Jornal dos Desportos

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Sonangol institui prémio aliciante

Silva Cacuti - 22 de Dezembro, 2013

Comité organizador da São Silvestre tem um pacote de prémios global superior a 16 milhões de kwanzas

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os corredores angolanos inscritos na 58.ª edição da corrida de fim de ano São Silvestre podem chegar a embolsar 35 mil dólares, equivalentes em Kwanzas, em caso de vencerem a prova com a marca abaixo dos 28 minutos e 48 segundos. A organização da prova decidiu instituir um “prémio-incentivo” no valor de 15 mil dólares para o angolano que conseguir aquele registo.

“Se com o citado registo algum angolano cortar a meta em primeiro lugar, então arrebata o “prémio-incentivo”, se for o primeiro a passar pelo pórtico da Sonangol recebe de prémio de 5.000 dólares, mais o valor reservado para o vencedor da prova, que são outros 15 mil dólares”, admitiu Adriano Nunes, director da prova.

Adriano Nunes disse que “o pórtico da Sonangol está localizado na Avenida Marginal, em frente ao Restaurante Rialto e não há marcas mínimas, já que é um prémio a ser atribuído aos primeiros angolano e angolana que passar o pórtico, independentemente do tempo que levar”.

O mínimo estabelecido pela federação representa um desafio para qualquer atleta angolano, já que reduz em cerca de três minutos o melhor registo angolano na edição passada, 31m24s, estabelecido por Rafael Epesse.

Para o sector feminino a marca mínima que dá direito ao “prémio-incentivo” é de 33m51s, quase dois minutos menos que o registo de Ernestina Paulino, 35m18s em 2012.

Para as senhoras angolanas o valor máximo do prémio só chega a 32 mil dólares, porque o prémio para a primeira classificada da prova é de 12 000 dólares.

Adriano Nunes explicou que em caso de haver um atleta masculino e uma feminina a conseguirem os mínimos estabelecidos o valor global do “prémio-incentivo” vai ser dividido pelos dois.

A São Silvestre de Luanda vai premiar ainda atletas nas categorias de populares e paralímpicos com um valor global em prémios avaliado em 160.000 dólares, que inclui prémios para os primeiros 15 classificados em ambos os sexos na classificação geral, o “prémio-incentivo”, os prémios para populares e os paralímpicos.

Na edição passada o prémio foi para os primeiros angolanos,  uma viatura para cada corredor oferecida pelas organizações Santos Bikuku.
O etíope Atsedu Tesfaye e a sua compatriota Priscah Jeptoo são os vencedores da edição passada da prova.


Alargamento
Comité organizador prorroga inscrições


Insatisfeita com o número de inscritos para a 58.ª edição da corrida de fim de ano, a organização da prova decidiu dar mais uma oportunidade aos interessados se  continuarem a inscrever até 27 do corrente.

O prazo inicial de inscrições terminava na sexta-feira, 20. Até ao termo do prazo, segundo Adriano Nunes, director de prova, estavam inscritos cerca de mil corredores, número aquém dos 3 mil preconizados.

“O número de inscritos até sexta-feira não nos deixou satisfeitos, sabemos que há mais pessoas pretendendo participar, mas as pessoas têm aquele hábito de fazer as coisas à última hora, por isso depois de avaliarmos questões de ordem técnica, decidimos alargar o prazo de inscrições até 27 do corrente”, disse.

Adriano Nunes mostrou-se pouco esperançado em alcançar os 3.000 inscritos, que era o número pretendido pela organização da prova. “Pelo andar da carruagem, estamos em cerca de mil, não vamos atingir aqueles 3.000 participantes que pretendíamos.

O director da São Silvestre disse que uma série de acções vai ser levada a acabo para atrair corredores. “Entendemos que devíamos publicitar as tabelas de prémios para a classificação geral, atletas populares e atletas paralímpicos porque as pessoas desconhecem os prémios disponíveis para esta prova”, terminou.
S.C


NO BRASIL
Atletas de 41 países
correm na São Silvestre


A tradicional corrida internacional de São Silvestre vai ter grande representatividade internacional em sua 89ª edição. Atletas de 41 países de quatro continentes participam da prova, no dia 31 de Dezembro, em São Paulo.

Os principais representantes estrangeiros são os actuais campeões da São Silvestre, os quenianos Edwin Kipsang e Maurine Kipchumba, vencedores da prova masculina e feminina, respectivamente.

Para os atletas brasileiros, a São Silvestre contou com o apoio da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), através de um acordo entre a entidade e a organização da prova para contar com corredores das 27 federações filiadas.

O mesmo aconteceu com os fundistas da Confederação Sul-americana de Atletismo (Consuldatle). Foram garantidas as inscrições de dois atletas de todos os países da América do Sul, desde que contem com marcas mínimas e assumam as despesas de inscrição, viagem, alimentação e hospedagem.

As nações representadas são: Brasil, Quénia, Uganda, Tanzânia, Marrocos, Etiópia, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Suíça, Colômbia, Japão, México, Peru, Chile, Franca, Bélgica, Espanha, Albânia, Canadá, Gana, Holanda, Itália, África do Sul, Áustria, Barbados, Bolívia, Bósnia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Inglaterra, Israel, Luxemburgo, Martinica, Paraguai, Portugal, Roménia, Suécia, Uruguai e Venezuela.