Jornal dos Desportos

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Sonangol retorna patrocnio da corrida

Silva Cacuti - 20 de Outubro, 2018

Petrolfera angolana volta a apoiar a maior corrida da frica Austral

Fotografia: Vigas da Purificao| Edies Novembro

Dois anos depois da inexplicada ausência, a petrolífera nacional Sonangol dá sinais de que pode reatar o apoio à tradicional corrida de fim de ano, a São Silvestre de Luanda. A informação foi avançada por Bernardo João, presidente da Federação Angolana de Atletismo, durante a conferência de imprensa de apresentação da 63ª edição da competição que sai à rua a 31 de Dezembro.
\"Estamos muito satisfeitos com os contactos que temos mantido com a Sonangol. Tudo indica que vamos ter apoio dessa empresa, algo que não tínhamos desde 2016\", revelou o dirigente.
Além de apoio monetário, a Sonangol responsabilizou-se sempre pelo \"merchandising\" da corrida de fim de ano.
Quem também regressa é Adriano Nunes, antigo vice-presidente da Federação Angolana de Atletismo, que exerceu a função de director da prova por longos anos. Adriano Nunes foi apresentado para exercer as antigas funções.
Bernardo João disse que a organização da corrida está focada no contacto com os parceiros, depois de ter garantido, da parte do Ministério da Juventude e Desportos, apenas 18 dos 50 milhões de kwanzas necessários para uma organização com êxito.
Respostas positivas já lhe chegaram da parte da Total, outra empresa petrolífera. A Refriango assume a responsabilidade por toda a água necessária para a prova. A TAAG, além de garantir o transporte de meios técnicos, oferece bilhetes para a vinda e regresso de equipas técnicas para o suporte tecnológico da competição. Os bancos BPC e BFA foram também citados como parceiros da organização, mas, refere, estão abertos a outras parcerias.
Os contactos com parceiros visam angariar apoios, que permitam a realização condigna da prova e assegurar os prémios monetários a todas as classes, que vão disputar a São Silvestre de Luanda.
A organização pretende premiar o primeiro classificado com valores que vão dos 3500 a 5000 dólares norte-americanos, valor equivalente em kwanzas, e estender o benefício até ao décimo classificado.