível, um dos piores da minha vida, mas vocês estão cansados de saber que vou continuar aqui”, disse. Ecclestone apontou a única forma de deixar o controlo da categoria e mostrou que não está disposto a dar espaço, a um substituto.

“O único jeito de parar de trabalhar com a F1 é se alguém com mais poder me tirar. Ou então, quando estiver no meu caixão. E é bom que a tampa esteja bem pregada”, declarou. O britânico aproveitou para criticar o sistema de democracia e afirmou preferir dar as ordens sem ter de ouvir opiniões.

“O maior problema é que estamos a viver numa democracia. Sou contra democracia ou qualquer tipo dela. É preciso estar apto para dizer ‘é assim que as coisas vão ser’ e pronto”, disse Bernie Ecclestone explicou que sempre tomou as decisões de forma independente e que os maiores beneficiados foram os próprios fãs da F1.

“Sempre conduzi a F1 do jeito que achei melhor. Na maioria das vezes, tudo deu certo. Quando não puder mais fazer isso, saio. Nunca tive de me curvar a ninguém, sempre dependi apenas de mim, para tomar as decisões. Às vezes, errei, mas na grande maioria das vezes, acertei. E na F1, quem se beneficia com isso, são os milhões de fãs no mundo inteiro”, completou.